Colunistas

Conversa Necessária

publicado em 29 de janeiro de 2021 - Por Dirce Guimarães

A tristeza tomou conta de mim a partir da comunicação do encerramento da circulação do Bragança-Jornal. Não foi aquela tristeza que brota em lágrimas e rolam lentamente pelo rosto, mas foi uma tristeza que brotou pela decepção, pelo desapontamento em ver, em sentir que nós bragantinos de nascimento, bragantinos de coração, moradores daqui ou de lugares longínquos, não soubemos entender ou avaliar, e talvez nem demos a necessária contribuição para preservar esse bem social que faz cabeças pensantes, reflexivas, que tornam a vida melhor.

O jornal impresso é um grande instrumento de controle social dos Poderes Constituídos! Sem esse controle social, as “coisas se tornam quase invisíveis para a maioria da população”. Ainda não podemos dizer que o mundo digital substitui a imprensa escrita, materializada, que percorre os recantos sem sinal.

Adotando a sabedoria chinesa:

“Um jornal aberto é um amigo que fala, fechado é um amigo que espera, desativado é um cofre que guarda tesouros de uma longa história de 93 anos vivida por nossa Bragança no seu contexto social, político, econômico, cultural”.
Nossa Bragança deve muito ao Bragança Jornal, sua pauta de desenvolvimento foi calcada em lições ali apresentadas.

Com alegria recebi um comunicado na manhã desta sexta-feira, que o Bragança-Jornal fará mais um esforço que as edições continuem pelo menos aos sábados.

Dirce Guimarães