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Reclamação de atendimento em banco

publicado em 21 de março de 2020 - Por Marcus Valle

          A reclamante Laura nos relatou que foi levar sua mãe, que é deficiente, para fazer prova de vida no Banco Itaú da Rua Coronel Teófilo Leme.

Conta que não conseguiu estacionar na vaga destinada, pois estava ocupada por motos. A agência não tem cadeira de rodas e ela teve que ser carregada pela cuidadora.

Pois é… deficiente sofre neste país, não por maldade, mas por falta de planejamento.

2 – Ótima alteração

          A Câmara Municipal, por unanimidade, fez várias alterações no Regimento Interno.

A alteração mais significativa, e que eu sempre defendi, era evitar a não realização das sessões em “homenagem” a pessoas falecidas (na maioria dos casos, bastaria um minuto de silêncio).

Até uma época (anos 90 e 2000) era uma verdadeira “festa” dessas “homenagens”. Chegamos a ter sessões canceladas pela morte do ex-governador Brizola e do ex-deputado Enéas.

Tentei acabar com isso, mas só consegui (através de uma lei), restringir os exageros, mas sessões deixaram de ser realizadas por falecimento de ex-vereadores, parentes deles etc.

Agora, por consenso, só não se realiza a sessão se falecer, nos dois dias anteriores, autoridades em exercício, ou cônjuge, filho ou pai e mãe de vereadores.

E, nesses casos, a sessão se realizará, dois dias depois, na quinta-feira.

3 – Egoísmo x Solidariedade

          Impressionante como parte da sociedade brasileira é egoísta e “aproveitadora”. Na greve dos caminhoneiros já tínhamos visto isso, com a corrida aos postos de gasolina, aumento de preços, pessoas furando filas etc.

Agora, o egoísmo se repete. O álcool gel sumiu do mercado e das farmácias e os preços triplicaram. Há corrida aos supermercados para estocar produtos.

É um misto de pânico, falta de organização e egocentrismo. Faz parte da nossa “cultura”.

4 – Ação Civil Pública

          Muita gente me pergunta o que aconteceu nesse processo, Ação Civil Pública, movida pelo Ministério Público (acatando representação do vereador Quique Brown) contra o prefeito Jesus Chedid e o então secretário da Cultura e Turismo, Cleber Centini.

O fato foi que no primeiro ano dessa administração, no Carnaval de 2017, a Secretaria contratou uma banda (Banda Me Gusta) por inexigibilidade, sem licitação, que só cabe em caso de artistas notórios, ou reconhecidos pela crítica especializada.

O M.M. Juiz Frederico Lopes Azevedo, de Bragança Paulista condenou o prefeito e o ex-secretário por improbidade, multa e perdas de direitos políticos por três anos.

Trata-se de sentença em 1ª instância. Não afetará a provável candidatura à reeleição de Jesus, pois ele deve recorrer e até as eleições não haverá tempo para julgar.

Cleber é quem fez a contratação e diz que não fez nada de errado. A defesa do prefeito diz que ele acredita que o processo foi legal e autorizou a inexigibilidade, baseado em pareceres jurídicos. Mas também acredita não haver irregularidade.

5 – Candidatos a prefeito

          Pré-candidatos a prefeito de Bragança: Jesus Chedid ou Amauri Sodré ou Beth Chedid (DEM); Rita Valle (PV), João Carlos Carvalho (PV ou PODEMOS); Jango (PTB); Gustavo Sartori (PSB), Basílio Zecchini (PSD). Esses são os nomes mais fortes e que manifestaram publicamente a vontade de se candidatar (exceto Beth Chedid).

6 – Folclore

          Tenho um amigo que tem mania de estatísticas.

Marca todos os esportes que faz (número de vezes, tempo, quilometragem etc.).

Certa vez, outro amigo viu as anotações e disse:

Nossa… você marca tudo, que coisa louca!

         Ele respondeu indignado:

O que é que tem… não faz mal pra ninguém!

         Daí o outro respondeu na lata:

Também não faz bem.