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Coluna Marcus Valle

publicado em 13 de maio de 2022 - Por Marcus Valle

1-Trânsito

Trânsito em Bragança é complicadíssimo. Com mais de 100 mil veículos, vias estreitas e sem possibilidade de expansão, a situação é cada vez pior. Engarrafamentos, lentidão, e erros pontuais que ainda pioram a situação.

 

2- Trânsito / Estacionamentos

Piorou muito a questão de estacionamento nas ruas centrais, próximas a área comercial.

Houve expansão da zona azul em locais desnecessários (virou zona morta), e há prejuízos (e multas) a moradores, profissionais liberais, comerciantes e funcionários.

 

3- Ciclovias

Os 10,5 km de ciclovia que a administração construiu (Lago do Taboão até o trevo do Parque dos Estados) estão tendo uso crescente de ciclistas (ainda é pequeno – cerca de 500 por dia). Há falhas pontuais, mas reconheça-se, é a primeira vez que alguém fez ciclovia e ciclofaixas.

 

4- Ciclovias

Há locais estreitos em trechos da ciclovia (próximo ao Fórum, por causa das grades, e na Imigrantes). Há invasão constante por pedestres no Lago do Taboão.

Mas, em geral, foi uma boa medida.

 

5- Câmara: Quique

Fui convocado para ir à Câmara (como suplente do vereador Quique) para discutir e votar se seria ou não aberto processo de falta de decoro parlamentar contra ele.

Votei contra a abertura do processo (mas mesmo assim foi aprovado por 10 votos a 7). Entendi que não há justa causa. Ele nem “in tese” cometeu algo que justificasse isso.

 

6- Caso Quique

O vereador (seja quem for) tem o direito (e o dever) de se manifestar, defender suas ideias no plenário.

Em regra, suas palavras, opiniões e votos, são garantidos por imunidade. Se ainda não fosse, não poderia atuar. A exceção a essa regra, é quando um parlamentar comete crimes no pronunciamento (incitando outros a cometer delitos, atentando contra a honra de terceiros de forma intencional etc.).

No meu entender, Quique não fez nada disso.

Apenas discutiu um projeto com veemência.

 

7- Quique: o que falou

Na discussão de um projeto (da outorga onerosa), Quique que era contra a aprovação, disse que os vereadores que eram a favor fizeram um esquema (plano, organização, maneira, tática) para aprovar a matéria no plenário.

Nada de mais. Não falou em esquema criminoso, mas sim em esquema tático, político.

Se isso for motivo para “punir um vereador”, ninguém pode discutir mais nada, tudo seria ferir o decoro.

 

8- Cassação e Caça

No meu caso, eu seria pessoalmente beneficiado com uma cassação do vereador (assumiria seu lugar).

Jamais faria algo injusto para me beneficiar.

Por isso faço questão de me manifestar no assunto.

Numa recente votação em que um vereador (Eduardo Simões) foi cassado, eu era um dos advogados de defesa, e Quique votou pela cassação. Acho que ele e os que assim votaram (alertei na época), erraram, exageraram, e pior, banalizaram o processo de cassação. Mas, mantenho minha isenção e coerência. Jamais poderia votar em algo que não tem justa causa (seja o Quique ou qualquer outro vereador).

 

9- Folclore

Anos 80. Eu era solteiro, e tinha um amigo mais jovem, muito tímido, que havia arrumado sua primeira namorada numa viagem ao Guarujá. A garota era de Taubaté, e o rapaz, apaixonado, me convenceu a ir com ele fazer uma visita surpresa no aniversário dela.

Eu tentei alertar que o namoro “não subia serra”, e que “visita surpresa poderia ser surpreendente”, mas ele não me escutou.

Chegamos na casa da moça na hora da reunião (festinha) do aniversário. Ela nos recebeu bem… mas notei que estava nervosa, apreensiva. Ao entrar, percebi por que. O ex-namorado (de 5 anos de relacionamento) estava sentado na sala, conversando com os pais.

Ficamos sentados na sala, nós dois, a aniversariante, os pais, uma prima e o ex-namorado. O clima era de velório… ninguém dizia nada, meu amigo tímido, super calado.

Resolvi “quebrar o gelo” e comecei a falar. Contei um caso engraçado e todos riram… menos o rapaz. Contei outro, mas o ex da moça me interrompeu dizendo:

“Não achei graça”.

Fingi que não ouvi e contei outra história, e o sujeito me interrompeu novamente, dizendo:

“Isso é impossível”.

Daí eu parei… olhei… e falei:– Cara…, você está errando o alvo! E apontei meu amigo.

Todo mundo riu… menos os dois rivais.

Ficamos até o fim da festa. Foi o último dia de namoro do meu amigo.


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