Colunistas

Quem escolhe bem não se arrepende

publicado em 8 de setembro de 2018 - Por Antônio Carlos de Almeida

O exercício de mandato de presidente do país ou de governador de estado, grande ou pequeno, requer do eleito conhecimentos, habilidades e atitudes complexas, difíceis de serem encontradas numa única pessoa. Daí a necessidade de contar com uma equipe coesa e competente que lhe dê o devido suporte para fazer uma administração eficiente.

Quando uma empresa vai contratar um gerente ou diretor, o processo seletivo costuma ser rigoroso. Muitos aspectos da formação acadêmica e da experiência profissional são analisados. As atitudes pessoais são cada vez mais observadas. Existem casos em que são analisados centenas de currículos, realizadas dezenas de entrevistas e, ainda, são realizados alguns testes. Atuam nesse processo, psicólogos e outros profissionais de RH, assim como dono, sócios, presidente e diretores da empresa.

No caso de presidente, governador e seus vices, depois das prévias dos partidos, a seleção é realizada pelos eleitores. Independentemente de formação, idade e experiência administrativa, todos atuam na escolha. Convém então analisar qual candidato reúne mais elementos essenciais para o exercício de decisiva autoridade para o presente e o futuro do país.

Relaciono aqui 10 elementos essenciais para um chefe de governo: Saber administrar serviços, equipes e finanças. Formar boa equipe multifuncional e ser capaz de coordená-la. Comunicar-se bem com outros poderes, tais como assembleia legislativa, câmara dos deputados e senado, judiciário, governadores, prefeitos, imprensa e população. Capacidade de realização, passar do discurso para a ação, iniciar, conduzir e concluir serviços e obras necessárias. Ter habilidade e firmeza no exercício da autoridade prevista em lei.

Visão de futuro: o mundo está mudando muito rapidamente, o país que não acompanha as tendências evolutivas vai ficando para trás, defasado na geração de trabalho e renda, educação, saúde, transporte, vias públicas e novas tecnologias.

Na democracia, é necessário saber lidar com a oposição, o que requer diálogo inclusive com adversários. É necessário que represente interesses e necessidades do país e do estado diante de organismos internacionais. Celebrar convênios que possam beneficiar a população. Precisa conhecer as leis, cumpri-las e fazer com que todos a cumpram. E que efetivamente tenha competência para construir um país ou um estado melhor, democrático, com amplos acessos para todos os segmentos da sociedade.

São muitas e complexas as competências necessárias para um presidente da República ou um governador do estado. O seu candidato preferido demonstra tudo isso no que fez até hoje como cidadão e político?

Muitos candidatos a deputado e senador prometem o que não terão poder de realizar enquanto parlamentar. E, muitas vezes, não prometem aquilo que deverão realizar durante o mandato. Destacam-se as funções de legislador, representantes da população e fiscalizadores. Para isso, é fundamental que tenham visão ampla sobre o país ou estado e que proponham projetos de lei que garantam qualidade de vida para a população. Precisam estar atualizados, ter noção do que está acontecendo em outros continentes.

Devem ser capazes de conseguir junto a outros parlamentares, inclusive de partidos diferentes, a adesão a seus projetos. Devem apoiar e, ao mesmo tempo, ser crítico daquilo que o Executivo realiza. Aqui entra o seu papel de fiscalizadores. E, também, de condutores dos anseios populares. Na democracia, o debate de ideias é que gera a eficácia das ações e possibilita o novo. Apenas concordar e aplaudir as ações do Executivo estadual ou federal é nada.

O seu candidato preferido a senador, deputado federal ou estadual demonstra tudo isso no que fez até hoje como cidadão e político? Não está na lista dos suspeitos de corrupção?