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E a prefeitura de nossa Bragança tem a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo

publicado em 8 de junho de 2019 - Por Dirce Guimarães

Junho, mês das festas juninas, hoje festas urbanizadas nas “cantorias” e nas suas “comidas”. Aqueles folguedos típicos estão desaparecendo, as fogueiras, os busca-pés, o pau de sebo, o arrasta-pé, o correio elegante, os mastros dos três santos: Antônio, João e Pedro estão esquecidos, as prendas preparadas para o leilão (cadê o leilão, cadê o leiloeiro?).

Os cartuchos multicoloridos cheios de guloseimas; a mesa farta de doces de abóbora, de batata roxa, paçoca, pés de moleque, bolo de fubá, pipoca, estão sumindo. O quentão permanece, surgiu o vinho quente. Pois é, e se a festa era no terreiro da fazenda não faltava o churrasco do garrote.

Os violeiros, os sanfoneiros davam o “tom” da festa. Que pena! Essa festa tradicional está sendo engolida pelo som das caixas de som, pelas barracas de pastel, de cachorro quente, de pizzas, de espetinhos, de bolos de farinha de trigo, de pavês, de manjares, de brigadeiros. E a geração que participou ativamente das tradicionais Festas Juninas está partindo, levando com ela boas lembranças e muita saudade daqueles momentos festivos, em que os corações vibravam numa nota só.

E A PREFEITURA DE NOSSA BRAGANÇA TEM A SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E TURISMO. FESTAS TRADICIONAIS SÃO EVENTOS CULTURAIS E ATRAÇÕES TURÍSTICAS

Por que não incluir no nosso calendário turístico/cultural a realização da Festa Junina tradicional no excelente espaço do Posto de Monta? Com certeza, será um evento de sucesso e se firmará ano a ano. O local está talhado para essa festa. E quem sabe com o tempo, algum Prefeito construirá nesse local uma réplica de uma “Sede de Fazenda” que acabará sendo um ponto turístico/cultural permanente, não apenas para os visitantes, mas principalmente para nós de 0 a 80 anos ou mais. Uma sede de fazenda tem muitos atrativos.

Pensemos no casarão que pode ser um restaurante, que pode ter um ambiente para saraus, reuniões sociais, artesanato, comidas típicas, ter o seu pomar com árvores frutíferas perenes, a sua horta, o seu terreiro cheio de aves, os equinos, os bovinos, a moenda de cana, a sala de arreios, de ferramentas, a marcenaria, uns pés de café e o moinho etc. etc. etc. A Prefeitura tem pessoal especializado capaz de elaborar um excelente projeto embutido nas três etapas: curto, médio e longo prazo. Ainda temos fazendeiros por aqui, com certeza, irão colaborar.

Esse projeto bem elaborado fará dessa sede de fazenda uma verdadeira escola para nossos alunos, que aprenderão a conhecer e a valorizar a zona rural, o produtor rural, a natureza, a água como fonte de vida, a preservação e conservação do solo, a importância do Sol , da Lua, dos pontos cardeais nas nossas vidas.

Conhecerão o nome das nossas verduras, das frutas, dos legumes, dos nossos animais. Será uma aprendizagem para a vida. É um projeto inovador que trará turistas. O Posto de Monta precisa ser transformado num local de conhecimento, de entretenimento, de lazer. Não se justifica esse espaço permanecer fechado e a população clamando por lazer. Prefeito Jesus, seja diferente, dê asas à imaginação e dê vida para o Posto de Monta.

SONHAMOS SONHOS POSSÍVEIS, REALIZÁVEIS. SERÁ QUE OUTROS NOSSOS SONHOS SERÃO REALIDADE?

Há tempos que cobramos a construção da perimetral como meio de desafogar o caótico trânsito de nossa Bragança. Será que a perimetral vai ser construída? Via perimetral é aquela via que passa pelos perímetros da zona urbana. É o espaço que delimita a zona urbana da zona rural. E por falar em Perímetro Urbano, parece que não temos mais as placas indicativas nas nossas estradas para que saibamos os limites de jurisdição. E vem uma pergunta: Pode o Estado (polícia do Estado) fazer autuação de multas de trânsito dentro do perímetro urbano? É uma pergunta frequente.

Cabe ao secretário municipal de Mobilidade responder. Mais uma medida acertada: Será que é isso que ouvimos, a Secretaria Municipal de Serviços vai setorizar a cidade para que se racionalizem as obras de manutenção e limpeza de ruas, avenidas, praças, parques, terrenos, prédios públicos? Que assim seja! Um lembrete: Que não se tenha tempo de recapear todas as ruas, entretanto, as faixas de pedestres e as lombadas precisam urgentemente de pinturas para que não ocorram acidentes.

POIS É, QUANDO NÃO SE TEM UMA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PLANEJADA, COM GESTORES PÚBLICOS CAPACITADOS, CÔNSCIOS DOS SEUS DEVERES, A SITUAÇÃO DESANDA

Quantos erros são cometidos por falta de planejamento, por falta de cabeças pensantes, por falta de visão de futuro, por priorizar o imediatismo sem medir as consequências, por colocar o individual acima do social, por fazer-se “dono do poder”, etc. etc. etc. Acontecem fatos desastrosos, o dinheiro público (meu, seu, nosso) escorre pelos ralos a olho nu. Quanta coisa errada continua sendo feita, nós deixamos, nossa casa de leis deixa. E nós pagamos. Erros que vêm do passado e continuam acontecendo no presente, multiplicando e se complicando cada vez mais.

É o grave problema das enchentes que antes acontecia só no Lavapés com chuvas volumosas, agora se ampliou pela cidade e até na Zona Rural. Não houve planejamento necessário, as margens dos ribeirões continuaram sendo ocupadas, a água explode nas partes baixas.

E agora os Vereadores da base aliada aprovaram para o Prefeito a importância de R$ 30 milhões para obras de contenção de enchentes. Os causadores não são penalizados. Penalizados somos todos nós que pagamos pelos erros públicos. Vai dar certo? Vai conter o volume das águas da chuva? Os graves erros deixarão de ser cometidos? Bem, os R$30 milhões sairão dos nossos bolsos. Qual é a minha, a sua, a nossa avaliação? O tempo dirá. Por mais isso, por mais aquilo, por aquele outro:

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !