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Hora e vez do eleitor

publicado em 6 de outubro de 2018 - Por Antônio Carlos de Almeida

Eleições no Brasil continuam sendo um grande acontecimento democrático, sob diversos aspectos, exemplar para muitos países, inclusive de primeiro mundo. Levantamento recente do Datafolha assinala que 69% dos eleitores continuam aprovando a democracia. É o maior índice histórico, maior do que o primeiro levantamento realizado em 1989, quando finalizando o regime militar havia grande clamor por eleições diretas.

Apesar de baixa escolaridade de grande parte dos eleitores, o Brasil consegue realizar eleições eletrônicas para 5 cargos diferentes de uma só vez. É uma façanha. Também exemplar num país continental, realizar a eleição e, praticamente, concluir a apuração no mesmo dia.

Democracia, no entanto, não é um regime unívoco e sereno. Depende de embates e debates para chegar a decisões. Também a implementação das definições continuam dependendo de oposições.

Muitos desejavam que estas eleições tivessem maior tendência de mudança. Sonhavam com partidos mais consistentes e candidatos mais experientes. Não chegamos a esse estágio. Cabe-nos escolher bem dentre os candidatos que estão disponíveis.

Na democracia ninguém governa sozinho. Debates, embates, articulações, negociações, alguns retrocessos e avanços são sempre necessários. Os poderes legislativo, executivo e judiciário são interdependentes. Garantem os processos democráticos mesmo quando passam a impressão de conflitantes.

Cabe-nos agora escolher nosso deputado estadual e federal, senador, governador e presidente da República, sem esquecer de analisar quem é o candidato a vice-governador e a vice-presidente. É bom anotar em papel para avaliar como se articulam os candidatos que receberão o nosso voto. E levar um papelzinho no domingo para maior rapidez na hora de votar.

A mudança desejada, o desenvolvimento econômico, as melhorias na área do emprego, renda, saúde, segurança, educação, a continuidade da democracia e o necessário bom relacionamento do Brasil com outros países dependem daqueles que colocaremos na urna deste domingo. É semelhante ao lançamento de uma semente: colheremos aquilo que plantarmos. Esta é a hora e a vez do eleitor.

Errata: No BJD de 29 de setembro, houve uma inversão entre o meu artigo e o do pastor Jesse Campos. O artigo “Nexo da Existência”, que tratou de cinco perguntas inevitáveis e fundamentais sobre a existência do ser humano, publicado na coluna “Você Pode Mais”, é de autoria do pastor Jesse Campos. Por sua vez, o artigo “Eleição Complexa e Decisiva”, que tratou de cinco eixos da atuação de um presidente da República, publicado na coluna “Pense Nisto!”, é de minha autoria.