Colunistas

Impromptu para Piano Franz Schubert – (1797-1828)

publicado em 21 de setembro de 2018 - Por Odila Baisi

A forma de improvisação ou impromptu não é uma invenção exclusiva de Schubert. Vorisek, compositor checoslovaco, publicou em 1822 as primeiras improvisações para piano.

Outro músico também checoslovaco, Tomasek, tinha publicado em 1810 peças deste gênero. Inclusive Schubert, antes dos “Impromptus”, já tinha se dedicado a este tipo de obra com os seus “Momentos Musicais”. Shubert compôs duas séries de quatro peças em 1827. Os parecidos entre estes dois “Impromptus” são claramente visíveis; o mesmo uso de tonalidades bemolizadas e uma ordenação semelhante dos tempos.

E além destas, a transição de uma para outra é efetuada por meio de passagem de uma tonalidade maior para sua correspondente menor. Estes fragmentos, que manifestam um sentimento de libertação com respeito à forma, apresentam uma escritura parecida com a canção, com o desenvolvimento de uma melodia sobre um baixo de acompanhamento.

A “Improvisação nº 1 da primeira série é em Dó menor; a nº 2, em Mi bemol maior; a nº3 em Sol bemol maior; a nº4 em La bemol maior. A segunda série é em Fá menor. É a mais longa improvisação e também a mais complexa.