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Parece que 2019 entra célebre para nós brasileiros

publicado em 5 de janeiro de 2019 - Por Dirce Guimarães

Somos nós que passamos ou é o tempo que nos faz passar? Essa medida do tempo é nossa. Simplesmente passar ou viver intensamente essa medida do tempo é decisão de cada um de nós. São escalas de valores diferenciadas. “Cada um é cada um”.

O mundo atual, com suas especialidades e especificações, nos leva a isso. E assim vamos “vivendo” ou simplesmente “passando”. Aliás, passar ou viver acaba sendo uma definição individual. Ah! Vamos parar com essa “filosofia” de almanaque? E cadê aqueles almanaques feitos pelas indústrias farmacêuticas, pelos laboratórios, que eram distribuídos nas farmácias no início do ano? Eram folhetins gostosos de ler.

A internet está engolindo tudo. A cultura palpável está deixando de existir. Vivemos a era do “clic”. Há que se ensinar a interpretar o clic!

POIS É, PARECE QUE 2019 ENTRA CÉLERE PARA NÓS BRASILEIROS, ESTAMOS ANSIOSOS PARA VER O NOVO PRESIDENTE E A SUA EQUIPE MINISTERIAL

Quem ainda não desejou “Feliz Ano Novo” para os familiares, amigos, vizinhos, ainda é tempo. Já se convencionou que até 31 de janeiro é tempo hábil para esses cumprimentos, depois expira. E nós desejamos que não sejam apenas cumprimentos, mas que de fato seja um ano que torne o brasileiro feliz. Quando o Presidente propõe cortar gastos para acertar a economia, é preciso que se corte na cúpula, nos altos escalões dos três Poderes, que se extingam as mordomias vampirescas.

Odiosas. Por enquanto a mostra dada por ele não foi isso. O salário mínimo deixado pelo Governo Temer foi de R$1.006,00. O Presidente Bolsonaro baixou para R$998,00 (novecentos e noventa e oito reais) e com a desculpa de que cada “um real” que se aumenta no salário mínimo representa um rombo na economia. “Já ir” assim tá ruim. Quem sabe o “Messias” seja melhor.

E NÓS ESTAMOS NA NOSSA BRAGANÇA, DE LOCALIZAÇÃO PRIVELIGIADA. PENA QUE OS MANDATÁRIOS NÃO SAIBAM ADMINISTRAR ESSE BEM

Corremos o risco de nos transformarmos em cidade dormitório. Se não houver investimento, se não oferecermos infraestrutura, não teremos o tão necessário retorno em arrecadação e nem fixamos moradores em nossa Bragança.

Essa é uma conversa para planejadores, economistas, empreendedores, pessoas que têm faro, raciocínio aguçado, olhos de “lince”, como sempre escrevemos. Bem, se nem sequer damos condições de tráfego, como atrair grandes investidores que ao chegarem aqui encontram nossas ruas acanhadas, atravancadas, trânsito parado, a própria Prefeitura em prédio ultrapassado que desrespeita a acessibilidade e por aí vai. Nossa Bragança parou no tempo.

Aqui se prestigia a “pequenez”. Será que esse projeto chamado de Projeto Mega Viário do Taboão irá contemplar nossa Bragança com elevados, com passagem de nível ou continuaremos rastejando só no “solo”? E não se fala mais na Perimetral, que realmente daria um novo sentido para o nosso trânsito, interligando estradas municipais à rodovia Fernão Dias, tirando o trânsito pesado da nossa Bragança.

Esse Projeto foi deletado? Por que? Pois é, novas vias, novos caminhos, novos espaços comerciais, novos empregos, novas arrecadações. Nossa Bragança precisa expandir a sua área comercial/industrial. Como está a Zona Comercial no Plano Diretor? Não se pode negar que na área da industrialização o ex-prefeito José de Lima foi campeão. Diz-se que no momento nossa Bragança se expande na área da ferramentaria que alimenta as montadoras.

A LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL ESTIMA A RECEITA E FIXA A DESPESA DO MUNICÍPIO PARA O EXERCÍCIO FINANCEIRO DE 2019

A previsão orçamentária para 2019 é de R$ 506.447.333,00 (quinhentos e seis milhões quatrocentos e quarenta e sete mil e trezentos e trinta e três reais). É a primeira vez que o orçamento municipal ultrapassa meio bilhão de reais. Pois é, pergunte quanto se gasta na folha de pagamento dos Servidores Municipais? Esses, com registro de frequência diária e com atividades determinadas. Se, produzem a contento depende muito de quem está na chefia.

Agora não se assustem: A Câmara Municipal deverá receber o estimado em R$ 19.164.500,00 (dezenove milhões cento e sessenta e quatro mil e quinhentos reais) para o exercício de 2019. É muito dinheiro que sai das necessidades básicas da população. Será que em 2019 teremos um Poder Legislativo atuante, cônscio das suas atribuições e das suas funções? Ou continuaremos a ter Vereadores que priorizam fazer requerimentos quilométricos de pesar para as famílias enlutadas, requerimentos de homenagens, moções sem retorno, indicações vazias, pedidos de informação sem as devidas cobranças de atendimento (só pró-forma). Produzem muitíssimo pouco para R$ 19 milhões. É um sorvedouro de dinheiro que sai dos nossos bolsos.

Multipliquem 19 Vereadores por R$12 mil  mensais. Multipliquem esse total por 12 meses do ano. Agora fique indignado! Agora pense na Assembleia Legislativa, o quanto custa um Deputado Estadual com seus assessores, suas mordomias. Subamos mais, cheguemos ao Congresso Nacional e vejamos quanto custa um Senador, quanto custa um Deputado Federal, mais as mordomias. A conclusão é muito fácil: grande parte dos nossos impostos são consumidos para o pagamento de altíssimos salários e mordomias da cúpula dos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O trabalhador de sol a sol recebe um salário mínimo mensal de R$ 998,00. Que vida é essa?

Voltaremos a comentar o Orçamento Municipal no que diz respeito à previsão destinada a cada Secretaria Municipal.

A C O R D A   B R A G A N Ç A  ! ! !