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Gay sem genética

publicado em 7 de setembro de 2019 - Por Pastor Jessé

Há sempre no ar da atualidade uma expectativa que a homossexualidade ainda encontre uma justificativa genética. Isso praticamente estabeleceria e justificaria uma segunda via sexual tão natural quanto à heterossexualidade. Diversos estudos no passado não encontraram essa justificativa. E recentemente, noticiado pela mídia do mundo todo, uma bomba maior detonou tal expectativa.

Foi publicado no fim do mês passado, no jornal “Science”, um estudo realizado por diversos pesquisadores renomados. O estudo foi baseado na análise do astronômico número de 468.000 pessoas envolvidas com homossexualidade nos Estados Unidos e Reino Unido. “Para dar uma noção da escala desse dado, este estudo é aproximadamente 100 vezes maior que estudos anteriores sobre esse tópico”, afirmou Andrea Ganna, pesquisadora do Instituto para Medicina Molecular na Finlândia e Escola Médica de Harvard.

Concluindo, tudo estudado, é fato que não há um gene que justifique alguém buscar a homossexualidade. Inclusive, esse estudo desbancou um estudo anterior tendencioso, de tempos atrás, que indicava um tal de gene gay no cromossoma. Nada disso. Os que praticam a homossexualidade têm a mesma genética da grande parte da população que é heterossexual.

No estudo foram apontadas cinco variações genéticas, em alguns pouquíssimos casos, inclusive diferindo em homem e mulher, que se aventou poder contribuir, ainda que em pequena parte, para a homossexualidade, quando somado com outros fatores não genéticos, principalmente o fator ambiente (estímulos, experiencias, interesses etc.). E que todos fatores juntos levariam à homossexualidade. Mas essas variações genéticas se aplicam a menos de 1%, ou seja, não justificam nada.

O fato é que nunca se poderá examinar, por exemplo, um bebê, e  prever se ele será gay ou não. Afirmações de homossexuais, tais como “nasci assim” ou “Deus me fez assim”, são insustentáveis. “É efetivamente impossível predizer o comportamento sexual do indivíduo a partir do genoma dele”, explica Bem Neale, um dos pesquisadores, geneticista estatístico da MIT e Universidade de Harvard.

Diante de nada ter sido achado que justifique a naturalidade da homossexualidade, o professor Cecile Janssens, da Universidade Emory, afirmou: “Não penso que encontraram qualquer coisa que vale a pena ser publicada.” O geneticista do Sistema Nacional da Saúde de Crianças de Washington, Eric Vilain, declarou que esse estudo é “o fim da teoria do gene gay.”

Diversos cientistas que fazem parte do movimento LGBTQ disseram-se preocupados com a conclusão da pesquisa, porque ela pode dar munição cientifica àqueles que se opõem à homossexualidade. Porém, a questão não é se dá ou não munição. A questão é que há uma conclusão científica, embasada, que precisa ser considerada quanto ao que é e leva à homossexualidade. E a ciência aponta que não há causa genética, exigindo o fato que, sejam quais forem os fatores provocadores da homossexualidade, tudo fica sujeito à “opção” do indivíduo.

Enfim, o adotar da prática da homossexualidade vem principalmente da escolha diante de vários aspectos do ambiente. E isso significa que no fim de tudo, é uma opção pela qual o indivíduo é responsável. Os seres humanos escolhem e respondem por suas escolhas. E há escolhas aprováveis e não aprováveis. E diante desse quadro está a homossexualidade.

Por isso é irracional relacionar homossexualidade com racismo, empurrando os dois para debaixo do mesmo guarda-chuva “preconceito”. Raça e cor de pele são condições genéticas que não dependem da opção do indivíduo. Raça é genético-natural, homossexualidade é escolha/moral.

E é totalmente irracional se falar em “homofobia”. Se homossexualidade é essencialmente uma opção diante de estímulos, experiências e oportunidades, então a prática dela se refere a uma atitude que o indivíduo toma. E todas atitudes e ações, ou práticas, não sendo impostas, são de natureza moral.

Nada que se faz é moralmente neutro. Enquadrar um julgamento moral em “fobia” é equívoco tosco. Julgamento moral é uma questão muito racional, pertencendo ao debate que envolve justificativas, arrazoados e princípios. Nunca é questão de “fobia”. Portanto, aí está a homossexualidade desprovida de gene e, então, sujeita ao debate moral por ser opção do indivíduo.