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Diagnóstico do município

publicado em 22 de dezembro de 2018 - Por Marcus Valle

Na confecção do Plano Diretor, a primeira etapa é um diagnóstico do município. Em breve apresentação de membros da Universidade São Francisco, na Câmara Municipal, destacamos alguns pontos:

1 – Recolhemos 160 toneladas de lixo por dia (apenas 2% são reciclados);

2 – 66% do território do município (2/3) são passíveis de empreendimentos imobiliários. Apenas 1/3 é zona rural sem tal possibilidade;

3 – Bragança teve grande queda na industrialização e atividades agrícolas. Cresceu em serviços e comércio;

4 – A agricultura representa apenas 2% da nossa economia;

5 – Há enorme espaço territorial destinado a industrialização. O problema não são as áreas, mas sim a política e a conjuntura econômica;

6 – Recomenda-se ciclovias como opção de transportes. 55% das bicicletas são usadas para tal (apenas 45% são para esporte e passeios).

2 – Prejuízo

Prefeitura errou no episódio do Anexo Fiscal. Embora tenha feito a mudança para local “mais em conta”, demorou para entregar o prédio ao locador, o que causou condenação na Justiça para pagar aluguéis vencidos.

3 – Pode andar de barco… mas nadar não

Muita gente pergunta se pode usar barcos, caiaques, pedalinhos etc. nos lagos do município (Taboão, Moinho, Orfeu etc.). Lei municipal (nº 4.425/14) de minha autoria permite isso, desde que se use colete salva vidas. Se for menor de idade tem que ter autorização dos pais ou responsáveis.

O que é proibido é nadar (há muitos acidentes fatais) e usar embarcações com motor (jet-ski, lanchas etc.).

4 – Rotatória perigosa

Realmente é muito perigosa a rotatória que se localiza entre o Parque dos Estados e Fraternidade. Com movimento intenso, o local é muito propenso a atropelamentos, acidentes de veículos e engarrafamentos.

Todos os vereadores reclamam há anos, população cansou de protestar, mas tudo ficou na promessa.

5 – Continua a bagunça

E o trânsito? Na zona sul (Santa Helena, Jardim do Sul, Bosques da Pedra etc.) só há uma saída para o centro (pela Rua Francisco Luigi Picarelli, próximo ao Colégio Anglo). Quem pegar outro caminho tem que dar a volta até a rotatória do Habibi´s e retornar. Enfim, os engarrafamentos são constantes e acidentes também. Trechos que antes se completavam em cinco minutos, hoje levam o triplo do tempo. Reclamações são constantes.

6 – Lago do Taboão

O desassoreamento do Lago do Taboão englobou cerca de 20% de terra lá existente.

Melhorou a profundidade do lago em frente ao Habibi´s (tinha cerca de 10 cm de profundidade e agora mais de um metro e meio) e na parte antes da ponte (de 10 cm para mais de um metro). Entre a ponte e o ribeirão (perto do parque infantil) há muita lama no local, e a profundidade é de poucos centímetros (continua assoreado).

É fundamental impedir que continue caindo terra no lago através do ribeirão e tubulações de águas pluviais. Se não colocarem filtros e contenções, em pouco tempo a terra tomará o lago.

7 – Biblioteca

Eu e o vereador Mario B. Silva entramos com pedidos à Prefeitura para que implante uma biblioteca no Parque dos Estados ou Planejada.

A atual Biblioteca é muito bem administrada, mas fica muito longe para os moradores da zona norte.

8 – Folclore

Meu saudoso irmão João Valle, era uma figura, a maioria das pessoas gostava dele (salvo raras exceções), do seu jeito simples, suas brincadeiras e seu linguajar popular.

Às vezes, ele exagerava nas brincadeiras e acabava criando problemas, principalmente quando brincava com a verdade (às vezes, sem querer).

Tinha uma frase que ele sempre dirigia aos maridos quando eles estavam (num evento) com as esposas.
Certa vez, entrou um casal conhecido num restaurante e ele soltou a frase:

– E aí Fulano… Tá com a oficiar (oficial) hoje?

A mulher que já havia quase separado do marido, e reconciliado recentemente (o João não sabia) ficou furiosa. Ela passou a ser uma das raras exceções, passou a ser inimiga dele.