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Desfazendo medicamentos e o meio ambiente

publicado em 18 de junho de 2019 - Por Ambiente em Pauta

Tem dias que acordamos com o famoso “pé esquerdo”, por assim dizer, temos um dia daqueles, até que chega um ponto onde não aguentamos mais, a dor de cabeça estoura, a coluna começa a gritar, sem falar dos pés cansados de ir para lá e para cá. Bom, é nesse momento que somos tentados e seduzidos a dor, e tomamos um comprimido ou algumas gotinhas mágicas que farão sumir o indesejado.

Pois bem, além da automedicação ser um risco à saúde por não termos propriedade no assunto, de acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (2001) 28% dos casos de intoxicações no Brasil são por medicamento.

Os medicamentos também são problema após o consumo, afinal para onde e como vão? Depois de descartado incorretamente, jogado no vaso sanitário ou no lixo comum, eles contaminam o solo e águas, que posteriormente contaminam alimentos e a água potável que consumimos.

Depois de entrar em contato com esses ambientes, essa contaminação interferirá no metabolismo e no comportamento dos organismos aquáticos, além das intoxicações, a exposição a esses resíduos fere aos catadores de resíduos, assim como na resistência das bactérias que dissolvem esses microrganismos.

Apesar de não termos leis consistentes em relação ao tema, podemos nos apoiar sutilmente na logística reversa da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que cita sobre materiais prejudiciais à saúde humana como os medicamentos vencidos e em desuso.

Portanto a melhor forma de descartar esses resíduos são através de pontos de coleta, que geralmente são dentro das próprias farmácias onde se compra os medicamentos, assim como as seringas nos postinhos de saúde.

Em Bragança possuímos alguns pontos de coleta, e para mais informações acessar a página do Facebook do Coletivo Socioambiental.

Laíza Teixeira Pedroso, Tecnóloga Ambiental, colaboradora do Coletivo Socioambiental e Associação Bragança Mais.