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Plano Diretor

publicado em 26 de outubro de 2019 - Por Marcus Valle

         Encaminhei ofício para a Prefeitura (Comissão do Plano Diretor) solicitando a máxima urgência no envio do texto do projeto à Câmara Municipal, com as emendas, alterações e correções advindas das reuniões e audiências públicas. Só com o novo texto é que podemos estudar e deliberar.

 2 – Rojões: projeto funcionando

         Muita gente gostou e elogiou o projeto de autoria conjunta (Beth Chedid e Marcus Valle), proibindo a soltura de rojões barulhentos no município.

Melhorou muito a questão. Muitos locais (escolas, clubes de futebol, festas etc.) deixaram de soltar ou os substituíram por fogos coloridos de menor ruído.

O vereador Gabriel, que votou contra o projeto, disse que a festa de Nossa Senhora Aparecida foi prejudicada. Absurda a colocação do vereador. Não merece sequer maiores comentários.

3 – Médicos

          No Brasil, temos 350 faculdades de Medicina.

É um dos cursos mais procurados, até porque é um dos poucos que garante ao “formado” um bom e certo rendimento.

No entanto, com o aumento no número de faculdades, caiu o nível. Em função disso, estão proibidas aberturas de novos cursos. Temos hoje quase 500 mil médicos no país, mas estão concentrados no Sudeste e Sul.

4 – Advogados

          Mas se tem muita faculdade de Medicina, tem muito mais de Direito. São, segundo a maioria dos sites informativos, mais de 1500.

Por tudo isso, é fundamental a manutenção do exame da OAB para manter um nível mínimo dos profissionais que operam. São um milhão e 200 mil advogados no país.

% – Veículos com som alto

          Todo final de semana, nas margens do Lago do Taboão, principalmente nas madrugadas de sábado para domingo, têm carros com o som em altíssimo volume. Recebemos várias reclamações de moradores próximos, que não conseguem dormir. O dono de uma Saveiro preta, segundo denunciante, é um dos causadores do barulho (além de outros motoristas que aderiram, ao ver a impunidade). Solicitamos fiscalização junto à Secretaria do Meio Ambiente e à Polícia Militar através de ofício.

6 – Barulho: dificuldade de reclamar

A respeito de barulho nas noites aos finais de semana, a população tem grande dificuldade de reclamar. Liga para 190 (Polícia Militar) e a resposta é que deve ligar para a Prefeitura. Na Prefeitura não existe um plantão (tipo PSIU em São Paulo). Enfim… um joga pro outro, verdadeiro pingue-pongue. Mas o comandante Bertin nos esclareceu que há um convênio com a Polícia Militar, nº 12/19, assinado em 07 de março deste ano, em que a PM, na cláusula primeira, tem a atribuição de fiscalizar poluição sonora (emissão de níveis de som). Portanto, o convênio está sendo descumprido.

7 – Reforma: como será?

          Anuncia-se grande reforma nas margens do Lago do Taboão (calçadas maiores, ciclovia etc.). Isso é ótimo.

No entanto, existe uma preocupação: árvores serão cortadas ou mantidas? Haverá muita impermeabilização do solo?

Questionamos a Prefeitura a respeito. Outra preocupação (relevante) dos comerciantes do setor, é que possa haver redução nas vagas de estacionamento.

8 – Trânsito

          O trânsito em Bragança está horrível em vários pontos, depois das recentes modificações (Praça 9 de Julho, semáforos na Imigrantes que substituíram rotatórias, etc.).

Agora fizeram outra alteração: “mão única na Alpheu Grimello, que margeia o Lago do Taboão”.

Será que não vai piorar ainda mais? A princípio, parecia que não, mas a Rua Teixeira, onde fica a Pizzaria Razzera, teve enorme aumento de fluxo.

9 – Animais silvestres feridos – SOS

          Semana passada eu encontrei nas margens da represa um gavião carcará sendo atacado por vários urubus.

Ele não voava e, com muito cuidado, consegui pegá-lo com as mãos (tem bico e garras fortes) e, como era final de tarde, passei a cuidar dele (junto com o veterinário Marcelinho Beloto), dando água e alimentação (carne).

No dia seguinte, íamos levá-lo à Secretaria do Meio Ambiente, que o encaminharia para o SOS Mata Ciliar, que tem convênio com a Prefeitura e cuida de animais silvestres (feridos, perdidos etc.).

Eles cuidam de aves, macacos, tatus, gambás, gato do mato etc., enfim, qualquer animal silvestre (não doméstico).

Quanto ao gavião, quando íamos levá-lo, vimos que ele estava bem melhor e que não estava ferido, tanto que foi embora voando.

Quem achar um animal silvestre machucado pode ligar para o número 4033-1870 (Secretaria do Meio Ambiente).

10 – Folclore: maldade

          Nos anos 80 era a época das discotecas. Em Bragança, tínhamos a Crown, Aquarius, Moreno 666 etc.

O Paulo frequentava todas elas. Dançava supermal e não fazia sucesso. Para aplacar seu fracasso constante, ficava observando as pessoas dançarem.

Quando via alguém meio tímido, dançando só, meio inseguro, ele se aproximava da pessoa e dizia no ouvido:

Nossa… está tendo ataque epilético ou dança assim mesmo? Pare… está dando vexame!

         A pessoa ria amarelo, xingava, mas o resultado era sempre o mesmo: parava de dançar em menos de 30 segundos.