Colunistas

Clube tradicional

publicado em 18 de agosto de 2018 - Por Marcus Valle

O tradicionalíssimo Clube Literário tem apenas 40 sócios pagantes. Caso não haja uma ação no sentido de ajudá-lo, corre o risco de ter sua situação ainda mais agravada. Não estamos falando de dinheiro público, mas sim de uma mobilização.

2 – Suspensões

Nesta legislatura tivemos quatro sessões suspensas em virtude de falecimento de familiares de vereadores e de ex-vereadores. Essa “homenagem” hoje em dia é incabível. Melhor seria fazer menção ao homenageado, com minuto de silêncio.

3 – Suspensão de sessão

Antes, a lei garantia a suspensão da sessão da Câmara para homenagear qualquer figura importante para a sociedade. Antigamente suspendia-se a sessão para homenagear Brizola, Enéas, comerciantes da cidade, enfim, era uma banalização total. Consegui fazer uma lei reduzindo “essas homenagens” que suspendiam as sessões. Hoje, temos que mudar as normas atuais.

4 – Bragança Jornal cobrando: reforçamos

O Bragança Jornal já publicou e vários vereadores (Tião do Fórum e Marcus Valle) já se manifestaram sobre reclamação justíssima dos moradores do Jardim Vista Alegre, sobre o perigo no acesso ao bairro. Requerem lombadas entre as entradas do bairro para oferecer maior segurança aos usuários, pois atualmente ocorrem vários acidentes no local.

Esta semana, moradores, acompanhados da Sra. Maria Nilce, se reuniram conosco e solicitaram, além das lombadas, iluminação do trecho, assim como rondas policiais, devido a assaltos que ocorrem no local.

Estamos encaminhando abaixo-assinado dos moradores pedindo providências urgentes junto à Prefeitura e ao DER (Departamento de Estrada de Rodagem).

5 – Licença gera discussão

A licença do prefeito por 60 dias foi aprovada pela Câmara, mas gerou enorme discussão e desconforto entre os vereadores. Ao que tudo indica ele está tratando da saúde, mas algum “gênio”, para disfarçar o fato, pediu para o líder do prefeito, Paulo Mario, dizer que ele ia se afastar para coordenar a campanha do Edmir.

Aí a coisa complicou, pois se assim fosse, seria um absurdo ele se afastar mais uma vez, deixando a cidade com tantos problemas. Beth Chedid desmentiu a versão que o líder (jogado no fogo) transmitiu, e após mais de uma hora de discussão, a licença foi aprovada.

6 – Capivaras

Em 2011, tivemos uma grande polêmica no município. Centenas de capivaras viviam e se multiplicavam nos lagos da zona sul (Taboão, Santa Helena e dos Padres). Havia justo receio de contaminação pelo “carrapato estrela”, que pode transmitir febre maculosa. O IBAMA autorizou que elas fossem mortas, abatidas (chamada caça de controle). Em Campinas e outros municípios elas foram mortas.

Aqui, nós não concordamos em matá-las. Comunicamos o Ministério Público Federal (Dr. Ricardo Nakahira) e junto com a Prefeitura, foi movida uma ação judicial, que autorizou que elas fossem capturadas e soltas na natureza (mais de 100 capivaras foram levadas para um parque em Jales).

O juiz federal, na sentença, já autorizou que todos os casos futuros de capivaras nesses locais, permitam a sua imediata captura (sem matar) e posterior liberação em locais naturais e não urbanos.

7 – Associação reclama da demora

Atualmente, temos dezenas de capivaras vivendo no lago da Fazenda Santa Helena (Portal de Bragança), e do Taboão.

Moradores do loteamento Portal de Bragança, através de sua associação, reuniram-se na semana passada comigo e com a vereadora Fabiana Alessandri, demonstrando preocupação e inconformismo com a demora em remover as capivaras do condomínio (são mais de 60 e há infestação de carrapatos). Eles se dispõem a ajudar de diversas formas e até com a compra da roupa de proteção aos veterinários, e reclamam da enorme demora e da burocracia para a tomada de providências.

Assim como eu e a Fabiana, que reiteramos na Câmara pedidos de providências, outros vereadores (Gabriel, por exemplo) têm insistido na necessidade de se remover (sem matar – hoje lei paulista proíbe até a caça de controle) as capivaras para locais naturais. É preciso fazer algo rápido, contornando a enorme burocracia exigida, que dificulta a ação da Secretaria do Meio Ambiente.

8 – Nunca vi minha cidade tão…engarrafada

Confusão total no trânsito. Engarrafamentos em diversos pontos. Piorou muito a situação. Se antes era ruim, agora é péssimo.

Vereadores são cobrados todos os dias. Inclusive os do grupo do prefeito estão sendo massacrados. Para a oposição também há muitas críticas. O duro é que não vejo perspectiva de melhora a curto prazo.

Quatro vereadores “desceram a lenha” na situação do trânsito na última sessão da Câmara: Quique Brown, Marcus Valle, Claudio Moreno e João Carlos Carvalho.

9 – Função do Executivo

Assim como eu, que há mais de 30 anos me frustro por não conseguir que os prefeitos implantassem uma ciclovia em Bragança (é função do Executivo), o deputado Edmir Chedid deve se sentir frustrado em ver que não se duplica as estradas Bragança – Socorro, Bragança – Itatiba e Bragança – Amparo, tantas vezes prometidas pelos governadores do estado.

10 – Folclore: parcimonioso

Eu tenho um conhecido que é muito parcimonioso, traduzindo, “pão duro”.

Ele costuma fazer aqueles cálculos torturantes, tipo: “nossa, eu rasguei a calça, e perdi 200 reais; ou, deixei de comer um filé que custava 40” (e sofre).

Certo dia ele veio com sua esposa a Bragança, e um amigo os levou a um restaurante de rodízio de carnes. No começo ele ficou contente… achou que o amigo ia pagar… mas ao chegar no local, percebeu que não.

A esposa dele foi ao buffet e pegou maionese e arroz; ele nada pegou, nem um grão de arroz. Depois, o garçom ofereceu uma coxa de frango e ela aceitou, nisso ele já olhou torto.

Daí passou de novo o garçom e ela pegou um pedaço de linguiça. Foi a gota d’água.

Bravo, ele falou no ouvido dela:
– Poxa… to pagando R$ 90 por pessoa, não coma frango e linguiça… espera vir carnes mais caras.