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Coluna do Marcus Valle

publicado em 28 de abril de 2018 - Por Marcus Valle

1 – Festa do Peão: necessário estudar

 

         Estamos pedindo à Prefeitura para desde já se reunir para avaliar a chamada “Festa do Peão”, que é um sucesso em termos de público e entretenimento, mas que em termos de “economia”, na parte financeira, deixa muito a desejar para o município.

Nos moldes em que é realizada, “muito mais dinheiro sai do que entra” no município.

 

2 – Festa do Peão: dinheiro sai

 

         A maioria das barracas montadas dentro da festa, assim como o parque e o estacionamento, são exploradas por pessoas de outros municípios.

Mesmo as bebidas que são vendidas no recinto (cervejas, água e refrigerante) são fornecidas (a preços caros) pela empresa organizadora aos barraqueiros. E a empresa não adquire essas bebidas em Bragança, mas em outros municípios.

Em virtude disso, os preços praticados dentro do recinto são mais caros e o dinheiro sai da cidade. Igualmente o estacionamento, que é explorado por pessoas de outras cidades, e ambulantes locais (e outras atividades) são proibidos de trabalhar a 500 metros de raio do recinto.

 

3 – Festa do Peão: ressaca

 

         O comércio local, principalmente bares, restaurantes e casas noturnas, ficam às moscas durante a festa. Após a mesma, ocorre um “efeito ressaca” com menos consumo e mais inadimplência (que atinge outros setores). Poucos ramos como hotéis e lojas que vendem material temático de rodeio são beneficiados.

A economia da cidade sofre evidente sangramento.

 

4 – Festa do Peão: problemas de sempre

 

         Há problemas (crônicos) na Festa do Peão que ano a ano se repetem.

1 – A Exposição Agropecuária é cada vez mais enfraquecida;

2 – Há notória ação de cambistas agindo livremente;

3 – Acidentes graves ocorrem em camarotes e arquibancadas;

4 – Seguranças agem com truculência, e mesmo assim, furtos ocorrem em grande quantidade;

5 – Todos os anos muitos moradores da cidade (de vários bairros) reclamam da poluição sonora, já que não há um controle do som emitido;

 

5 – Festa do Peão: arrecadação baixa

 

         Não bastasse isso, a arrecadação que a Prefeitura recebe a título de ISSQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza) é sempre baixo, ao que parece, apurado abaixo do real. Nos anos anteriores não chegou a 100 mil reais.

No ano passado, uma apuração mais criteriosa fez com que se chegasse num valor superior a 200 mil reais, mas (pasmem) o imposto não foi pago pela empresa (que concorreu este ano na licitação).

 

6 – Festa do Peão: mudar modelo

 

         A Festa é sucesso. Parte considerável da população a aguarda e a frequenta. Estudos devem ser feitos para canalizar esse sucesso para a economia do município. Com esse modelo, nosso povo (ou parte dele) se diverte, empresários lucram e Bragança economicamente perde. Eu e o vereador Ditinho Bueno pedimos para a Prefeitura analisar isso tudo, e reformular essa Festa.

 

7 – Ciclovias

 

         Fico muito satisfeito em ver que há um movimento grande de ciclistas do município, pedindo a construção de ciclovia em Bragança.

Desde a década de 80 eu reivindico isso, pois a bicicleta além de ser importante como lazer e esporte, é uma excelente opção de transporte (econômica, rápida e saudável).

Mas, sem ciclovias, há enormes riscos aos ciclistas. Acidentes graves são comuns, infelizmente.

Atualmente, aumentou em muito o número de bicicletas circulando em Bragança (e em todo país). A maioria dos municípios brasileiros (médios e grandes) tem ciclovias implantadas. Bragança está atrasada, e muito, em relação a isso. Esperamos que esse movimento dos ciclistas (Ciclistas de Bragança, Equipe MTBB Bragança Paulista, Projeto Ciclismo Social, Speed Bragança, Lulu Bikers e BragBikers) receba a devida atenção da prefeitura.

 

8 – Colunista do BJD

 

         Jésus Flávio Fanucci Bueno foi um homem íntegro, capaz, participante dos temas sociais, jornalista, professor e trabalhou várias vezes na administração pública. Fará falta não só aos amigos e familiares, mas também à nossa comunidade.

 

9 – Estradas

 

         Mais uma morte esta semana em grave acidente na estrada Bragança Itatiba.

O governo do estado anuncia diversas obras e ampliações em estradas paulistas (vemos em anúncios na mídia).

A nossa região continua só com promessas, e instalações de radares nas rodovias.

 

10 – Rápidas

 

         1 – Está baixando o nível da represa. A Jaguari – Jacareí está com 50,7% da sua capacidade. Ano passado o índice era 69,5% na mesma data. Preocupante. Com a época de inverno (poucas chuvas) chegando, podemos ter uma represa muito baixa por volta de julho e agosto.

 

2 – Centro de Convenções continua sendo uma necessidade em nosso município. Enquanto não existe, nossos ginásios de esportes são utilizados para outras atividades não esportivas, e são danificados.

 

11 – Folclore: lugar errado… hora errada

 

         Um amigo meu comprou convite para uma festa de faculdade numa casa de campo, à beira da piscina.

Chegou cedo, às 22 horas, que era a hora anunciada no convite e a festa ainda nem tinha começado. Tinha duas garotas que ele não conhecia, arrumando as mesas.

Ele sentou-se à beira da piscina e de repente entra um cara e começa a discutir aos gritos com uma das garotas, e começa a agredi-la.

A outra menina olha pro meu amigo como quem diz: “faça alguma coisa” e ele foi tentar acalmar o rapaz. O cara o recebeu com um empurrão e um soco. Meu amigo (treinava boxe) derrubou o agressor com um cruzado no queixo. Resultado, acabou (sem ter começado) a festa para os quatro. Foram todos para a delegacia e o diálogo do meu amigo com o investigador de plantão foi inesquecível.

O Senhor bateu nele por quê?

         Ele estava batendo na garota, eu fui acalmar e ele me atacou.

         A garota era sua namorada?

         Não… eu nunca tinha visto ela, ele e nem a outra que é a testemunha.