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Entrada nos bancos

publicado em 10 de agosto de 2019 - Por Marcus Valle

         Vereador “Ditinho do Asilo” chegou a apresentar projeto de lei para permitir a entrada em bancos com carrinhos de bebê. Após debates com outros vereadores e o Sindicato dos Bancários, optou por retirar o projeto.

2 – Bom senso deveria preponderar

          Não é nada incomum problemas nas portas giratórias dos bancos. Discussões entre clientes e seguranças.

Obviamente, não há como generalizar. “Cada caso é um caso”. Deveria preponderar o bom senso, a proporcionalidade, mas há problemas gerados por intolerância (ou do cliente, ou do segurança).

3 – Contrato com a Sabesp

          Prefeitura montou consórcio com municípios para negociar com a Sabesp ou outra empresa, contratos de saneamento básico.

O nosso contrato está vencido desde 2009. Recebemos, anos atrás, da Sabesp, oferta de 50 milhões para renovar contrato. A Câmara passada não votou (seria rejeitado).

O atual governo não pode fechar um contrato em situação pior à que foi oferecida à administração anterior, daí ter montado esse consórcio para tentar, em bloco, melhorar a negociação.

Até agora nada aconteceu, e dois municípios (Socorro e Vargem) deixaram o consórcio.

3 – Plano Diretor

          O Plano Diretor do município vai ter o projeto de alteração entregue à Câmara no próximo dia 13 de agosto, segundo o Executivo (houve um justificado atraso de dois meses).

Importante que o texto do projeto seja devidamente analisado, principalmente o zoneamento (o que pode e o que não pode ser feito ou empreendido em cada região).

Vamos ter muita discussão.

4 – Trânsito horrível

          Bragança tem 160 mil habitantes e cerca de 120 mil veículos.

Nossa topografia é acidentada, nossa cidade antiga, com ruas estreitas e sem condições de expansão.

E com as últimas modificações no trânsito (extremamente infelizes) a situação piorou: engarrafamentos, lentidão, cruzamentos perigosos etc. Algo urgente precisa ser feito.

5 – Zona Azul

          Zona Azul é necessária, principalmente nos locais onde há concentração de comércio e prestação de serviços (praças centrais, ruas do Comércio e do Mercado, Pires Pimentel, 9 de Julho etc.).

No entanto, colocá-las em muitos outros locais, é o remédio que pode “matar o doente”. Precisamos de vagas de estacionamento, rotatividade delas, mas não de uma exploração comercial dessas vagas em locais desnecessários (ou residenciais).

Antes de adotar mudanças repentinas e exageradas, deve-se estudar “caso a caso”, e também considerar o direito dos moradores em bairros residenciais, dos que vivem de atividades como motoboys ou motogirls etc.

Pedimos para que analisem os casos com mais critério, suspendendo essas ações gerais que assustam pela precipitação.

6 – Meio Ambiente

          Ambientalistas e cientistas políticos de todo Brasil estão assustadíssimos com a “política ambiental” do governo federal e do ministro Ricardo Salles, que pode ser tudo (defensor do falso desenvolvimento tosco), menos protetor dos recursos naturais.

Aumento do desmatamento, desaparelhamento da fiscalização, proliferação de uso e fabricação de agrotóxicos, tentativa de redução de áreas protegidas, querer esconder dados de satélites, tudo isso mostra uma política que choca os brasileiros mais conscientes e a comunidade científica internacional.

Ruralistas e empresários mais conscientes já perceberam que isso pode atrapalhar a imagem do país e as exportações.

Se antes havia alguns exageros e xiitismo ecológico, hoje há uma política de devastação, de antagonizar progresso com meio ambiente, coisa superada há anos, que tenta voltar.

É triste esse retrocesso.

7–Dica de livro

          “F de Falcão” é um livro estranho, mas interessante e intrigante.

A escritora é Helen Macdonald, a editora é a Intrínseca, 273 páginas, sem os anexos.

Uma mulher, com depressão após a morte do pai, discorre sobre o luto e o sofrimento, e a ajuda de um animal na sua recuperação. Não é um cão, nem um gato, nem um cavalo, mas um açor (espécie de falcão). Confira.

8 – Folclore: situações

          Quando eu tinha de 17 a 20 anos, costumava viajar. O dinheiro era curto, ou quase inexistente, e muitas vezes ia dormir na casa de amigos e até de pessoas que tinha acabado de conhecer (o perigo era menor na época).

Situações constrangedoras eu passei algumas vezes.

Numa delas, em Santos, fui dormir na casa de um cara (eu não conhecia a família). Chegamos de madrugada e de improviso, e ele me deixou dormindo no sofá da sala (ele foi pro quarto que dividia com o irmão).

De manhã acordei com movimento na casa, os pais dele andando pela sala, e fingi que estava dormindo, enquanto ouvia comentários:

Quem é esse rapaz? Acho que é amigo do Paulo, ou do Sérgio? (eram dois irmãos).

Eu fingindo, adiando o despertar, desejando que meu amigo acordasse e me apresentasse para a família, mas… nada.

O pior é que pintou uma vontade de ir ao banheiro, e daí, quando vi que os pais foram até a cozinha, corri até lá (sorte que tinha visto o local na noite anterior).

Após usar o vaso, vi que não tinha papel higiênico, e resolvi tomar banho, por necessidade.

Não tinha toalha… e eu me enxuguei com a cueca, e um pano que tinha no chão (pensei na camiseta, mas não queria sair sem camisa perante a família).

Saí do banheiro, eram quase 10 horas, e me apresentei à família. Me serviram café, conversamos.

Meu amigo só acordou ao meio-dia.