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Como (re)conhecer sua cidade.

publicado em 5 de novembro de 2019 - Por Ambiente em Pauta

Viver num lugar nem sempre nos permite compreender de forma mais ampla como um município se organiza do ponto de vista econômico, territorial e social.

O que permite que possamos ter uma leitura integrada da realidade social, territorial e ambiental, são estudos feitos por institutos públicos de pesquisa, universidades, entre outros, e esses auxiliam gestores e população com informações conjunturais para que as ações possam se basear em informações mais consistentes sobre a realidade.

Convidamos vocês a conhecer um pouquinho mais sobre nosso município com a ajuda destes dados , que são públicos e de fácil acesso. Bragança estava crescendo mais do que os municípios da região pois possui um crescimento anual da população (1,15% ao ano) superior à média da região de governo em que está inserida (0,95% ao ano), também da taxa estadual de crescimento anual da população (0,81% ao ano).

O fator de taxas maiores de crescimento indica oportunidades, porém aponta também desafios para fazer com quem o aumento de população seja convertido em desenvolvimento urbano adequado. Em relação aos setores da economia que mais contribuem com os empregos formais, em primeiro lugar está o setor de serviços, que contribuiu, em 2017, com 40,87% dos empregos; seguido da indústria, que contribuiu com 29,72% dos empregos formais; e do setor do comércio atacadista, varejista e comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, que empregavam, em 2017, 22,43% da população com carteira assinada.

O setor da agricultura, pecuária , produção florestal, pesca e aquicultura, apesar de contribuir com um percentual menor dos empregos formais, possui um potencial significativo em relação aos demais municípios da região no setor, e finalmente, o setor da construção contribuiu com 2,02% dos empregos formais. Em relação a contribuição dos setores da economia no valor adicionado, que podemos considerar de forma aproximada como o total das riquezas geradas pelos setores da economia, temos que o setor de serviços respondia em 2016 por 68,58% do total destes “ganhos”, seguido pela indústria, com participação de 27,09% e setor agropecuário com 4,32%. Entretanto não se pode dizer que um setor é necessariamente mais relevante que outro por sua alta contribuição percentual, é importante lembrar que cada contribuição e a integração de políticas de desenvolvimento entre os setores fortalecem a economia dos municípios.

Uma economia mais diversificada tende ter melhores condições de enfrentar desafios da economia regional e global. Em relação ao território, o município possuía 11,28% de vegetação natural, com uma das maiores demandas de áreas de preservação permanente a serem reflorestadas entre os municípios da região do Sistema Cantareira.

A área urbana ocupa pouco mais de 20% do território e usos de agropecuária e outras áreas alteradas pelo uso humano foram mensuradas como 64,31% do território municipal. Áreas de Preservação Permanentes (APP) são áreas protegidas por lei, com função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, e assegurar o bem estar das populações humanas.

Entre as APP temos as faixas marginais de cursos de água, áreas de entorno de lagos naturais ou reservatórios artificiais, áreas ao redor de nascentes, encostas superiores a 45 graus de inclinação, ou seja, quando são muito inclinadas para construir, gerando riscos aos moradores, e topo de morros entre outros. Se você conhece uma área assim, talvez você pode ajudar a preservá-la. Esses são apenas alguns dados conjunturais da nossa cidade.

Se você quiser explorar esses dados e muitos outros, acesse: Informação dos Municípios Paulistas (SEADE) http://www.imp.seade.gov.br/frontend/#/,

IBGE Cidades: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/braganca-paulista/panorama e o estudo sobre

Avaliação da Cobertura Vegetal Natural e Áreas de Preservação permanente na região da Cantareira. http://observatorioflorestal.org.br/wp-content/uploads/2018/03/estudocantareira_gvagro_embrapa_3fev2015.pdf

Patrícia Martinelli, Colaboradora do Coletivo Socioambiental e Associação Bragança Mais