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Que venham as vacinas, não importa se da China ou da Inglaterra, precisamos cessar as mortes

publicado em 1 de agosto de 2020 - Por Dirce Guimarães

Cada vez que vemos os resultados dos dados COVID-19 da nossa Bragança ficamos assustados, eles só crescem. Os percentuais de ocupação UTI e de ocupação enfermaria oscilam. Será que estamos no caminho certo? Médicos infectologistas, médicos especialistas em atendimento à saúde pública compõem o Comitê da Crise da Saúde?

Esses profissionais são imprescindíveis no atendimento à Saúde Pública. Temos aqui na nossa Bragança o Dr. Mendes, médico infectologista, professor da Faculdade de Medicina da USF, com larga experiência nessa área, conhecedor da nossa zona urbana e da nossa zona rural, sabe das suas vulnerabilidades, é morador de longa data na nossa cidade, a sua colaboração foi solicitada? Há que se ter um Plano de Trabalho embasado em conhecimentos científicos.

E todos nós sabemos que não adianta combater os “efeitos” é preciso combater as “causas”. É preocupante para todos nós o aumento diário de contaminação do COVID-19, dados recentes apontam 86 casos em 48 horas, está neste Jornal de 30/7/20. Nós, nas preces diárias, pedimos discernimento para as pessoas que estão no comando dessa empreitada e pedimos proteção especial para as pessoas que trabalham nos hospitais, elas estão pondo suas vidas em risco para salvarem vidas de infectados.

Admitimos que matemática é o nosso ponto fraco, por isso, a nossa pergunta em relação ao consolidado: se temos um total de 2.660 notificações e foram descartadas 761 não restam 1.899 confirmações? Essa é a nossa leitura embasada na operação Subtração: 2660 menos 761 igual a 1899.

O QUE FAZ O ANO ELEITORAL NA VIDA DOS POLÍTICOS QUE INSISTEM EM SE ETERNIZAREM NO PODER

O ano eleitoral é o arremate para os que estão no Poder e querem ficar ou estão fora dele e querem entrar. Nos três anos anteriores ocorrem as fases das costuras, das conversas, das conjeturas, dos acordos traduzidos em barganhas com vistas ao financiamento da campanha.

É um verdadeiro leilão: “quem dá mais”. Não faltam simulações, nem os famosos olheiros, “os leva e trás” que tentam passar confiabilidade no que falam. Pois é, que triste, saber que é assim que se preparam os futuros governantes para o país, para os estados e para os municípios. Querem o Poder, só o Poder.

O Poder tem sabor de real(R$) para a maioria dos concorrentes ao Executivo e ao Legislativo. Muitos entram sem nada a declarar no I.R. e terminam o mandato obrigados a declarar no I.R. A campanha eleitoral para os que estão no Poder tem a seu favor a máquina administrativa. Vejam a maquiagem que está ocorrendo na nossa Bragança. Inaugurações sem o término final. As eleições municipais serão em novembro, é preciso deixar “os não pensantes” alegrinhos. E nós temos a certeza de que essa taxa caiu.

A MAIORIA DAS ELEITORAS E A MAIORIA DOS ELEITORES SABEM DESSAS FALCATRUAS E MESMO ASSIM DÃO O SEU VOTO

Nós queremos colocar no “passado” essa constatação: E mesmo assim davam o seu voto, agora não vão dar mais. O sofrimento com a pandemia escancarou os desgovernos nas três esferas, mostrou a fragilidade, a situação de miséria, as condições sub-humanas a que está submetida a grande maioria que forma a base da pirâmide social. Tudo isso são frutos desses desgovernos que não olham os seres humanos como cidadãs e como cidadãos, com direitos a terem uma vida digna com família estruturada, com moradia, com comida, emprego e renda.

Hoje, essas cidadãs e esses cidadãos estão pondo em risco a “estabilidade” do país. Culpa deles? Não! Culpa dos desgovernos  que deixaram que a miséria crescesse em níveis arrasadores. É inconcebível morarmos num país riquíssimo e termos nas nossas cidades milhares de moradores de rua, milhares de sem teto, milhares de sem terra, milhares de presidiários e para completar o quadro há as periferias paupérrimas com barracos erguidos nos morros ou nos pântanos à beira dos córregos poluídos, sem água, sem luz, sem esgoto. Pois é, estão preparadas para acolher o COVID-19.

Não vimos nenhum governante, nenhum legislador fazer o “mea culpa”, nem a se propor a cortarem seus revoltantes salários e mordomias. Nem o Judiciário que deve fazer Justiça. Todos estão nessa: “Venha a nós o quanto mais”! E o Jair Presidente está fazendo campanha com o nosso dinheiro, repassando os R$600,00 para os carentes como se dele fosse.

Ah! Se este nosso Brasil, se os seus Estados, se os seus municípios tivessem governantes que investissem em EDUCAÇÃO, aqui não haveria corrupção, falcatruas, malandragem, desmandos, violência, criminalidade. Comecemos pelos Municípios, vamos eleger candidatos a Prefeito que tenham compromisso com a Educação. A mudança começa aí. Nós temos certeza!

A C O R D A   B R A G A N Ç A  ! ! !

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