Colunistas

Problemas constantes

publicado em 21 de abril de 2018 - Por Marcus Valle

Impressionante o número de problemas que algumas empreiteiras que prestam serviços ao município têm causado.

Atrasos em obras (vide Praça Nove de Julho, ECOA – margens do Tanque do Moinho e praças centrais) são constantes. Qual o problema? Aditamentos?

Há também especulações sobre a qualidade dos serviços em outros locais (Pires Pimentel, por exemplo) e em bairros da periferia.

Falta fiscalização?

2 – Tapume

Sobre tapume interrompendo e ocupando mais da metade da calçada na Variante do Taboão, próximo à Vitrine do Lago, reclamamos nesta coluna e na Câmara Municipal. Recebemos resposta da Prefeitura, dizendo que notificou o proprietário para que eles retirem em 15 dias.

3 – Trânsito

Com mais de 100 mil veículos para uma população de 160 mil habitantes, e com ruas antigas e topografia acidentada, Bragança tem grandes dificuldades no seu trânsito, cada vez mais complicado (lento, sem estacionamentos, locais perigosos etc.).

Algumas medidas estão sendo tomadas (restrição ao trafego de caminhões, retiradas de rotatórias, melhora na sinalização etc.) para atenuar ou minimizar os problemas.

Mas com o aumento de veículos circulando (e a rede viária sem acompanhar o crescimento) não há solução a curto prazo.

4 – Calçadas e faixas

Problemas crônicos em Bragança são as calçadas (desniveladas, com buracos e, ou, ocupadas indevidamente) e as faixas de pedestres (perigosamente localizadas, próximas a esquinas e rotatórias, e mal sinalizadas).

5 – Dividido

Essa radicalização, esse emocionalismo terrível, essa odiosidade toda que a gente vê nas redes sociais, na mídia e nas discussões nas ruas, bares etc. mostram uma divisão entre dois grupos.

Em recente pesquisa do Datafolha publicada domingo passado, observa-se que o ex-presidente Lula é repudiado, rejeitado (odiado, eu diria) por 31% dos brasileiros, e amado, enaltecido (idolatrado, eu diria) por 32% da população. 37% dos brasileiros são denominados eleitores pêndulos, são neutros, mas embora sejam maioria, ficam encobertos, ensanduichados entre os pró e contra Lula. Somando os apaixonados contra e a favor, temos 63%, o que facilita as discussões emocionais e radicais.

6– Folha de São Paulo

Nesse momento de radicalização da política, e de profundo emocionalismo, a grande imprensa tem muitas vezes tomado posição, ora de um lado, ora de outro. Há casos notórios, como a da revista “Carta Capital” que defende os governos Lula / Dilma, e a revista Veja, que sempre lhes fez oposição sistemática.

Nessa polarização que divide o país, nos parece que o jornal “Folha de São Paulo” é o mais neutro. Nele escrevem colunistas e convidados de todas tendências (extrema direita, direita, centro esquerda, centro direita, esquerda e extrema esquerda).

A Folha nos parece neutra (comete erros, não é perfeita, é claro) tanto que é acusada de ser comunista pelos extremistas mais radicais e de ser “coxinha ou direitista” pelos esquerdistas mais radicais.

7 – Direito Penal

Muita gente confunde os crimes de “roubo” com os de “furto”.

Generaliza-se o termo “fui roubado”, mesmo quando se é furtado.

O roubo (art. 157 do Código Penal) é um crime muito mais grave, com pena mínima de 4 anos (se for com arma, 5 anos e 4 meses). Roubar é subtrair (tomar) objeto móvel de alguém (carro, dinheiro, celular, tênis etc.) mediante violência ou ameaça.

Já o furto (art. 155 do Código Penal) tem a pena mínima de um ano, é cometido quando alguém subtrai (leva para si) objeto móvel alheio (carro, celular, dinheiro etc.) sem ameaça ou cometer violência contra o dono. Se alguém leva um carro estacionado sem o dono ver ou ser ameaçado, comete furto. Se aponta uma arma e leva o carro, comete roubo.

Se alguém entra numa casa sem ninguém (ou sem que alguém perceba) e leva uma TV, comete furto. Se entra na casa armado, rende o morador e leva a TV, comete roubo.

Essa, em tese, é a diferença.

8 – Folclore: Faz mal

Noutro dia, na OAB, uma advogada me perguntou se eu tinha fogo para acender seu cigarro (ela fuma cerca de um maço por dia).

Apalpei o bolso e disse:

– Tenho fósforos.

Aí, ela me disse algo inusitado:

– Ah não… não acendo cigarro com fósforo… faz mal pra saúde.

E só acendeu quando outro colega lhe emprestou um isqueiro.