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Pois é, esperar que os “empoderados” das três esferas assumam os seus deveres

publicado em 9 de fevereiro de 2019 - Por 2

Na nossa São Paulo, as chuvas de verão têm sido constantes e torrenciais, causam enchentes danosas face à ocupação das margens do Tietê, dos demais ribeirões e das partes baixas da cidade. Aqui na nossa cidade e região as chuvas estão escassas, o Jaguari está baixo, a represa que abastece a capital não se recompôs e nós continuamos a desperdiçar água, não caímos na realidade da escassez.

Água é um bem social. Água é vida. Na zona rural ela sumiu das nossas fontes, aquelas bicas fartas de água não existem mais. Tudo está secando: os ribeirões, os córregos, as várzeas, os brejos e a sua “população” está se extinguindo. E nós, os dotados de “inteligência” estamos nos matando. Aqui na nossa Bragança, a água corre volumosa pelos bicos das mangueiras nas ruas, calçadas, praças. É um desperdício desenfreado. As campanhas educativas precisam ser constantes. É um assunto não falado.

POIS É, ESPERAR QUE OS “EMPODERADOS” DAS TRÊS ESFERAS ASSUMAM OS SEUS DEVERES E VENHAM A TRABALHAR AS QUESTÕES SOCIAIS, ISSO NÃO VAI ACONTECER EFETIVAMENTE NUNCA

Os que estão no PODER têm por objetivo ganhar dinheiro e se manter no poder até que a morte os separe. São eleitos e elegem para si a “eternidade” e se vangloriam em contar esse feito para os eleitores desprovidos de capacidade de análise. Como faz falta nas escolas a disciplina formal de Educação Política para fazer dos nossos alunos cidadãos verdadeiros. Pela situação que os professores estão relegados, temos certeza de que estão politizados para assumirem a cátedra.

E nós que não estamos nas salas de aula, passemos a ser analistas da realidade que estamos vivendo, verificar os prós e os contras e reagir. Será que não mexeu com o nosso amor pátrio assistirmos a cena da eleição do Presidente do Senado? Esses são nossos representantes? Ficou tão claro o porquê daquela guerra pelo cargo de Presidente. Quantas barganhas, quantas promessas, quantas interferências passaram por ali. A votação foi mesclada: uns votos abertos, uns votos secretos. E um Poder Judiciário desmoralizado. Há de existir um “porque”.

NÃO É POSSÍVEL QUE NÓS, CIDADÃOS E CIDADÃS, NÃO FIQUEMOS INDIGNADOS COM A FABULOSA QUANTIA QUE O PODER LEGISLATIVO USUFRUI DOS COFRES PÚBLICOS

É muito dinheiro, muito mesmo. São gastos sem limite. São gastos vitalícios. São gastos propostos e criados por eles e para eles e seus familiares. Nenhum dos componentes dessas Casas Legislativas consegue enxergar esse assalto oficializado, essa tamanha injustiça social praticada, e propor um BASTA e partir para a racionalidade? Será que eles, enquanto legisladores, não leem a Constituição Federal? É preciso praticá-la, respeitá-la.

Urge que deixem de ser gananciosos, que parem de usurpar os nossos direitos, que parem de somar e multiplicar os seus bens à custa do bem público, que vejam as misérias na Saúde Pública e se compadeçam. Nada disso os sensibiliza? Estão enclausurados no Poder. Construíram a sua “Ilha da Fantasia” e a forma de como nela permanecer. Caros leitores, vocês não ficam nem um pouquinho revoltados com as injustiças praticadas com o dinheiro público (que é nosso) sendo desviados para mordomias inacreditáveis? Até quando? E nós sabemos que os Municípios são as células-mãe do país. Se as células mudarem podem curar o câncer.

                E NÓS CONNTINUAMOS SÃO TOMÉ: QUEREMOS VER PARA CRER. CHEGA DE FALÁCIAS

Cadê a tão propalada construção do Mercado Municipal na Zona Norte, no Jardim da Fraternidade, no local onde está instalado o Ceasinha? Já começou? Quando será a sua inauguração? E a verba do R$ 4 milhões já está depositada?

E a restauração das paredes externas do “THEATRO CARLOS GOMES”  e a recomposição do interior, quando serão iniciadas de fato e de verdade? Não queremos fotos. Queremos fatos. E por falar em fotos, vimos várias fotos no “face” do fotógrafo memorialista Palombelo, do Colégio São Luiz tendo no frontão a inscrição: “Collégio São Luiz offerecido pela Câmara Municipal em ___/___/927”, não conseguimos identificar o dia e o mês. São pedaços que contam sua história.

E o nosso cartão de visita: o “Lago do Taboão”será revitalizado?  A sua Casa do Mel vai ficar apresentável e os seus sanitários também? Essa construção depõe contra nossa Bragança. Bem, no Lago tudo precisa se refeito, melhorado, um bom planejamento do seu entorno vai bem. É um ponto turístico e como tal deve ser tratado.

E as praças centrais: José Bonifácio e Raul Leme continuam ostentando a Placa que anuncia as revitalizações. Parou? Parou porque? Não terá continuidade? As praças são pontos de encontro da população. As boas casas de comércio estão dando vida às praças. A Prefeitura deve fazer a sua parte.

A C O R D A    B R A G A N Ç A   ! ! !