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Dúvidas sobre Câmara e Vereadores

publicado em 13 de abril de 2019 - Por Marcus Valle

Muita gente pergunta, e uns até afirmam sobre a existência de 13º salário e aposentadoria para os vereadores da Câmara Municipal de Bragança Paulista.

É bom esclarecer. Na Câmara de Bragança, não há e nem haverá nenhum vereador aposentado como parlamentar (12 ou 8 anos de mandato). Não há nenhum caso, pois nunca se tentou isso.

Tenho 34 anos como vereador, sou aposentado pelo INSS graças ao trabalho de professor e advogado (35 anos de trabalho).

Em relação a 13º, que na minha opinião seria absurdo, algumas Câmaras têm aprovado esse benefício aos vereadores. Não temos, nunca tivemos, e não há nenhum movimento no sentido de se implantar isso aqui.

2 – Queda de energia

Os bairros “Água Comprida”, “Morro Grande” e “Serrinha” sofrem um problema crônico: quedas constantes de energia elétrica. As reclamações são muitas.

3 – Plantão noturno

Perturbação do sossego público ocorre com mais frequência no período noturno. Mas as pessoas não têm para quem reclamar (fica um ping-pong). É fundamental se criar um plantão de atendimento noturno, a exemplo de São Paulo, onde há o sistema Psiu.

4 – Trânsito

Sei que sou repetitivo, mas tenho que continuar registrando que o trânsito da cidade continua infernal.
Grandes engarrafamentos na Imigrantes, Taboão, Pires Pimentel, Plinio Salgado, com reflexos no Matadouro, Centro e ruas paralelas. E a Prefeitura? O que fará?

5 –PV pode ter candidato

Na reunião do Partido Verde local, a maioria dos integrantes entende que o PV deve ter candidato a prefeito nas próximas eleições municipais.

6 – Cuidado: CPF usado por golpistas

Assustador. Uso de CPFs de pessoas inocentes por presos e outros marginais tem gerado processos e problemas para muita gente.

Hoje, é possível registrar um celular pré-pago no nome de qualquer pessoa, basta ter o número de CPF. Como não é nada difícil obter o CPF de outrem, são comuns os casos em que pessoas inocentes são investigadas e até presas pela polícia. A ANATEL quer que as operadoras de telefonia mudem o sistema, mas isso leva tempo.

7 – Santa Helena

A Associação de Moradores do Santa Helena é muito atuante e tem feito várias reivindicações à Prefeitura.
Alguns problemas específicos do bairro foram atendidos, outros não.

Temos buracos nas artérias, especialmente na Avenida Marcus Vinicius Valle. Por falta de sinalização (ou lombadas) alta velocidade é comum no local.

8 – Dica de filme

Muito bom o filme “Hostis”, estrelado por Cristian Bale. É a história de um capitão, conhecido exterminador de índios, que é obrigado a conduzir para uma reserva o seu pior inimigo, o chefe da tribo Cheyenne, Falcão Amarelo e sua família. O chefe havia matado vários de seus amigos, e durante a viagem notam-se as contradições, crueldades (e mudanças políticas), preconceitos entre brancos e índios. Com excelente participação da atriz Rosamund Pike e Bale (cotados para o Oscar) o filme chega a emocionar. Vale a pena.

9 – Rápidas

1 – Licitações da Prefeitura estão tendo problemas. Várias delas foram anuladas ou suspensas.

2 – Eu e a vereadora Beth Chedid estamos insistindo para que seja implantada faixa de pedestres em frente ao supermercado Spani (localizado na Av. Dom Pedro I).

Já tivemos atropelamento no local.

3 – Notícias falsas nas redes sociais. Inventaram que haveria votação na Câmara Municipal para extinguir o UBER em Bragança.

10 – Folclore: “o imbatível”

Comecei a advogar no final dos anos 70, com vinte e poucos anos. Incentivado pelo Juiz de Direito, Dr. Pedro Oscar Moraes Garcia, passei a fazer juris (crimes de homicídio e contra a vida). Tinha feito uns 15 a 20, e obtido ótimos resultados. As pessoas começaram a me elogiar, e eu, jovem, me empolguei, e comecei a “me achar o máximo”, com uma autoconfiança exagerada (sem externar). Embora eu não falasse a ninguém, me sentia em condições de enfrentar qualquer promotor ou advogado, e achava que ganharia os debates de qualquer um.

Fui nomeado para fazer um júri num caso horrível, mas mesmo assim, achava que iria “tirar coelhos da cartola”, no mínimo reduziria a pena do réu. Chegando no local do julgamento, conheci o novo promotor que iria fazer o júri, e notei que ele estava tomando chá de erva cidreira… ele disse que era para acalmar.

Sentei ao lado do Sergio Helena, que era estudante de direito e me acompanhava no júri. Superconfiante eu comentei com ele: – o promotor está nervoso… vou ganhar.

O julgamento começou e deram a palavra ao promotor, e ele começou a falar. Eu, confiante disse ao Sérgio: – é…até que ele não é ruim. O promotor foi falando e eu disse: – esse cara vai dar um certo trabalho. Mais dez minutos de fala e eu meio surpreso cochichei pro Sérgio: – nossa… o cara é muito bom. De repente ele começou a dar exemplos, fazer comentários engraçados e pertinentes, e o Sérgio me perguntou: – E aí?

Em parafuso, quase em pânico, eu disse: – nossa… estamos perdidos.

Perdi, mas foi uma lição de humildade dada pelo Dr. Rama, que já havia feito grandes juris na capital, com os melhores advogados.

Depois desse episódio, fiz mais de 120 juris, nunca mais subestimei alguém. Aprendi.