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Escorpião – ataques aumentam

publicado em 28 de julho de 2018 - Por Marcus Valle

Ataques de escorpiões aumentam no estado de São Paulo. Em 2018 houve 11,5 mil casos em São Paulo (crescimento de 45% desde 2015). Tivemos cinco mortes no interior, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

Acúmulo de entulho e lixo (baratas são alimentos do escorpião) favorece sua proliferação. Na maioria dos casos, os ataques são leves, mas nos casos de crianças ou idosos, é necessário aplicação de soro antiescorpiônico que deve ser providenciado pelo governo federal.

Ocorre que em vários locais, está faltando soro. Em Bragança há muitas reclamações de aparecimento de escorpiões em residências, mas não houve casos fatais. Estamos nos informando sobre a questão (se há soro), e pedindo campanha de esclarecimento.

2 – Seca – fogo e falta d´água

Muito pouca chuva nos meses de junho e julho. Esse tempo seco, além de afetar a qualidade do ar e a saúde pública, ainda gera dois graves problemas: incêndios, e a redução do volume de água nos mananciais.

Muitas queimadas nas áreas urbanas e rural têm chamado a atenção. São grandes áreas de mata tomadas pelo fogo.
Já a represa Jaguari – Jacareí está num nível baixo – 43,63% . No ano passado, nesta mesma época o índice era de 70,15%.

3 – Rio Jaguari – pouca água

O rio Jaguari está com pequena vazão devido à seca, e em vários trechos está com seu leito tomado por plantas aquáticas, notadamente aguapés. Quem passa, por exemplo, na ponte do Bairro da Mãe dos Homens observa a situação. Isso demonstra que há poluição nas águas, visto que essas plantas só se desenvolvem quando há nutrientes para elas.

4 – Precisa vigilância

Estive no Parque Refúgio das Aves (Jardim América), Parque das Araucárias (Variante do Taboão) e Parque dos Padres (Avenida Norte – Sul). Esses parques são novos, e, no entanto, notamos que a falta de funcionários nos locais geram lixo e vandalismo.

No Parque dos Padres até parte da madeira da ponte foi furtada, o mesmo problema acontece nas áreas mais antigas: Jardim Público, Lago do Orfeu e Lagos do Taboão e Tanque do Moinho (lixo, equipamentos e plantas danificados).

5 – Está em estudos

1 – O projeto de ciclovias está sendo feito para conseguir verbas junto ao DADE?
R: Está em estudos

2 – Haverá lei para isentar de IPTU os imóveis tombados pelo CONDEPHAT?
R: Está em estudos

3 – Poderá ser feita licitação para implantação por empresas (em troca de propaganda) de relógios digitais e marcadores de temperatura em praças e parques do município?
R: Está em estudos

Essas são as precisas, esclarecedoras e animadoras respostas que os Secretários enviam a pedidos de informações que realizamos.

Vão estudar e enrolar assim lá em …

6 – Pequeno esquecimento

Na semana passada a prefeitura reinaugurou com solenidades – discursos e imprensa noticiando – duas unidades de saúde. Numa delas, a denominada ESF “Farmacêutico Oswaldo de Toledo Leme”, na Água Comprida, esqueceram de convidar (ou avisar) a família do “homenageado”.

7 – Trânsito

Revolta geral em relação ao trânsito da Avenida dos Imigrantes e Praça 9 de Julho, com bairros ilhados (Jardim Califórnia, Jardim América etc.). O atraso nas obras e a colocação de semáforos em substituição às rotatórias causam engarrafamentos e obrigam os motoristas a dar enormes voltas.

8 – O cortejado. É a nova politica?

O famoso ex-deputado Valdemar da Costa Neto (do PR), condenado e preso no processo do Mensalão e investigado na Lava Jato, é um homem muito cortejado pelos principais candidatos a presidente da República.

Nas últimas semanas reuniu-se com PT (de quem já foi aliado), com o PDT de Ciro Gomes e com Bolsonaro (que se diz contra política tradicional). Todos disputavam seu apoio (e do PR, onde ele dá as cartas). Mas foi Alckmin do PSDB quem parece ter conseguido fechar acordo com ele (e seu PR). Dos principais candidatos, só Marina Silva (REDE) não o procurou.

9 – Piora situação da população

Após três décadas, volta a crescer a mortalidade infantil no Brasil. São 14 para cada 100 mil habitantes (5% a mais em relação ao ano anterior).

Também a extrema pobreza atingiu 14,8 milhões de pessoas (7,2% da população). Eram 6,5% da população em 2017 (renda de menos de 2 dólares ao dia).

10 – Folclore: “não era ela”

Minha mãe faleceu lúcida, ativa, com 99 anos e três meses de idade. Residiu por mais de 70 anos na Rua Dr. Candido Rodrigues, nº 120. Ela sempre foi muito moderna, de personalidade forte, religiosa, mas tinha aqueles costumes antigos de “fazer economia” com pequenas coisas.

Semanas após sua morte, uma senhora que a conhecia foi fazer faxina na casa e veio me falar, assustada (“viajou na maionese”):

– Eu fui limpar a casa e a luz apagou e depois acendeu sozinha. Acho que sua mãe não gostou de eu ir lá.
Respondi no ato (brincando):

– Se a luz apagou e depois acendeu, fique tranquila que não é minha mãe. Se fosse… a luz só teria apagado.