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Lago do Orfeu

publicado em 4 de janeiro de 2020 - Por Marcus Valle

E o lago do Jardim Europa? Prefeitura interditou a passagem, esvaziou parte do espelho d´água e fez comunicado sobre problemas na ponte (comporta). Mas até agora não anunciou quando e o que será feito.

2 – Plantão: necessário para som alto

Poluição sonora é um problema crônico em Bragança. Carros de som, motos com escapamento aberto, música alta, rojões etc. são ocorrências constantes aqui.

Embora haja ações em relação a motos, bares etc., sentimos a falta de um plantão ou uma ação mais coordenada entre a Polícia Militar e Prefeitura.

No período noturno e finais de semana, quando os casos são mais comuns, há dificuldade de se reclamar, já que há um “empurra-empurra” quanto a quem deve fiscalizar.

O ideal seria criar um “plantão noturno” tipo “PSIU” (da capital) para atender essas questões.

3 – Rojões e a lei

A lei 4678/19 de autoria conjunta Marcus Valle e Beth Chedid, que proíbe soltar rojões e bombas com estampidos (excluindo os luminosos que fazem menos barulho) entrou em vigor em maio. Desde então tivemos uma grande redução na soltura desses fogos no município. Várias escolas, clubes (inclusive o C. A. Bragantino) e outras entidades deixaram de usar esses rojões e bombas.

A lei é difícil de ser fiscalizada, mas a população, em grande parte, aderiu a ela, ajudando a denunciar essas ocorrências.

Nas festas juninas tivemos redução, mas ainda ouvimos muitos rojões e bombas barulhentos. Nos dias de jogos decisivos de futebol, idem. E agora, no final do ano, tivemos muitas reclamações (embora tenha ocorrido redução).
Vamos tentar melhorar a fiscalização neste ano, além de fazer prevenção (campanhas e avisos prévios a entidades, clubes etc. por ocasião das festas).

Mas notamos, pelas redes sociais, que centenas de pessoas reclamam e pedem aplicação da lei.

Isso por si só demonstra que está melhorando a conscientização e mudando a cultura nesse sentido. Assim como a lei dos cigarros (que era difícil de ser fiscalizada), se criou a cultura. Hoje, pouquíssimas pessoas ousam acender um cigarro ou charuto num restaurante ou local fechado. Com rojões vai acontecer o mesmo. É só uma questão de tempo. Os autistas, idosos e animais (os maiores prejudicados) agradecerão.

4 – Continuam expondo

Já nos manifestamos contra o fato da Prefeitura fazer eventos anunciando entrega de cadeira de rodas e próteses, exibindo imagens dos “beneficiados”.

Embora seja normal e legal mostrar o que a administração faz, nos parece que é errado expor as pessoas.
Poderia se dizer que se a pessoa não se importa, não haveria problemas, mas não concordo, pois dificilmente alguém nessa situação de necessidade teria condições de expressar sua discordância em ser fotografado ou ter gravada sua imagem.

Ademais, não é um favor, é um direito, pois tudo é adquirido com dinheiro público.

5 – Trânsito

O trânsito está horrível, principalmente na zona sul. Engarrafamentos são constantes, iniciando-se na rotatória do Habib´s, Praça Nove de Julho e seguindo pela Avenida dos Imigrantes. Na rotatória que dá acesso à Av. Alberto Diniz (saída para Itatiba ou shopping) os carros se confundem, quem vai contornar e seguir em frente. O mínimo que se deve fazer é pintar duas faixas no solo, à esquerda para quem vai contornar, e à direita para quem vai seguir em frente.

6 – As recentes alterações do Código Penal

O chamado pacote anticrime trouxe poucas novidades para o Código Penal brasileiro, a meu ver nada de substancial.
As alterações foram: no art. 25 define a legítima defesa de agente público para terceiros; no art. 51 que a multa penal será executada pelo juízo de execuções; art. 75 ao invés de 30 será de 40 anos o limite de pena que a pessoa pode cumprir presa; art. 91 A – facilitando perdimento de bens do réu quando são produtos ou proveitos de crime; art. 116 – prevendo que na prescrição não se conte tempo de recursos não providos de embargos em tribunais superiores. Na parte geral (dos crimes) mudou-se pouco: art. 157 – aumenta-se de 1/3 a metade quando o roubo é cometido com arma branca e em dobro com arma de fogo proibida ou de uso restrito; no art. 171 (estelionato) excetuando-se necessidade de representação da vítima, e art. 316 concussão (quando funcionário público faz exigência de vantagem ilegal), aumenta a pena.

7 – Folclore: “cobra não voa”

Noutro dia assisti, por acaso, uma discussão de trânsito. Um motociclista começou a xingar um motorista de automóvel que o havia fechado. O motorista se desculpou educadamente, mas o cara da moto começou a crescer e exagerar nas injurias.

O motorista – conhecido atleta de artes marciais – fortíssimo, desceu do carro e pediu serenamente:
– Se acalme, por favor.

O motoqueiro, ao ver o motorista, ficou calmo na hora, e disse:
– Tá bom… fica em paz.

Comentei na hora com as pessoas que assistiram a cena:
– A natureza é sábia. Ainda bem que cobra não voa.