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Centro: se deteriorando

publicado em 23 de março de 2019 - Por Marcus Valle

Centro de Bragança está se deteriorando. Durante a noite, o abandono é total. São poucas residências, e o comércio está fechado. Danos e furtos são comuns.

2- Praças centrais

As praças centrais Raul Leme, José Bonifácio e do Rosário deixam muito a desejar no que se refere a limpeza. Muitas reclamações, e nenhuma providência.

3- Clube histórico: 125 anos

O Clube Literário e Recreativo tem um prédio histórico, muito bonito e existe (desde 1894) há 125 anos. Hoje conta com apenas 40 sócios pagantes e sobrevive de aluguel de um prédio onde funciona a lanchonete Kanguroo.
Não tem mais sauna, tem 1 piscina 25×12,5m (semiolímpica), bar, salão de festas, espaço para lanchonete e sala de snooker. A Prefeitura poderia fazer convênio para utilizar a piscina, o que ajudaria a sobrevivência do Clube.

4- Até esta semana

Há algumas semanas, mais de 20 dias, uma tempestade com vento derrubou diversas árvores na região do Taboão, margens do lago e ruas próximas.

Na Rua Teixeira, próximo à Pizzaria Razera, até 4º feira os enormes galhos e os troncos continuavam caídos na calçada. Péssima conservação de ruas nesse caso.

5- Árvores em risco

Sou total defensor da flora e sua conservação. No entanto, a arborização deve ser organizada (espécies, longe de fiação, que não causem danos etc). Tendo em vista as últimas tempestades com quedas de muitas árvores, seria fundamental que fosse realizado um inventário, com vistoria nas grandes árvores das vias públicas e praças. Somente as que causem comprovados riscos devem ser removidas, mas sempre substituídas.

6- Dica de livro

Li “Subcidadania Brasileira”, do sociólogo (bacharel em direito e psicanalista) Jessé Souza, que discorre sobre a formação do povo brasileiro, seus hábitos e sua cultura. Ele contesta as teorias tradicionais de Gilberto Freire e Sergio Buarque de Holanda sobre a “herança portuguesa”. A editora é a LeVA, o livro tem 285 páginas, e a linguagem é difícil e acadêmica. Mas é interessante.

7- Dica de filme

Embora muito pesado, o filme “Animais Noturnos” é interessante. Tem como foco três historias, e como centro, dois personagens: um escritor desprezado pela sua namorada rica, a moça que fez um casamento infeliz, e a história do livro perturbador do escritor após a separação do casal. É um ótimo filme, bem concatenado, mas triste, até perturbador.

8- Desconsiderações no estádio

Hoje em dia é triste a forma como tratam os torcedores num estádio de futebol. Na terça feira, às 21horas e 30minutos, fui assistir o jogo Atibaia X Portuguesa no estádio do Bragantino. A torcida do Atibaia (clube mandante), cerca de 800 pessoas teve a arquibancada coberta liberada quando iniciou uma fortíssima chuva. Já a torcida da Portuguesa, onde eu estava (cerca de 70 pessoas), não teve liberada para si uma arquibancada coberta (que ficou vazia). Eu comprei outro ingresso e me sentei com a turma do Atibaia.

Outros foram embora. A maioria ficou na chuva. Por isso é que cada vez, vai menos gente aos estádios.

9-Reclamação justa

Associação do Jardim Santa Helena reclama da prefeitura em relação a problemas crônicos do local: sujeira e mato nos canteiros centrais, buracos nas ruas, deficiência na iluminação pública em vários pontos. Há também o excesso de velocidade nas ruas principais.

10- Projeto relativo a fogos de estampido

Muita gente presente na audiência pública sobre nosso (Bete Chedid e Marcus Valle) projeto que proíbe a soltura de fogos e rojões barulhentos no município (não inclui os luminosos, de menor poluição sonora). Presentes, apoiando, entidades de defesa dos Autistas, CONDEMA, OAB, entidades de proteção animal e populares. Contrapondo o projeto, a entidade ligada a fabricante, comerciantes e prestadores de serviço no ramo. Brevemente o projeto será votado.

11- Folclore:

Contam que na década de 70 ou 80, uma caravana de Prefeitos de Minas Gerais, foi ao palácio do governo em Belo Horizonte, para uma reunião com o governador.

Na antessala, a secretária os recebeu e mandou servir café a todos. Um deles, bem simples, quando o garçom foi colocar açúcar disse: Não, não … Sem açúcar.

A secretária para puxar conversa, perguntou:
O senhor é diabético? Ele respondeu na hora… não…não…sou prefeito e comerciante.