Colunistas

Raposão e os “cordeirinhos”

publicado em 17 de janeiro de 2019 - Por João Raposo

Nada irrita mais o Raposão na atualidade do que ver pessoas continuar a defender o Estatuto do Desarmamento, pois está mais que provado que ele não funcionou! Se ele foi ou não um “projeto da esquerda” de desarmar a população com “outros intuitos”, isso não interessa no momento. O que interessa é que é nítido que o desarmamento não funcionou!

Somos hoje um dos líderes em assassinatos no mundo e dezenas de outras estatísticas mais comprovam que o desarmamento da população só atuou de um lado: do lado das pessoas “boas”! Ou seja, o bandido continuou armado e, pior, cada vez mais com armas mais potentes e letais.

E pior ainda: matando por motivos fúteis, matando por um mero celular, matando por meros 50 ou 100 reais, enfim, o bandido mata por qualquer “coisinha” e, para piorar ainda mais (se é possível isso!?) o bandido é hoje detentor da decisão se você continua vivo ou não. No “dedo dele no gatilho” está a decisão da sua vida. A você, meu amigo leitor e minha amiga leitora, só resta rezar e mais nada!

DESEJO DA POPULAÇÃO NÃO FOI ACATADO

Quando o desarmamento da população foi motivo de um plebiscito no Brasil, o “ingênuo” do Raposão votou a favor do desarmamento, acreditando que aqui seria um país das maravilhas, onde revólver, espingarda, fuzil e outras “arminhas” mais, seriam coisas que nunca mais veríamos por aqui, transformando nosso país em um mundo de “crianças”.

Pois bem, já deu para notar o tamanho da ingenuidade que Raposão foi acometido naquela fatídica votação para ver se o povo queria ou não que o desarmamento ocorresse aqui no Brasil. Vale aqui fazer uma observação: nesse referido plebiscito, a população votou “não” pelo desarmamento e, no entanto, o governo determinou o desarmamento, aliás coisa típica de governo de esquerda, que assolou e roubou enormemente esse país, especialmente nos últimos 12 ou 13 anos (vale salientar que a corrupção é “ambidestra” e ela nunca acabará – devemos é zelar para que ela ocorra cada vez menos!).

Ora, se o governo na época fez um plebiscito (e milhões e milhões de reais foram gastos para isso) justamente para saber a opinião da população, deveria então ter acatado o resultado deste plebiscito!!!

ONDE FOI O ERRO ?

Então Raposão, onde foi o erro?

Raposão acredita (será que estou sendo ingênuo de novo?) que o desarmamento poderia ter dado certo se tivesse a “contraprestação” do Estado. Qual seria? Imagine se a gente retirasse os dentes de um cachorro ou os dentes e as garras de um leão ou, ainda, o veneno de uma cobra e soltássemos esses animais na mata, no habitat deles. O que seriam deles? Seriam meros “cordeirinhos” esperando o “lobo mau” vir para abatê-los, não é verdade?

Note que os animais têm a sua “maneira” de se defenderem contra ataques e tirar essa “maneira” deles é simplesmente condená-los à morte, restando apenas saber quando ela ocorrerá! Pois é, tirar as armas das pessoas de bem e deixa-las nas mãos dos bandidos (como ocorreu desde que o estatuto do desarmamento foi implantado) foi exatamente isso que nos transformou em cordeirinhos “pastando em um campo”, esperando o “lobo mau” chegar para ele decidir se nos mata ou não!

O grande erro do Estatuto do Desarmamento (e, repito, Raposão espera não estar sendo “ingênuo” de novo!) foi não estabelecer uma pena duríssima para quem cometesse morte com arma de fogo, pois era nítido e notório que extingui-las seria impossível! Assim, por exemplo, em um latrocínio (que é o roubo seguido de morte), o bandido deveria ficar preso pelo tempo máximo que a lei brasileira permite, que é de 30 anos de prisão, e sem direito a progressão de regime, de saidinha, de abatimento da pena, enfim, seriam 30 anos de “cana” e nada menos que isso!!!

