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Obras do governo: só promessa

publicado em 14 de julho de 2018 - Por Marcus Valle

Na audiência pública do governo estadual realizada na Câmara Municipal, não tivemos grandes novidades, os pleitos da região e de Bragança são os que esperamos há muitos anos (o atendimento das promessas feitas):

1 – estradas da região (Bragança – Socorro, Bragança – Amparo, Bragança – Piracaia, Bragança – Itatiba, Variantes do Guaripocaba e Taboão), sem segurança, com muitos acidentes, pontos a duplicar, e só com medidas paliativas e fábricas de multas.

2 – construção de ciclovias, tanto na área urbana como nas rodovias (na Bragança – Socorro, estava prevista no projeto).

3 – construção de um Centro Cultural – pois nossos Ginásios de Esportes estão sendo destruídos pelo uso inadequado. Enfim… o governo do estado não atende nosso município.

2 – Desassoreamento

No Lago do Taboão, o desassoreamento está sendo feito de forma muito lenta, e pelo que vi (percorri várias vezes o trecho de barco) só no início do lago (próximo à ponte) houve certo aumento de profundidade. No trecho próximo a rotatória em frente ao Habibi´s, onde metade do lago está assoreada, nada foi mexido, embora tenham prometido e anunciado a intervenção. Estamos conferindo direto.

3 – Tanque do Moinho

No Tanque do Moinho os problemas crônicos são:
1 – assoreamento do lago aumentando por terra vinda das ruas de cima, que estão sem pavimentação;
2 – pesca com redes constantemente praticadas no local;
3 – início de construção de barracos nas margens;
4 – prostituição e drogas na área próxima à Sabesp.

4 – Fogo: crime comum nesta época

Nos últimos dias vimos vários focos de fogo em matas no município. Nas margens da Variante do Taboão, no Tanque do Moinho e em vários locais da zona rural. Tão logo veja algo, avise imediatamente aos bombeiros.

5 – Novas decisões

Algumas decisões judiciais recentes mostram cada vez mais responsabilidade da Prefeitura em relação a eventos:
1 – carro furtado na zona azul – dever de indenizar;

2 – acidente com animais em vias públicas – responsabilidade conjunta (solidária) entre dono do animal e prefeitura;

3 – acidentes em calçadas com defeito – responsabilidade conjunta, dono do imóvel e municipalidade;

4 – acidente nas ruas com buracos etc. – prefeitura tem que indenizar.

6 – Estado

Remédio quase vencido (Captopril) que está sendo distribuído pela Prefeitura, é comprado pelo estado. A Fundação para o Remédio Popular – FURP, integrante da Secretaria do Estado da Saúde é quem trimestralmente envia o medicamento. Portanto, eventual problema nos preços, não seria escândalo municipal.

7 – Projeto de lei

No projeto de lei que apresentei na Câmara Municipal, prevendo infrações ambientais administrativas, estão incluídas: 1 – crueldade contra animais (maus-tratos, ferir, mutilar exemplares da fauna silvestre ou doméstica); 2 – danificar árvores e plantas de ornamentação em áreas públicas.

Com a aprovação dessas leis, a Secretaria do Meio Ambiente local, que já pode autuar e atuar, poderá agir com mais força, aplicando lei municipal, com multas ficando no município.

8 – Desistiram logo

Pessoal “de fora da política” assusta quando “entra no meio”. No começo falam muito, acham que é fácil. Depois que entram… saem correndo. Joaquim Barbosa, Luciano Huck e agora o Datena… aqueles que entrarão na história como “os que foram, sem nunca terem sido”.

9 – Prefeito

Prefeito, após várias licenças médicas, entra em férias. Conhecendo seu estilo concentrador e firme, fica evidente que, infelizmente, as coisas não estão bem.

Ruim para Bragança, que fica sem comando. Esperamos que ele se recupere.

10 – Ônibus

Ônibus virou polêmica em Bragança. Passagens com valores congelados, atrasos nas linhas, paralizações etc. População é que sofre.

11–Folclore: conhecemos na estrada

1970. Eu, com 16 anos de idade, meu amigo Claudio Ávila (recentemente falecido) com 15 anos, resolvemos passar uns dias em São Paulo, na casa de um primo. Fomos pegando carona, primeiro até Atibaia. Lá conseguimos outra, mas antes conhecemos um rapaz mais velho (tinha uns 25 anos) na estrada, e ao pegar a carona juntos, o levamos até a casa do meu primo. Apresentamos como nosso amigo, e ele ficou três dias hospedado na casa, pouco saía com a gente.

Num dia, meu primo foi ao banco e voltou branco… viu a foto do nosso amigo naqueles cartazes de procurados… inimigos do governo.

Confrontamos o rapaz… ele pediu desculpas e foi embora… era muito afável, bonzinho.

Meu tio não soube na época que havia hospedado um guerrilheiro. Corremos, sem saber, um enorme risco. Se pegasse ele na casa, estaríamos todos perdidos. Nunca mais fui convidado para ir na casa do meu tio. Nunca soube mais nada do nosso “convidado”.