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Instrumentos de sopro

publicado em 14 de dezembro de 2018 - Por Odila Baisi

A flauta, o clarinete e o oboé fazem parte do naipe das madeiras de  uma orquestra, junto  com o fagote e o contra-fagote, o corne inglês e o clarone. Já o trompete e a trompa são do naipe dos  metais, junto com a tuba e o trombone. Os instrumentos do primeiro grupo têm um som macio e, às vezes,  melancólico.

Há basicamente três formas de flauta. A flauta doce tem seus ancestrais mais distantes, 10.000 a.C. Da Idade Média ao começo do século XVIII, feita sempre em madeira, foi muito usada. A partir de então, foi sobrepujada pela flauta transversa, que é tocada de modo diferente e passou a ser produzida   em metal a partir do século XIX. Há ainda o flautim, que tem tamanho reduzido e é muito agudo.

A trompa   era  feita antigamente de chifres de animais. Seu nome em francês (cor), em italiano (corno), remete a essa origem. Era um instrumento usado em caça  e também em guerras.

Ecos desse passado podem ser percebidos mesmo nas composições modernas em que esses instrumentos têm destaque. Um exemplo curioso é o “Te Deum” de Marc-Antoíne Charpentier (1643-1704), uma obra de música sacra (usada em ocasiões de celebração e agradecimento), composta em ré maior, tonalidade que  o próprio compositor considerava “alegre e  guerreira”. Na melodia principal, tocada pela orquestra inteira, sobressaem os metais.