E A DEFESA ?

Muitos amigos ainda me questionam que estipular uma pena duríssima de 30 anos para quem matar com arma de fogo, isso ainda não soluciona o principal argumento para se ter uma arma de fogo, que é justamente a “prevenção”, a defesa pessoal.

Note que Raposão está apenas se referindo onde foi o erro do Estatuto do Desarmamento, sugerindo que talvez se isso tivesse sido feito (ou seja, deixar um bandido preso por 30 anos por ter matado com arma de fogo), talvez os índices de assassinato hoje seriam bem menores.

Pessoalmente, minha opinião é que hoje devemos fazer os dois, ou seja, liberar a “posse” de armas de fogo dentro das casas dos cidadãos (“posse” e não “porte”) e estabelecer uma pena muito dura para quem cometer assassinato com arma de fogo. Creio que isso seria uma boa solução para os tempos que estamos vivendo, onde temos medo de sair às ruas como “cordeirinhos” à espera do “lobo mau” aparecer, pois o decreto do Bolsonaro, emitido esta semana, estabelece apenas a posse de armas em casa, ou seja, continuamos indefesos nas ruas, “palco” da maioria dos assassinatos no Brasil. Alô Bolsonaro! Alô Sérgio Moro! Pensem nisso!

BOLA FORA! GOL CONTRA!

O fato da Prefeitura de Bragança Paulista ter aumentado a taxa de lixo enormemente neste ano de 2019 foi uma tremenda “bola fora”, um “tremendo gol” contra! Mais que isso: foi um desrespeito com a população bragantina!
Por mais que exista o amparo legal, não há justificativa para isso!

Raposão explica: nos anos anteriores (e há décadas era assim), o reajuste era feito com base no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e neste ano de 2019 “resolveram” adotar o Código Tributário Municipal (CTM), o que “permitiu” que, segundo relatos que chegaram até Raposão, houvesse aumentos de até 65% (SESSENTA E CINCO POR CENTO) na referida taxa de coleta de lixo. Isso é ou não uma loucura, um abuso???

Algumas perguntas ficam e é inevitável que as façamos: 1) Se o aumento pelo CTM fosse “menor” que o IPCA, ele seria usado como base de cálculo? (ou seja, o valor do imposto diminuiria? ). 2) Por que em TODOS os anos anteriores o CTM nunca foi usado? (não recebi notícias que o CTM tenha sido usado antes). 3) Qual o motivo e qual a explicação de se usar o CTM neste ano de 2019, já que à Prefeitura é facultado escolher entre o IPCA e o CTM?
Raposão e toda população bragantina aguardam tais respostas (alô DDPQRADDC – “Departamento da Prefeitura que Responde as Dúvidas de Colunistas” – responde “prá nóis” que “nóis” teremos a maior das boas vontades de publicar aqui!).

Aguardemos…

Em tempo: mais uma vez, Raposão lembra a todos os nossos governantes e políticos, que a população brasileira NÃO aguenta mais aumento ou criação de impostos!!! Efetivamente não!!!

Um bom final de semana a todos, lembrando que esta Coluna é meramente fictícia, com verdades e inverdades (cabendo a você, leitor, descobrir qual é qual?), e na quinta-feira que vem tem mais (se Deus assim consentir), lembrando que Raposão aceita dicas, opiniões, críticas e, é lógico, elogios (desde já, os agradeço), que podem ser feitos via e-mail, telefone (ver ambos abaixo), “sinais de fumaça” ou cartas para redação do BJD, situada à Av. Antônio Pires Pimentel nº 957, Centro, Bragança Paulista, CEP 12914-000. Acompanhem também Raposão na Internet, pelos sites www.bjd.com.br e no Facebook (Raposão João Raposo Advogados Associados) ou no Instagram (joao_raposo João Raposo Advocacia – Raposão).