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COVID – mortes e medidas

publicado em 16 de janeiro de 2021 - Por Marcus Valle

Em relação à COVID, no que se refere a mortes, Bragança tem um índice por habitantes inferior ao Brasil e ao estado de São Paulo.

Em São Paulo, as mortes são 1.080 por milhão de habitantes, e no Brasil 100 por milhão. Em Bragança, são 65 mortes a cada 100 mil habitantes (650 por milhão).

Nesse aspecto estamos “melhor” ou “menos ruim”.

No entanto, há três questões que ocorrem em todo país (e em grande parte do mundo) que também sentimos aqui:
I- há demora para divulgar resultados dos testes de COVID da rede pública (pessoas recebem atestados para 10 dias, e o resultado, muitas vezes, demora mais que isso).

II- é necessário intensificar o trabalho na saúde mental nessa época, já que os problemas aumentam.

III- não estamos vendo trabalho de orientação, divulgação e devidos cuidados em relação a sequelas (físicas e psicológicas) dos que contraíram o vírus e tiveram alta.

2- Sequelas

Sobre “sequelas” em pessoas que contrariam o vírus e se “recuperaram”, há enorme variação de pessoa para pessoa.
Cansaço constante, apatia, dores de cabeça, capacidade pulmonar reduzida, problemas cardíacos, irritabilidade, febre etc. são relatados por muita gente.

É necessário que haja maior atenção do poder público para essa questão.

3 – Sobre a vacina

Há quase um consenso entre as pessoas ponderadas, compostas pelo cidadão médio, que é fundamental termos a vacinação contra covid em nosso país. É claro que as vacinas têm que ser aprovadas pela ANVISA. Mas, radicais estão politizando até a doença.

Nos últimos tempos ouço muitos absurdos e exageros, em função do fanatismo das pessoas que são da extrema direita/esquerda. Normalmente eu me calo, porque é inútil discutir com quem faz teorias de conspiração, ou adota posições exageradas.

Mas noutro dia, não aguentei. Um sujeito, de classe média, razoavelmente estudado, me disse que não tomaria vacina porque ela viria com um chip dentro para espionar.

Eu disse: – É… você é importantíssimo, tanto pra Pequim, como pra Washington. Tem que se precaver.

4- Quedas de energia

Problema que está se tornando corriqueiro em nosso município são os constantes cortes de energia elétrica que têm ocorrido desde o final do primeiro semestre de 2020. Nunca tínhamos tido tantos casos, e a Câmara Municipal foi palco de muitas reclamações. A empresa (Energisa) respondeu aos vereadores que iria solucionar a maior parte deles, e que as ocorrências seriam meramente “pontuais”, “isoladas”.

As interrupções continuam acontecendo (na seca e nas chuvas).

É necessário que o Poder Executivo (Prefeitura) cobre eficiência da empresa. Não deve se omitir.

5- Enchentes: crônico

Bastou chover mais forte para que todos notassem que as enchentes são problemas crônicos em Bragança.
Diversos locais e bairros ficaram alagados, tais como Av. José Gomes da Rocha Leal, Trevo do Parque dos Estados, Lavapés, Rodoviária, Eusébio Savaio, Vila David etc.

Muita gente sofreu prejuízos, e a prefeitura fez reuniões para estudar novas medidas (piscinões, etc.), para tentar minimizar o que anunciavam que estava quase que resolvido.

6- Folclore

Há um ditado popular no futebol que é: “Têm coisas que só acontecem com o Botafogo”.

Eu tinha uns 35/36 anos de idade, solteiro, sem namorada, resolvi ir sozinho para o litoral, fora de temporada, e me hospedei num dia de semana numa pousada em Ubatuba.

Não tinha ninguém lá, só eu. Fiquei na sala de estar, assistindo um jogo de futebol. Ao lado, a cozinha.

Nisso eu ouço uma discussão. A cozinheira “batendo boca” com o recepcionista. Consigo ouvir claramente os gritos:

”Não chegue perto de mim” (dizia a mulher). O cara falou: – Enquanto você não me explicar, não saio daqui.
Eu continuei aparentemente impassível (mas muito desconfortável), no sofá da sala.

Nisso e coisa engrossa: – “Tire a mão de mim” diz a mulher. – Largue essa faca (grita o homem).

Pensei comigo: E agora? O que faço? Resolvi aguardar um pouco, e o cara passou por mim sem olhar. Fui até a cozinha e vi a mulher mexendo no fogão. Pedi um café, como se nada tivesse acontecido.

Ainda bem que não sou um hóspede convencional, e imaginei um casal de velhinhos no meu lugar.

Que emoção! Lembrei do ditado sobre o “Botafogo”.