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Eleições – 1º turno

publicado em 22 de setembro de 2018 - Por Marcus Valle

Nessa eleição presidencial, certamente teremos dois turnos.

No 1º turno, você deve votar no candidato(a) que você acha o(a) melhor. Além de reforçar sua proposta, se ele(a) não for para o 2º turno, irá influir sobre os candidatos que disputarem o 2º turno e vão querer o apoio de seu eleitorado. Enfim, é importante no 1º turno reforçar quem você acha o(a) melhor, independente das pesquisas. Você o(a) fortalece no futuro e no presente.

Se não fosse assim, sempre teríamos as mesmas opções, a eterna polarização. No 2º turno você escolhe o “menos ruim”, se o seu candidato não estiver nele.

2 – Radar: função deturpada

O radar deveria ser algo que se usa excepcionalmente, para controlar velocidade excessiva em locais perigosos. No entanto, virou uma forma de arrecadar, uma “fábrica de multas”.

Muitos radares são colocados em “pontos estratégicos” para surpreender. Num local onde se anda seguramente a 80 km/h, coloca-se 40 ou 50 como limite. A multa é certa. A arrecadação garantida. Forma-se um círculo vicioso: mais contratos, mais propinas das empresas em muitas administrações, e mais arrecadação para os governos. Quem paga? Os motoristas, claro.

3 – Radar: só distraído cai

A grande prova da ineficiência da maioria (não todos – alguns são necessários) dos radares são dois amigos meus: um que vive correndo com o carro e o outro que anda devagar até demais e é desligado. O que corre, é atento, e não sofreu nenhuma multa no último ano (e continua correndo). O outro, famoso pela “lerdeza”, teve três multas desses “radares pegadinhas”.

4 – Radares na região

No nosso município e região temos radares necessários e também os meramente “arrecadadores”, para faturar (vide pontos das estradas de Itatiba, Socorro, Amparo e dentro da cidade). Mas há locais onde o exagero é aviltante, passam de todos os limites.

5 – 25 radares em 100 km

Noutro fim de semana, fui para a praia da Jureia (São Sebastião), próximo à Riviera São Lourenço. São 210 km de Bragança até lá. Nos primeiros 110 km, alguns radares (normais) na Fernão Dias e Rodovia D. Pedro I. Nos últimos 100 km, municípios de Mogi das Cruzes, Bertioga e São Sebastião contei 25 (vinte e cinco) radares, quase todos com limite de velocidade baixíssimo (30, 40 e no máximo 60 km/h).

É uma forma absurda de arrecadar. A médio e longo prazo, afasta os turistas, mas isso pouco importa pra eles.

6 – Trânsito terrível

O trânsito em algumas ruas e avenidas de Bragança está muito pior. Algo precisa ser feito urgentemente para minimizar o problema. Todos os vereadores cobram… a população se revolta… e … nada.

7 – Estacionar: um problema

Estacionar veículos nas ruas da cidade – principalmente no Centro e áreas comerciais e de serviços – é uma dificuldade enorme.

São cerca de 125 mil veículos (40 mil motos) para um município de apenas 165 mil habitantes. Em função disso, algumas medidas deveriam ser tomadas para atenuar o problema: 1 – fiscalizar melhor e agir contra o constante desrespeito a vagas para idosos e deficientes; 2 – estimular a rotatividade das vagas em locais comerciais, com campanhas e efetiva fiscalização.

8 – Museus abandonados

Museus Municipal e do Telefone necessitam de um mínimo de atenção. Estão com os prédios mal conservados, com infiltrações, rachaduras e outros danos.

Até quando essa omissão continuará?

9 – “Fábula de La Fontaine”

O leão anunciou a todos os bichos que ia morrer, estava muito doente e convidou a todos para uma despedida em sua caverna. A raposa, tendo ido ao encontro do leão, percebeu que só havia pegadas entrando na caverna, mas nenhuma saindo. Não fez a visita… e continuou viva. Moral da história: a maioria… se vê como se entra, mas como se sai não se vê.

10 – Folclore: Ey, Ey, Eymael

Conversar racionalmente sobre política, é necessário, e até agradável.

Com a radicalização da política e extrema intolerância dos extremos, assistimos uma enorme guerra entre as pessoas nas redes sociais, nas reuniões entre pessoas em clubes, residências, locais públicos e até reuniões de família. Todo cuidado é pouco para não se envolver nessa histeria… principalmente na polarização entre a tosca extrema direita, e os esquerdistas mais radicais.

Comumente eu ouço verdadeiros disparates em comentários de política, procuro não me envolver em discussões emocionais quando percebo que não levam a nada (as partes não querem opinião, mas só impor sua torcida e até absurdas teorias da conspiração). Quando alguém está com este espírito bélico, extremista, e me perguntam em quem eu voto (eu sou do PV e, portanto, eleitor da moderada Marina) brinco:

– Voto em Eymael, é claro… sou democrata cristão.

É como torcer no futebol para a Portuguesa ou América Mineiro. Ninguém fica bravo.