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Parece que o trânsito de nossa Bragança descompensou

publicado em 22 de setembro de 2018 - Por Dirce Guimarães

Chuva abençoada, chuva mansa, contínua, que encharca a terra, chuva criadeira que traz de volta os “mil tons” do verde da vegetação. Água é vida. Economizar água deve se tornar um hábito diário. Muita gente ainda não percebeu a escassez da água do Planeta e continua desperdiçando até com mangueiras jorrando água nas calçadas e ruas. Não são pensantes, são só seres vivos, lá do início da escala biológica. São os propositores da morte da Terra.

PARECE QUE O TRÂNSITO DE NOSSA BRAGANÇA DESCOMPENSOU. POR TODOS OS CANTOS ENCONTRAMOS CONGESTIONAMENTOS ONDE ANTES NÃO EXISTIAM

Com certeza, todos nós já observamos os carreiros de formigas, dos pequenininhos das nossas cozinhas e dos carreiros grandões das cortadeiras que devastam plantações. Nos carreiros circulam milhares de formigas, numa ordem perfeita, no entanto, se colocarmos algum obstáculo ocorre um desarranjo total, vai formiga para todos os lados. Aqui na nossa Bragança aconteceu mais ou menos isso: mexeu-se no trânsito da ex-Praça 9 de Julho, fez-se uma desarrumação na Av. dos Imigrantes, ambas alterações questionáveis, os motoristas foram tirados dos seus “carreiros” e por falta de um caminho novo, eles se espalharam pela cidade na busca de alternativas.

O trânsito está parado e o congestionamento está geral. E nós podemos plagiar: “Nunca vi minha cidade com o trânsito tão bagunçado como está agora.” Culpa de quem trouxe “de fora” o Botelho e o fez Secretário, deu para ele administrar o trânsito de nossa Bragança que ele sequer conhecia. Deu no que deu. Ele foi embora e nos deixou essa herança.

Quem vai recompor um novo “carreiro” para os motoristas, após toda essa dispersão? E o ex-Secretário Municipal de Mobilidade Urbana, após a permanência de um ano e meio, sequer deixou pronto o Plano Municipal de Mobilidade Urbana. E quanto nós pagamos para ele nesses 18 meses? Será que no Quadro de Pessoal da Prefeitura não tem servidor habilitado para o cargo? Por que não valorizar primeiramente os pratas da casa? Depois os moradores de nossa Bragança. E tem gente capacitada!

E COMO RESOLVER ESTE BINÔMIO? MOTORISTAS E PEDESTRES; PEDESTRES E MOTORISTAS? COM HABILITAÇÕES PESSOAIS E COMPETÊNCIA, PARA QUE SE DISPENSEM O USO DA SANFONA: VAI E VOLTA

Como está perigoso trafegar pelas ruas de nossa Bragança! Os motoristas são alvos de acidentes ao trafegar na Variante do Taboão, na rotatória São Francisco, na Av. dos Imigrantes, na Capitão Barduino, em calçadas, ruas e avenidas da Penha. Para os pedestres a situação está caótica, além das falhas da sinalização, em especial das faixas de segurança, o pedestre não é priorizado, ele tem que disputar com os carros. Existem ruas, avenidas, rotatórias sem calçadas ou calçadas tomadas pelo mato ou sem conservação. Há também árvores e arbustos que, por falta de podas, impedem a passagem. As calçadas ainda abrigam: filas das lotéricas, tapumes, bancas de ambulantes, lixo acumulado e às vezes até “rodas de conversa”.

O jeito é o pedestre andar pelas ruas, correndo o sério risco de atropelamento. Mas, há esperança de que em algum dia, em algum ano, algum Prefeito “calçado” com assessores competentes, venha a respeitar o status do cidadão pedestre e o status da cidadã pedestre. Então, a sua administração dará atenção especial aos cuidados com o leito carroçável urbano e com as calçadas.

Crianças, deficientes físicos e idosos poderão circular sem medo dos tombos. As faixas de pedestre estarão sempre pintadas, fiscalizadas e em locais certos. Os estacionamentos prioritários serão de fato prioritários. No momento, motoristas e pedestres estão perdidos, os carreiros foram interceptados e sem novos caminhos não existem perspectivas de melhora. Nossa Bragança permanece no atraso: nem passarelas, nem elevados, nem passagem de nível, nem trevos, nem ciclovias, nem a tão necessária Perimetral, por certo, não constam de Projetos. E o binômio “motorista/pedestre e vice-versa” parece insolúvel. Pobre Bragança, pobre.

