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Concerto para Piano e Orquestra nº 21 em Dó Maior – W.A.Mozart (1756-1791)

publicado em 5 de julho de 2018 - Por Odila Baisi

Este concerto data de 1785, quando Mozart alcançava o grau de “Mestre” na Maçonaria. Na verdade, a KV467, que é uma obra de grande perfeição em que se desenvolve junto com um novo objetivo musical, uma profundidade poética que se aproxima cada vez mais da sensibilidade romântica. Piano e orquestra complementam-se e, frequentemente, opõem-se para sintetizar numa criação enriquecedora.

A tensão de um lado e o sentimento intimista do outro, alargam as forças emocionais, que chegam ao apogeu no angustiado movimento lento que, por outro lado, nunca perde seu equilíbrio meditativo. Mistura de otimismo vivencial e cargas doloridas, a música torna-se corpo.

O “allegro maestoso” do início está dominado por ritmo constante de marcha, em forma de ostentação. No segundo movimento, “Andante”, vem um “Andante Vivo Assai”. Este Rondó forma um brilhante mosaico à volta de uma ideia predominante de só seis notas.

É este o número vinte e um dos seus concertos para piano, um dos quinze concertos vienenses que se completam ao longo de apenas quatro anos espantosamente criativos.