Colunistas

Fim do Ministério do Meio Ambiente

publicado em 27 de outubro de 2018 - Por Marcus Valle

         Os ambientalistas, os defensores da fauna e da flora, e pessoas ligadas ou sensíveis à área científica estão chocados com o anúncio do candidato Bolsonaro em acabar com o Ministério do Meio Ambiente, deixando-o subordinado ao Ministério da Agricultura (onde se anuncia o presidente da UDR como futuro ministro).

O agronegócio é fundamental para a economia do país, e deve ser compatibilizado com as leis ambientais. A maioria dos agricultores respeitam as leis, mas há os que querem desmatar tudo. Seria um desastre, da mesma forma, se um ecologista radical assumisse o Ministério do Meio Ambiente, tendo a agricultura como setor subordinado.

Se houver esse absurdo, a médio prazo o Brasil terá sérias restrições ao comércio internacional, que exige um desenvolvimento sustentável. As exportações do setor agrícola poderão ser alvo de boicote e prejudicadas. E o Meio Ambiente extremamente afetado.

Sobre os rojões barulhentos

          Também devemos discutir amplamente o projeto de autoria da Beth Chedid e Marcus Valle, proibindo no município o uso de rojões barulhentos, os de forte estampido (não se proíbe os fogos coloridos, de visual bonito).

O CONDEMA, a OAB local e várias entidades de proteção dos animais são favoráveis.

Os estampidos causam poluição sonora, danos à saúde de idosos, pessoas com deficiência e também da fauna doméstica (cães, gatos) e silvestres.

Os contrários ao projeto alegam questões culturais (festas e costumes), e prejuízos a comerciantes, fabricantes e funcionários do setor.

Educação no município

          Fundamental que se discuta com muita serenidade e de forma ampla, essa questão de “gestão compartilhada” ou “terceirização” da mão de obra na Educação de Bragança nas escolas e creches novas.

Mas nas escolas já existentes nos parece injusto e desnecessário transferir os funcionários das escolas Padre Aldo Bolini e Maria Siriani Del Nero.

 Promessas …promessas

          Na entrada do bairro Vista Alegre, há muitas reclamações sobre o perigo não só no trânsito (veículos invadem a contramão para acessar o local), como na segurança (não há iluminação e os motoristas que param no acostamento podem ser assaltados).

Pedimos várias vezes providências. O ideal seria um trevo, mas a colocação de lombadas evitaria em muito a possibilidade de acidentes. O Bragança Jornal fez várias matérias a respeito.

Pois bem, um mês antes das eleições, representante do DER anunciou que colocaria as lombadas a pedido do deputado Edmir, no prazo máximo de 20 dias.

O tempo passou… a eleição acabou… e não há lombadas.

Bicicletas: lei federal

          Em 4 de outubro de 2018, entrou em vigor a lei 13.724/28, instituindo o Programa Bicicleta Brasil (PBB) para incentivar o uso como meio de transporte (implantação de ciclovias, bicicletários, paraciclos, campanhas educativas e implantação do sistema de locação de bicicletas).

Recursos do PBB: parcela dos recursos do CIDE – Combustíveis, dotação especificas dos orçamentos da União, Estados e Munícipios e doações de ONGs e pessoas físicas e jurídicas.

Esperamos que funcione na prática.

PM: conciliação

          A Polícia Militar realiza em vários municípios, reuniões de conciliação em conflitos entre vizinhos, o que é muito comum.

Pedimos ao comando geral do estado de São Paulo que implante o Núcleo de Mediação Comunitária em Bragança. Nos responderam que há tratativas para um projeto piloto na cidade de Atibaia, mas que em Bragança embora ainda não esteja ainda previsto, poderá ser implantado, desde que haja condições (requisitos técnicos exigidos, as condições das instalações físicas e a disponibilidade de efetivo). A Prefeitura deveria reforçar esse pleito.

Barulho no São José

          Pessoal do Jardim São José já encaminhou abaixo assinado às autoridades (polícia e Secretaria do Meio Ambiente) pedindo providências contra a poluição sonora, que é constante no bairro (bares, gritarias, brigas, veículos com som altíssimo etc.). Nessa semana que passou o problema se agravou. Nenhuma providência foi tomada.

Veículos de som e com escapamento aberto

          Veículos (motos principalmente) com escapamento aberto, e caixas de som com altíssimo volume continuam incomodando a população. Temos legislação severa a respeito, mas o problema continua.

Trânsito: erros

          Reclamações diretas sobre os engarrafamentos no trânsito. Caminhões voltaram a transitar, usando Bragança como atalho.

Nada se faz para minimizar o problema. Nessa semana, moradores do Jardim América estavam assustados com uma “notícia” de que iriam usar o bairro como rota alternativa à Avenida dos Imigrantes. Parece que desistiram.

Seria mais um “tiro no pé” da administração.

Crítico

          Vereador João Carlos Carvalho (PSDB) tem se destacado nas críticas à administração municipal, principalmente no que se refere aos setores de serviços (estradas rurais, buracos no asfalto etc.), trânsito e saúde. Eleito na coligação que elegeu o prefeito, tem se mostrado como apoiador crítico.

Reclamação

          Walter Junior nos enviou fotos do mato alto nas calçadas e praça próximo à ADPM e na Rua Vitório Panuncio, no Jardim Sevilha. Enviamos ofício à Prefeitura solicitando providências.

 Folclore: “não sou xarope”

          Nesses anos todos de vida, já vi muitas coisas inusitadas e “espertezas”.

Um amigo parou seu veículo num sinal fechado e sentiu um forte impacto… um veículo que vinha atrás, colidiu na traseira.

Ele desceu, e calmamente foi falar com outro condutor. Disse que precisava fazer um BO para efeito de seguro.

O rapaz do carro, que estava com um amigo, disse:

“Estou passando mal”, e começou a ter um acesso de tosse… tossiu… tossiu… tossiu… tossiu tanto que foi levado no seu carro pelo outro passageiro para ser socorrido.

O meu amigo nunca conseguiu receber o prejuízo.

Gozador, disse:

Perdi… porque não sou violento e nem xarope.