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Pois é “educadores, continuamos”

publicado em 10 de agosto de 2019 - Por Dirce Guimarães

Com certeza, os aposentados, principalmente os que trabalharam numa só área, mantém o seu arquivo profissional vivo e às vezes até ativo. Isso faz-nos lembrar da nossa “fala”, proferida no almoço em homenagem aos aposentados do ano: “Aposentados estamos, mas educadores continuamos”. Realmente a vida profissional acaba sendo uma segunda vida. Os neurônios continuam vibrando. Inovações nos impulsionam. Isso é muito bom. Isso é vida. Estamos vivendo e não simplesmente passando.

POIS É “EDUCADORES, CONTINUAMOS”. A OUSADIA SEMPRE ALIMENTOU NOSSAS AÇÕES. APRECIAMOS ÁGUAS REVOLTAS

E lá fomos nós à Prefeitura, Maria Bueno e eu, numa audiência agendada com o Prefeito para o dia 7 do corrente, 4ª feira, às 15h00. Nosso assunto: Escola da Zona Rural. Assuntos da Maria: Plano Diretor. Compôs a pauta, apresentada pela Maria, assuntos relevantes que devem estar contidos no Plano Diretor para que suas realizações se efetivem. Um dos assuntos apresentados por ela e com consequências sérias é a localização do Aeroporto em plena área urbanizada: vizinhança da Universidade São Francisco, Hospital Universitário e de inúmeros bairros residenciais. O aeroporto afeta não só a vizinhança, mas toda a área urbana em termos de poluição atmosférica, poluição sonora e a questão de segurança das aeronaves (acidentes). Esse local é o menos adequado. Devem-se propor medidas que constem no Plano Diretor para que venham solucionar esse grave problema. A maioria da população confunde aeroporto com aeroclube. São atividades distintas.

VAMOS À NOSSA PROPOSTA: PROJETO BRAGANÇA RURAL – A ESCOLA DA ZONA RURAL

Sempre alimentamos a ideia de se fazer cumprir todos os preceitos constitucionais relativos aos direitos dos cidadãos, em especial a aqueles que vivem “da terra” e “na terra”, com ênfase na área da Educação. Pois é, lendo a notícia da construção de um prédio escolar pela Prefeitura naquele complexo de bairros: Campo Novo, Biriçá, Campinho, enxergamos a viabilidade de instalar nesse novo prédio uma Escola com o Ensino Fundamental Completo – do 1º ao 9º ano, acrescido com a Educação Infantil. Proposta essa calcada na palavra mágica: Planejamento e seus respectivos passos. Antes, um pouco de “história”:

– Condições da nossa Zona Rural: o seu esvaziamento via êxodo rural, queda de produtividade, loteamentos clandestinos ou não, parcelamento do solo via “reforma agrária familiar”, falta de condições sócio/econômica/cultural, perda de identidade do meio rural, falta de estímulos que motivem a permanência do cidadão no campo. Etc. Etc.

– Está comprovado que a Educação responde pelo desenvolvimento das nações. Necessário se faz ter uma educação de qualidade numa instituição escolar devidamente estruturada que venha responder as necessidades dos cidadãos e cidadãs. No momento tecnológico atual não se concebe manter a Escola da Zona Rural nos presentes moldes: uma escola incompleta, com currículo pobre, prédio escolar acanhado, professores despreparados, desconhecedores do meio rural: é o professor itinerante, viajor diário que reclama do barro se estiver chovendo, que reclama da poeira em dia ensolarado em plena primavera. São agressões ao “habitat” dos alunos. A linguagem deve ser outra: chuva e sol são elementos vitais para o plantio e crescimento das plantas e dos animais. Inconscientemente o professor valoriza o meio urbano e menospreza o rural. O aluno absorve e cultiva esse modelo.

-Muitos pais chegam a vender o seu pedaço de chão para acompanharem o prosseguimento de estudos dos seus filhos na cidade. O que acontece? É quase sempre mais um desempregado e aumentam os problemas sociais que se multiplicam nos bairros de baixo poder aquisitivo. Pois é, e o seu pedaço de chão pode ter se transformado numa casa de campo vazia, sem produtividade, num chamariz para ladrões.

E O QUE FAZER PARA SE DAR VIDA DIGNA AOS CIDADÃOS FILHOS DA TERRA OU A AQUELES QUE SE PROPÕEM A MORAR NA ZONA RURAL?

Daremos a Educação formal e informal desenvolvida num prédio escolar construído numa área vasta, para se atender as normas vigentes da tecnologia, para se atender o mundo atual com suas mudanças constantes. Terá que ser um prédio que foge do antigo padrão: “salas de aula” num espaço exíguo com carteiras, mesa e quadro-negro. Isso passou.

O prédio escolar de hoje exige salas/ambiente para as diferentes disciplinas. Não é mais o professor que circula de uma sala para outra, é o aluno que vai à sala das respectivas disciplinas. Não serão prédios enormes, com muitos professores e muitos alunos que se diluem, não se conhecem, não criam vínculos, não cultivam identidades, são tão somente números. E não robustece o tão necessário “pertencimento” por parte da administração, dos professores, dos alunos e da comunidade. Observados esses moldes, é certo que essa indisciplina recorrente dos alunos que vem se agravando dia a dia deixará de existir com o gostar da escola, dos seus professores, dos seus funcionários, dos seus recursos, dos seus equipamentos, de estar compondo os projetos da escola, isso fará alunos integrados, responsáveis, propositores, com visão larga etc. etc. São esses cidadãos que precisamos, são essas escolas que almejamos e que tranquilamente respondem a nossa pergunta: Que cidadão precisamos formar?

Esse assunto é longo e não chegou nos “finalmentes”. Cabe relatar que fomos bem recebidas pelo Prefeito e Vice, tendo por assessor o Secretário Municipal de Educação. Sentimos que a apresentação sucinta da nossa proposta foi bem entendida e o Prefeito incumbiu o Secretário Municipal de Educação a tomar as providências cabíveis. Cabe registrar que por várias vezes o Prof. Adilson enfatizou que a nossa proposta é maravilhosa. Nós acreditamos na sua implantação. Estamos no aguardo do agendamento de uma reunião em atenção ao proposto pelo Prefeito.

Na próxima Conversa passaremos os passos necessários para desenvolver a proposta.

Educação é o caminho!

A C O R DA    B R A G A N Ç A  ! ! !