Colunistas

Chiquinha Gonzaga – (1835-1947)

publicado em 15 de junho de 2018 - Por Odila Baisi

Completou-se em 2017 os 170 anos de nascimento de Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga, nascida no Rio de Janeiro em 17 de Outubro de 1835.

Foi pianista, compositora, concertista e maestrina. Feminista, na vanguarda dos costumes, teve a iniciativa de levantar publicamente uma série de bandeiras, enfrentando a opinião pública com altivez e decisão. Ocupou um lugar de destaque na história da música popular brasileira compondo cerca de 2000 músicas.

Desde o primeiro contato com o piano, Chiquinha teve uma relação muito séria com a música que arrastou por toda sua vida lhe dando notoriedade e sucesso, mas também muitos dissabores e desilusões. A música foi a grande paixão de sua vida. Cresceu ouvindo maxixes, valsas, polcas, modinhas e outros ritmos da época. Em casa, ficava horas estudando piano e aprendia inúmeras canções.

Mais tarde, já com experiência, tocava em festas familiares e conquistava admiração de todos que tinham a oportunidade de apreciar seu talento. A paixão pela música lhe trouxe contrariedades, dissabores e críticas contundentes. Para defender sua liberdade, enfrentou situações delicadas e constrangedoras e também humilhações por parte da sociedade. Enfrentou e finalmente venceu o preconceito contra a atividade de uma mulher musicista.

Conviveu intensamente com os círculos musicais da cidade, foi admirada pelos músicos e artistas, e com esse convívio ampliou sua formação musical. Conheceu músicos famosos, como o flautista Joaquim Antonio da Silva Callado, que a influenciou decisivamente na sua carreira. Ele fazia parte das rodas de choro do Rio de Janeiro.