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Eleições

publicado em 5 de novembro de 2018 - Por Marcus Valle

         São simples números. Bolsonaro teve 46 milhões de votos no primeiro turno e 58 milhões no segundo, o que demonstra que 12 milhões, embora não sejam seus eleitores, repudiam o PT veementemente.

Por outro lado, Haddad teve 29 milhões de votos no primeiro turno, e 47 milhões de votos no segundo, o que mostra que 18 milhões de eleitores, não petistas, repudiaram o Bolsonaro.

E sem considerar as abstenções – 25% (que têm várias razões), os votos brancos e nulos (foram 9,5%) mostram que esses eleitores não concordavam com nenhum dos dois candidatos.

A eleição – em que pese os discursos radicais e até ofensivos de lado a lado – foi legítima e o resultado tem que ser respeitado. Bolsonaro foi escolhido pelo voto popular.

Torcemos para que o presidente eleito seja o presidente de todos, una o país e faça um bom governo.

Devemos todos fiscalizar, criticar, elogiar, concordar, discordar… enfim, participar, mas sem o espírito de “quanto pior melhor”.

2 – Trânsito

          Reclama o leitor Roberto, que na Zona Norte há um problema crônico de trânsito nas horas de pico. Na rotatória de acesso à Fraternidade e Parque dos Estados e no acesso para quem está na Avenida dos Imigrantes e vai pegar sentido Socorro, os veículos entram com muita velocidade e isso pode causar acidentes e risco aos pedestres.

3–Suicídios

          O índice de suicídios no Brasil é preocupante. Por ano, 6 em 100 mil habitantes (79% são homens). Seguindo esse índice, seriam 9 casos por ano em Bragança, e 12 mil casos no Brasil.

Mas no Rio Grande do Sul, no município de Santa Cruz (com 120 mil habitantes), o índice é altíssimo, 16 por 100 mil habitantes. Estudos científicos detectaram possíveis razões: uso de agrotóxico na plantação de fumo, e exposição à alta taxa de nicotina na manipulação.

4 – Questão cultural

          Existem assuntos que são levantados na ocasião do acontecimento, depois são esquecidos… e posteriormente voltam a ocorrer. Por exemplo, se morrer pessoas num incêndio de um prédio, desabamento de construção inadequada, ou queda de elevadores, ou explosões de depósitos clandestinos de gás ou fogos de artifícios, há enorme alarde, fiscalização e até se criam leis, mas depois, tudo volta ao “normal”.

É a mentalidade brasileira: que oscila entre o imediatismo e a costumeira negligência, com a hipocrisia.

5 – Assuntos a se discutir

          Lembramo-nos de dois debates “crônicos” em nosso município, que se repetem todos os anos: os gastos e as verbas públicas com o Carnaval, e a sangria do dinheiro do município com péssimos reflexos na economia local (dinheiro sai, inadimplência aumenta, comércio arrecada menos etc.) com a Festa do Peão.

Está na hora de debatermos esses assuntos, senão… tudo será como antes… inclusive os acertos e os grandes erros.

6 – Rápidas

          1 – Prefeitura está fazendo um bom serviço de manutenção (vários homens trabalhando) no Parque Recando dos Pássaros, Jardim América. O que é bom tem que ser registrado.

2 – Espero que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, desista da infeliz ideia de fundir os Ministérios da Agricultura com o do Meio Ambiente. Isso prejudica os dois setores, afetando o Meio Ambiente e as exportações.

3 – Dia 23 de novembro, às 19h00, na Câmara Municipal vai ter audiência pública para discutir projeto que proíbe a utilização de rojões barulhentos (os de forte estampido). Compareça e opine.

4 – Pedimos e foi atendido com presteza pela Secretaria de Serviço (Aniz Abib) que se limpasse o mato na calçada e proximidades da ADPM – Rua Victorio Panuncio – pedido de Walter Junior, publicado na coluna de sábado passado.

5 – E nada de se colocar a faixa elevada de pedestres em frente a “Vitrine do Lago”. Vai morrer gente lá.

7 – Folclore: “Criança diz o que pensa”.

Noutro dia, Rosana, minha esposa, convidou uma amiga para passar o fim de semana em casa, e a moça tinha uma filha, menina esperta e falante, de 7 anos de idade.

Como elas chegaram à noite, me cumprimentaram, conversamos rapidamente, e fomos todos dormir.

No dia seguinte, eu acordei mais cedo, fui pegar o jornal e vi que a criança (menina) tinha acordado também.

Ela veio falar comigo e disse:

Tio… o senhor faz um leite com Toddy pra mim?

         Eu achei ela simpática e desinibida, e enquanto eu preparava o Toddy, ela perguntou:

Sua filha já acordou?

         Eu expliquei que não tinha filha e sim um filho, e que ele não estava dormindo em casa.

A menininha ficou olhando para mim, com cara de quem não estava entendendo nada.

Só aí “caiu a ficha”… e comecei a rir. Minha “filha” era a Rosana.