Colunistas

O homem dos jardins e árvores

publicado em 14 de dezembro de 2019 - Por Marcus Valle

Paulo Gonçalves tem 70 anos de idade, mas parece menos, mora no Jardim São Miguel em Bragança e desde o final da década de 90 (mais de 20 anos) plantou árvores em vários locais, no seu bairro, no Jardim Aracati, na represa e principalmente no Lago do Taboão. Mas além de plantar, ele faz toda a manutenção.

No Lago do Taboão ele plantou cerca de 920 árvores (mais de 500 estão lá), muitas frutíferas (amora, goiaba, jambo etc.), no Jardim Aracati 57, no Jardim São Miguel 42 e na represa 150. Ele faz esse trabalho, as suas expensas, recebendo (ou comprando) mudas, capinando, limpando etc. Nunca recebeu nada pelos serviços, e também nunca recebeu uma homenagem significativa.

Agora ele está preocupado com as árvores do Lago do Taboão. Não quer que parte delas seja sacrificada na reforma das margens.

2 – Vista Alegre

Moradores do bairro Vista Alegre reclamam (e com razão) da falta de sinalização de solo e placas de trânsito em várias ruas do bairro.

Também nos reclamaram sobre a falta de conservação de alguns locais (mato alto em canteiros, calçadas e terrenos), principalmente o terreno localizado na Rua Miguel Gomes de Oliveira, onde estão as torres de energia. Solicitamos providências junto à Prefeitura.

3 – Estradas

As estradas Bragança – Socorro (Capitão Bardoíno) e Bragança – Itatiba (Alkindar Monteiro Junqueira) são a grande vergonha do governo estadual em relação a nossa região. Foram prometidas, por diversas vezes, obras de duplicação, trevos e passarelas, e demonstram que nossos políticos que representam a região não têm tanto prestígio como os de outras localidades. Temos visto obras de estradas em outras regiões do estado, mas nossa Bragança – Itatiba continua sendo palco de muitos acidentes graves e fatais.

Já a Bragança – Socorro teve vários anúncios oficiais, com projetos exibidos (tinha trevos, ciclovia, passarelas, rotatórias e pista duplicada), mas isso já virou gozação, incredulidade e revolta.

4 – Pobres Ginásios

Os ginásios de esportes do município estão em más condições. O da Vila Bianchi (Agostinho Ercolini) se transformou numa cachoeira durante as chuvas. O Lourenção foi recentemente reformado, mas tem muitas goteiras, o que demonstra a má qualidade dos serviços e da fiscalização de obras.

Não bastasse isso, os ginásios são usados para atividades estranhas aos esportes: reuniões religiosas, shows, feiras e atividades comerciais etc.

Isso, além de atrapalhar o uso normal, ajuda a deteriorar o piso e outras instalações.

Em Bragança não temos um Centro de Convenções, e usa os ginásios.

5 – Bragantino

O C. A. Bragantino, na sua parceria (ou fusão) com a Red Bull é um total sucesso. Em menos de 8 meses foi do purgatório ao paraíso.

Com investimentos, foi campeão da Série B, deixando para trás equipes tradicionalíssimas. Municípios muito maiores que o nosso (Bauru, Osasco, Araraquara, Marília, Rio Claro etc.) mal consegue manter seus times em atividade. Agora estão reformando o estádio.

Há notícias de mudanças no estatuto do C.A. Bragantino, uniforme e denominação.

Qual foi o acordo feito? Por quanto tempo? Quais as condições? O Clube foi comprado?

Agora que tudo é sucesso, seria bom esclarecer.

6 – Tem que tirar

No Conjunto Habitacional Marcelo Stefani deixaram, durante a construção, um barracão (que era utilizado para armazenar material), mesmo após as obras terminadas. Resultado: o local está sendo utilizado por usuários de drogas e desocupados, preocupando os moradores.

7 – Cultura: livrarias e cinemas

No Brasil temos 5.570 municípios. Deles, em 2018, apenas 17,7% tem pelo menos uma livraria (eram 42,7% em 2001).

Segundo a pesquisa isso não tem como motivo principal os livros digitais, já que eles são apenas 2% do mercado.
Já os cinemas estão presentes em 10% dos municípios. Como se vê, a cultura está minguando no país.

8 – Folclore: era ele ou “Seu Creissom”

Certa vez, nos anos 80, defendi um rapaz, que por acidente automobilístico havia causado a morte de um outro motorista.

Um parente da vítima o ameaçava constantemente com cartas anônimas. Certa noite escreveu no muro da casa do meu cliente: “Açacino”.

Denunciamos o suspeito com as cartas e a foto do muro, mas ele negava a autoria.

Daí, na audiência, quando ele prestava depoimento, pedi ao juiz que ele mandasse o rapaz escrever a palavra assassino.

O juiz, meio perplexo, concordou e o rapaz escreveu: Açacino.

O magistrado disse:
– É… foi ele.