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Espiritismo – Ciência, Filosofia e Moral Cristã

publicado em 16 de maio de 2019 - Por Silney de Souza

A Doutrina Espírita foi codificada por Allan Kardec entre 1857 e 1869. Vasta literatura foi produzida durante esse período, que vai muito além das Obras Básicas, também denominados de “Pentateuco”.

Kardec – O Filme tem a sua estreia para 16 de maio de 2019. O filme conta a trajetória do cético professor Rivail (Allan Kardec), um acadêmico que após os 50 anos se depara com o fenômeno das mesas girantes em plena Paris do século 19. Vale a pena conferir!

A leitura das Obras Básicas da Codificação, além dos mais de 400 livros psicografados por Chico Xavier (a coleção completa pode ser encontrada no site www.oconsolodador.com.br), nos traz conhecimentos e esclarecimentos que sempre valem a pena compartilhar. Vamos destacar alguns deles a seguir.

Espírita e Espiritualista: Espírita é única e exclusivamente, quem segue a Doutrina Espírita codificada por Kardec. Todas as demais crenças que se apoiam na existência da alma (O espírito encarnado) e dos espíritos são espiritualistas.

A Existência da Alma: A existência da alma é a base onde se sustentam os demais pilares da Doutrina Espírita, quais sejam: “A moral Cristã” (Relatada e explicada em “O Evangelho Segundo o Espiritismo), A “Filosofia Espírita” (Descrita em “O Livro dos Espíritos” e a “Ciência Espírita” (Descrita em “O Livro dos Médiuns”). Sem a certeza da existência da Alma a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec não faria nenhum sentido. E como se obtém a Certeza da existência da alma? Por meio do Sonambulismo.

O Sonambulismo: É a prova da existência da alma. Na questão 425 de “O Livro dos Espíritos” encontramos que o Sonambulismo: “É um estado de independência da alma, mais completo que no sonho e então as faculdades adquirem maior desenvolvimento …. No sonambulismo, o Espírito está na posse total de si mesmo”. Franz Mesmer deparou-se com o Sonambulismo nos idos de 1700 quando magnetizava os seus pacientes com o objetivo de curar. No estado de emancipação da alma, os pacientes de Mesmer gozavam de um estado de independência da alma que permitia, entre outras coisas, enxergar o seu próprio corpo, por dentro, enquanto o seu espírito (na verdade sua alma – definição de Kardec para o espírito encarnado) se encontrava em estado de emancipação, auxiliando Mesmer na identificação das suas doenças (não tínhamos na época os recursos tecnológicos de hoje, nem mesmo o raio-X) e consequentemente no processo de cura. As capacidades da alma em estado de emancipação ainda são pouco conhecidas e estudadas até os dias atuais, constituindo-se em um vasto campo para a Doutrina Espírita e para a Ciência. Fato é que por meio do Sonambulismo, o ser humano tem nas suas mãos o conhecimento necessário para comprovar, inclusive cientificamente, a existência da alma.

A Trindade Espírita: Deus, Princípio Inteligente e Princípio Material. Os atributos da divindade estão descritos já a partir da questão primeira de “O Livro dos Espíritos” valendo a pena a consulta mais detalhada. O Princípio Material é de onde deriva toda a matéria (vide questão nº. 33 de “O Livro dos Espíritos”) e o Princípio Inteligente é de onde deriva o Espírito, a partir do momento em que adquire a “Consciência”.

A Reencarnação: Na questão 166-b de “O Livro dos Espíritos” encontramos: “A alma tem muitas existências corpóreas? — Sim, todos nós temos muitas existências. Os que dizem o contrário querem manter-vos na ignorância em que eles mesmos se encontram; esse é o seu desejo.”

O Sobrenatural não existe: Kardec nos ensina que o “sobrenatural” não existe. Segundo ele, aquilo que chamamos de sobrenatural decorre da nossa falta de conhecimento dos fenômenos naturais. Sendo que o espiritismo encontra-se entre as leis da natureza.

Na Revista Espírita de 1860 encontramos: “Nós nos cingimos às seguintes proposições: 1. % Todos os fenômenos espíritas têm por princípio a existência da alma, sua sobrevivência ao corpo e suas manifestações; 2. % Sendo tais fenômenos baseados numa lei da Natureza, nada tem de maravilhoso nem de sobrenatural, no sentido vulgar desses vocábulos; 3. % Muitos fatos só são considerados sobrenaturais porque se lhes desconhecem as causas. Atribuindo-lhes uma causa, o Espiritismo os recoloca no domínio dos fenômenos naturais; 4. % Entre os fatos qualificados como sobrenaturais, há muitos cuja impossibilidade é demonstrada pelo Espiritismo, que os coloca entre as crenças supersticiosas; 5. %

Embora o Espiritismo reconheça em muitas crenças populares um fundo de verdade, de modo algum aceita a solidariedade de todas as histórias fantásticas criadas pela imaginação; 6. % Julgar o Espiritismo pelos fatos que ele não admite é dar prova de ignorância e neutralizar o valor da própria opinião; 7. % A explicação dos fatos admitidos pelo Espiritismo, suas causas e consequências morais, constituem uma verdadeira ciência que requer estudo sério, perseverante e aprofundado; 8%

O Espiritismo não pode olhar como crítico sério senão aquele que tudo tivesse visto e tudo estudado com a paciência e a perseverança de um observador consciencioso; que estivesse tão seguro desse assunto quanto o mais esclarecido adepto; consequentemente, que tivesse obtido seus conhecimentos fora dos romances da Ciência; ao qual não fosse possível opor nenhum fato de que não tivesse conhecimento e nenhum argumento que ele não tivesse meditado; que refutasse, não por negações, mas por outros argumentos mais peremptórios; que, enfim, pudesse apresentar uma causa mais lógica aos fatos constatados. Tal crítico ainda está por ser encontrado.”

Em futuros artigos voltaremos mais detalhadamente a cada um desses temas.