Colunistas

O primeiro semestre de 2020 fica com a triste constatação:

publicado em 27 de junho de 2020 - Por Dirce Guimarães

A CHEGADA DO CORONAVÍRUS DEIXOU ÀS CLARAS O ALTO GRAU DE DEFICIÊNCIA NO ATENDIMENTO À SAÚDE PÚBLICA

Além de todo o mal físico/mental/material que causa o coronavírus, ele atingiu o nosso mundo político/eleitoral. Ele é o responsável pela mudança do calendário eleitoral municipal. As eleições de outubro passaram para novembro. O 1º turno será no dia 15 de novembro e o 2º turno no dia 29.

Nossa Bragança só tem o 1º turno, então, na data da proclamação da República teremos proclamação dos eleitos: Prefeito e Vereadores para o quatriênio de 2021 a 2024. As eleições deste ano trazem novidade: os Partidos Políticos não podem se coligar para a eleição de vereadores, cada Partido elege o seu o Vereador(a) ou seus Vereadores(as).

Para a eleição de Prefeito a regra não mudou: os Partidos Políticos podem continuar se “juntando”. O que quer dizer que aquela “negociata política”, aquela simbiose, continuará existindo no antes e no pós-urna eleitoral. Essa situação poderá mudar se um Partido não coligado conseguir eleger o seu candidato a Prefeito.

E que esse Prefeito não se coligue com os vereadores, mas venha a se coligar com o povo, com as cidadãs e com os cidadãos, moradores de nossa Bragança, para que se faça uma gestão transparente, participativa. Uma gestão que prestigie, que respeite e que concretize as propostas da população trazidas pelos Conselhos Municipais, que são órgãos deliberativos e que o Prefeito deve atender as suas propostas.

O que se percebe é que os Prefeitos procuram interferir na composição dos Conselhos Municipais a fim de manterem o seu lado autoritário. A maioria da população nem sabe da sua existência. A sua divulgação não interessa.

CAMINHAMOS PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS. OS MUNICÍPIOS SÃO AS CÉLULAS-MÃES DO PAÍS. SE QUEREMOS MUDANÇAS, ELAS TÊM QUE ACONTECEREM AQUI NAS BASES

Pois é, depende do voto de cada um de nós. É preciso que se faça uma escolha criteriosa dos candidatos. Votar é ato único em que a cidadã eleitora, em que o cidadão eleitor, devem fazer valer o seu direito de decisão, o seu direito de livre escolha dos seus candidatos.

O momento é de conscientização e de tomada de decisão diante dessa situação caótica a que estamos submetidos. A pandemia está nos mostrando que Prefeitos, Governadores e Presidente são péssimos gestores; e que Senadores, Deputados e Vereadores são péssimos fiscalizadores dos atos dos Executivos. Agem olhando para os seus umbigos, para os seus interesses de se manterem eternamente nos seus cargos eletivos.

Não se importam que os pilares-mestres que dão sustentação à nação, que são Educação e Saúde, estejam ruindo, estejam no fundo do poço, estejam sucateados. Se a população tivesse recebido uma boa EDUCAÇÃO, saberia cobrar seus direitos, saberia exercer sua cidadania, saberia votar em cidadãos honestos, competentes, trabalhadores, voltados para o bem social. A Saúde Pública jamais chegaria nesse patamar, com este número assustador de mortes e sem prognóstico de pausa.

Eleição é assunto seriíssimo. Nosso voto é instrumento de mudança. Esse assunto requer reflexão. Não se elege o “tapinha” nas costas, o “beijinho” nos filhos e nos netos, as falsas “promessas”, o largo “sorriso” ardiloso. Deve-se eleger a competência, a seriedade, a honestidade, o comprometimento.

Por isso:

A C O R D A   B R A G A N Ç A  ! ! !

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