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Nós e o lixo eletrônico

publicado em 14 de maio de 2019 - Por Ambiente em Pauta

Provavelmente eu, você e quase todo o mundo agora está usando um celular para receber uma ligação importante ou para mandar uma mensagem aos nossos grupos de trabalho, família e amigos. Ou se não, temos uma geladeira que armazena nossas comidas ou uma TV, mesmo que simples, onde vemos as notícias do mundo, filmes e até mesmo nosso computador para estudar e trabalhar.

Os equipamentos eletrônicos permeiam grande parcela da população atualmente, o que é bom em muitos momentos pois ajudam a nos desenvolver, mas que precisam ser utilizados com sabedoria.

De acordo com a PNUMA (Programa da ONU para o Meio Ambiente), em 2016 foi gerado mais de 40 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, aumento de 8% na comparação com 2014. E a tendência é crescer ainda mais a cada ano. Dentro dos países emergentes o Brasil é o que mais gera resíduos eletrônicos.

Pois bem, temos muitos desses equipamentos e por diversos motivos temos que trocá-los quando precisamos. O primeiro passo que devemos realizar é o descarte correto em pontos de coleta, em seguida esse resíduo será desmontado e separado por categorias de material, depois serão triturados e moídos para serem vendidos como matéria-prima para realização de novos produtos.

Isso ocorrerá se descartado da maneira correta. Caso contrário, o caminho será outro, pois se destinado a céu aberto, em solo exposto, lixões, as substâncias químicas desses produtos irão contaminar o solo e a água com chumbo, mercúrio, berílio, entre outros componentes que tiram a fertilidade do solo e contaminam muitos litros de água, assim como podem trazer algumas doenças graves a aqueles que têm contato direto, como por exemplo, os catadores de resíduos nos lixões, terrenos baldios e afins.

Doenças como anemia, problemas nos ossos, pulmão, fígado, podendo até mesmo levar a um câncer de pulmão. Além dos outros materiais que compõem estes equipamentos e levam muito tempo para se decompor e que ficarão na natureza ainda por diversas gerações.

Portanto, para que esses dados mudem e esses impactos não existam, é preciso que cada um de nós reveja, repense e reflita: O que nós temos feito para ajudar para que isso não aumente? Estamos cientes e procurando saber onde ficam os pontos de coleta da nossa cidade, assim como se realmente precisamos trocar de equipamentos todo ano e como estamos utilizando desses materiais e como estamos conservando para que durem mais? Para mais informações, entrar em contato com o Coletivo Socioambiental de Bragança.

LAÍZA TEIXEIRA PEDROSO, TECNÓLOGA AMBIENTAL, COLABORADORA DO COLETIVO SOCIOAMBIENTAL E ASSOCIAÇÃO BRAGANÇA MAIS