FALTAM SÓ 14 DIAS PARA AS ELEIÇÕES DE PRESIDENTE, GOVERNADOR, SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS E DEPUTADOS ESTADUAIS

E a Lei Eleitoral continua com os seus vícios, com as suas incoerências, prestigiando aqueles que estão nos cargos legislativos. A Lei é feita por eles. E eles se autoprivilegiam. E que privilégios! Podem concorrer quantas reeleições quiserem. Não se afastam do cargo na condição de pré-candidatos/candidatos. Fazem campanha tranquilamente, na pauta legislativa não há matéria importante. Não comparecem à Assembleia Estadual, à Câmara Federal, ao Senado Federal e continuam com os seus salários e todas as mordomias.

As reeleições acabam assentadas na Máquina Administrativa. Durante os quatro anos de legislatura, os eternos pré-candidatos permanecem em campanha, usam e abusam de estratégias e de artifícios para enganar os eleitores desprovidos da capacidade de análise. E como enganam! São especialistas: em conceder “Título de Cidadania”; em dar “nomes” às ruas, estradas, praças, conjuntos habitacionais, escolas; em requerer “votos de pesar”; em prestar homenagens de enaltecimento “aos egos” dos carentes; em “tapar” buracos de ruas e de estradas; em alimentar “promessas”; em “assumir autoria” de fatos meramente administrativos; em fazer “visitas” aos bairros, igrejas, futebol; em serem “assistentes sociais”; etc. etc. etc.

Pois é, essa série de desvios de função, essa forma de marcar presença e ocupar espaço desses velhos deputados, vereadores, senadores, essa situação dificulta as eleições de candidatos novos, impede as mudanças. Os “velhos” viram donos da “bola” e do “Poder”. Os eleitores desinformados, despolitizados, incapazes de conhecer o valor do seu voto, transformam “esse” seu voto em voto viciado e votam sempre nos mesmos. Com essas mesmices, as mudanças não acontecem. É lamentável a existência desses eleitores que são facilmente manipulados. Não praticam o dístico paulistano: “Conduzo, não sou conduzido”.

E O QUE DIZER DOS CANDIDATOS AO CARGO DE PRESIDENTE, DE GOVERNADOR, DE SENADOR, DE DEPUTADO FEDERAL, DE DEPUTADO ESTADUAL?

Na Campanha Eleitoral, via rádio e TV, apenas um candidato ao cargo de Senador está propondo diminuir um Senador por Estado, de 3 Senadores passará a ter 2 e ele afirma que com essa diminuição de 27 Senadores haverá uma economia de milhões de reais. Senado é um resquício da Roma antiga que pode ser abolido. A Câmara Federal deve cortar no mínimo 50% dos 513 deputados. As Assembleias Estaduais devem seguir esse mesmo índice. E as Câmaras Municipais também. Para a Câmara Municipal de nossa Bragança bastam 9 vereadores. É preciso também que se enxugue o Poder Executivo nas três esferas: Presidente, Governador e Prefeito. E o mesmo tem que ser feito no Poder Judiciário. Acabar com os excessos de gastos, com os privilégios, com as mordomias.

Fazer um organograma de cargos e funções do serviço público dos três Poderes e adotar a isonomia salarial. Com as mesmas funções constantes nos três Poderes, os servidores públicos têm salários diferenciados. Por quê? Se a fonte dos recursos é a mesma. É mais uma prática de injustiça social que campeia pelos meandros dos Poderes. Pois é, e nós notamos que nenhum dos candidatos tem como proposta moralizar os três Poderes, acabando com as vergonhosas e revoltantes mordomias, com o corte dos altíssimos salários do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Ninguém se propõe a deixar de ser vampiro, sugador do sangue do trabalhador.

0 N0SSO BRASIL TEM JEITO SIM!

É urgente que se faça uma reforma política, que se eliminem as reeleições. É urgente que haja um corte drástico nos gastos dos três Poderes, para que nós, a maioria, passe a usufruir dos nossos direitos sociais. Chega de sermos sugados. Chega de miséria.É preciso que assumamos a posição de cidadãos e de cidadãs pagantes dessa imensa e desgovernada máquina administrativa.

É preciso que assumamos a corresponsabilidade desse fato. Como pagantes temos o dever de cobrar dos cidadãos e das cidadãs investidos em cargos públicos eletivos, cargos comissionados e cargos concursados, que antes de tudo, sejam pessoas honestas, sérias e responsáveis e que tais serviços públicos estejam embasados na formação, na qualificação, na especialização.

A ética deve ser o destaque de todas as ações. E nós temos instrumentos legais para exercermos os nossos deveres e os nossos direitos de cidadãos e de cidadãs quando nos sentirmos vilipendiados. Não podemos nos esquecer de que os cargos públicos eletivos: presidente, governador, prefeito, senador, deputado federal, deputado estadual e vereador, somos nós que selecionamos, somos nós que escolhemos, somos nós que elegemos os seus ocupantes. E se não elegermos bem, teremos muitos problemas. Se não tiver opção, eleja o “menos pior”.

Arrematamos a nossa CONVERSA com este apelo: É preciso votar. Acompanhar os eleitos é fundamental.

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !