Colunistas

Lei dos rojões: Indo bem

publicado em 25 de janeiro de 2020 - Por Marcus Valle

A lei que proibe soltar rojões barulhentos (permite os luminosos, com menos ruído) que está em vigor em Bragança, tem gerado muita discussão.

Houve sensível melhora e redução na soltura desses fogos, principalmente em festas, eventos esportivos etc.
Embora haja dificuldade em fiscalizar, a própria população denuncia, fiscaliza, e ajuda a criar a cultura contra essa desnecessária poluição sonora.

2 – Rojões: Edital da Festa

No edital da Festa do Peão, a prefeitura cometeu um ato falho, no que se refere à lei dos rojões.

Consta nele: A contratada deverá promover no mínimo, na abertura e encerramento do evento, shows pirotécnicos contendo sincronização musical, sendo o mínimo exigido por dia, 100 morteiros de 5 polegadas, 50 morteiros de 6 polegadas, 30 morteiros de 8 polegadas, 100 dúzias de cometinhas mistos, 30 dúzias de disco voadores duas cores, 2 cascatas, 10 peças giratórias diferentes, 6 pombinhas ida e volta, bateria de 20 mil tiros.

3 – Rojões: Dá pra corrigir

Essa exigência no edital vai de encontro (contra) a lei. Se não for resolvida e corrigida essa questão, haverá descumprimento claríssimo da lei (e agora, avisada por antecipação) por parte da Prefeitura.

Várias pessoas já denunciaram isso nas redes sociais. Vereadores Quique Brown, Marcus Valle e Bete Chedid demonstraram preocupação, e alertaram para a questão.

4 – Enchentes

Enchentes são um problema crônico na parte baixa da cidade. É uma ilusão (e uma mentira) anunciar que o problema tem fácil ou média dificuldade de resolução. Com as chuvas da semana passada, tivemos vários pontos alagados.

As causas são múltiplas: 1) ocupação inadequada das margens de ribeirões; 2) lixo despejado nas ruas e locais inadequados, entupindo bueiros; 3) assoreamento e lixo reduzindo a capacidade de vazão dos cursos d’ água; 4) aumento considerável na impermeabilização do solo devido a excesso de autorização de obras. Enfim… não é tão fácil de se resolver

5 – Número de vereadores

Realmente, 19 vereadores para Bragança é um número elevado (legal, mas desnecessário). Sempre foi favorável à redução para 15 (o número me parece o mais adequado).

Explico: – à primeira vista, a população acha que quanto menos vereadores, melhor (pois haveria economia). Porém, esse raciocínio é simplista. Com 11 vereadores a Câmara funcionaria normalmente (já funcionou assim por 8 anos), mas os eleitos seriam sempre os mesmos, dos grandes partidos, sem nenhuma renovação.

Com a lei atual, nenhum partido pode fazer coligações e o quociente eleitoral seria muito alto. Se 100 mil eleitores votarem, se divide por 11 e chegamos a mais de 9 mil votos. Nenhum partido com menos desse número, elegeria um vereador, mesmo que o candidato tenha 3 mil votos. Atualmente, o quociente seria de aproximadamente 5 mil votos. Com 15 vereadores, seria 6,3 mil.

Enfim, não são os mais votados os eleitos. Se for reduzido para 11 vagas, teremos gente eleita com 900 votos, e não eleita com 2 mil.

Mesmo com todos esses argumentos, assinei o projeto apresentado na Câmara para que ele pudesse ser discutido.
É um projeto só para 2025, apresentado pelo Claudio Moreno. Ele precisava de 5 assinaturas para entrar com a propositura. Concordei em assinar, mas adiantei a defesa da redução para 15 vereadores.

6 – Reclamação sobre concurso

Recebemos reclamação de pessoas que passaram em concurso para direção de escola em Bragança Paulista. O concurso foi em 2018, homologado em março de 2019.

Vários outros cargos desse concurso foram preenchidos, mas de diretor de escola nenhum, porque continua sendo ocupado por comissionados.

Doze escolas ainda não têm diretores efetivos concursados, e as pessoas que passaram no concurso temem não serem chamadas, o que seria injusto. Dizem elas que até mesmo financeiramente o município está gastando mais com os atuais detentores do cargo de direção, visto que eles carregam os benefícios do plano de carreira, o que não ocorrerá com as(os) novas(os) concursadas(os).

Segundo calculo dos reclamantes, haveria uma economia de quase 270 mil reais durante um ano, só de salários, caso os concursados assumam. Nos disseram ainda que fizeram contatos com a Secretaria da Educação e já há meses prometeram chamar os aprovados.

7 – Folclore: “No almoço”

Anos 80. Eu e o Toninho S. fomos convidados por um amigo para almoçar na casa dele.

Sua mãe, separada do seu pai, tinha se casado de novo, e era aniversário do padrasto. O aniversariante foi simpático com a gente, mas como trabalhava na área de segurança nos mostrou várias armas, e contou alguns casos meio pesados. Ficamos meio assustados. No almoço, na mesa, a mãe do rapaz disse a nós:

– Tô tão feliz, meu amor me ama tanto. Só que ele é muito ciumento, disse que se eu o trair ele me mata.
O homem deu um rizadão, e disse: – Mato mesmo.

A mulher ainda empolgada, virou prá nos e perguntou: – Olha só … o que eu faço?
Toninho foi rápido na resposta: – Melhor não trair.