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Discussão Jurídica

publicado em 2 de junho de 2018 - Por Marcus Valle

Em vários municípios, vereadores fizeram projetos de lei proibindo a soltura de rojões e fogos de artifício que tenham estampido (barulho excessivo).

Motivo: 1 – proteger os animais domésticos que se estressam (muitos se ferem e até morrem). 2 – poluição sonora.
Santos e São Paulo aprovaram e sancionaram essas leis. Empresas do setor de fogos entraram na Justiça. Em Bragança, no ano passado estudamos a possibilidade dessa lei, mas observamos que há discussão jurídica a respeito. Brevemente, teremos uma definição da Justiça sobre a legalidade desse tipo de projeto.

2 – Individualismo de muitos

Nessa greve dos caminhoneiros (que realmente enfrentam enormes dificuldades com o alto preço do diesel) pudemos observar reações diversas de individualismo e falta de solidariedade de parte da população.

1 – Alguns postos de gasolina aumentaram os preços na crise (para ganhar ou atenuar e repassar à população seus prejuízos);

2 – Houve enorme correria aos postos, acabando em um dia com todo o estoque;

3 – Muitas pessoas furam filas;

4 – Ameaça-se corrida aos supermercados;

5 – Vários setores aproveitam-se da situação para aumentar preços por serviços, e cobram ágio em produtos.
Enfim, age-se no famoso “cada um por si”.

Como eu sempre digo: a corrupção é cultural e reflete em todos os segmentos, classes sociais e profissionais.

3 – Postos

Em Bragança, temos 46 postos de gasolina. Divulgou-se que em pelo menos seis deles foram constatados aumento no preço dos combustíveis no dia que se iniciou a crise. As pessoas deveriam boicotá-los quando tudo se normalizar.

4 – Protestos em estradas

O governo estadual deixou nosso município desprestigiado e abandonado no que se refere às estradas da região (Bragança – Socorro, Bragança – Itatiba, Bragança – Piracaia, Bragança – Amparo e Variante do Guaripocaba).

Foram anunciadas obras várias vezes.

Nas décadas de 90 e 2000, ajudamos a organizar manifestações pacíficas nas estradas de Amparo, trevo de Piracaia (que era de terra).

Lá fizemos protestos com distribuição de panfletos aos motoristas. No trevo da Fernão Dias, houve uma ação semelhante por parte do prefeito da época (Jesus). Com esses protestos, chamamos a atenção e as obras (prometidas, anunciadas e sempre adiadas e enroladas) saíram. Talvez seja uma opção.

5 – É preciso filtrar

Impressionante o número de “besteiras”, “notícias falsas” e disparates que são publicadas nas redes sociais, mormente nos momentos de crise. Tem gente que acredita, dissemina e compartilha, não filtrando, nem se certificando. Outros aproveitam para pregar confrontos, odiosidades e opiniões absurdamente extremistas.

6 – Lembranças

Nesse momento de crise, muita gente se lembra da música “O Dia em Que a Terra Parou” de Raul Seixas, e do antigo filme “Mad Max” com Mell Gibson.

7 – Festa do Peão

A Prefeitura de Bragança tem quase um ano para reformular a Festa do Peão, que atualmente só sangra a economia do município.

Este ano, além do fracasso de público, tivemos uma série de irregularidades (seguranças sem identificação, preços altos, falta de cobertura na área de alimentação etc.), denúncias feitas pelos edis Quique e Basílio.
Não adianta repetir esse esquema danoso à economia de Bragança (sai muito mais dinheiro do que entra).

8 – Folclore

Anos 70. No Clube Literário, surgiu um cara de fora, que era super “invocado” e desafiava todo mundo. Chamava-se Ênio, se não me engano. O pessoal, com receio, o evitava.

Certa vez, ele provocou o Norberto (que era um grande gozador), na frente de todos.

Para se exibir, Ênio tirou a camisa e mostrando a barriga, disse:
– Isso aqui foi uma facada que eu tomei.

Em seguida apontou para testa e completou:
– Essa cicatriz é de uma outra briga em São Paulo.

Norberto disse:
– Nossa… tô impressionado… você apanha de todo mundo.
Gargalhada geral… e o valentão foi embora.