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Cadê o incentivo, o espaço, a visibilidade que a prefeitura dá para os agricultores orgânicos e para os criadores de animais longe dos hormônios?

publicado em 18 de janeiro de 2020 - Por Dirce Guimarães

Um assunto que praticamente passa batido, e é uma questão vital: segurança alimentar. Esse assunto deve estar presente em toda cadeia alimentar.

Pois é, mas a ganância desenfreada dos grandes empresários que atuam no agronegócio, é que eles só enxergam a produção, não importam os meios. Estamos assistindo neste atual governo o aumento e a liberação de agrotóxicos antes proibidos, com a finalidade única e exclusiva de multiplicar a produção e consequentemente a renda. Pelo o que lemos, ouvimos e vemos, corremos o risco de que esse envenenamento chamado de “homeopático” por muitos, tragam ou já estejam trazendo consequências sérias para a vida animal e vegetal.

Em resumo: para o Planeta. E chamam isso de progresso, de tecnologia avançada. E nós vamos continuar buscando comprar os tubérculos, as frutas, os legumes “obesos”, “inchados” de agrotóxicos. E ainda exclamamos: Nossa! Como estão bonitos!!! A agricultura orgânica, natural, é olhada de escanteio. É a cultura da quantia e não da qualidade.

CADÊ O INCENTIVO, O ESPAÇO, A VISIBILIDADE QUE A PREFEITURA DÁ PARA OS AGRICULTORES ORGÂNICOS E PARA OS CRIADORES DE ANIMAIS LONGE DOS HORMÔNIOS?

Nenhum. Tudo é muito tímido. Tudo é muito acanhado. O que faz a Secretaria Municipal de Agronegócios? Cadê o incentivo para que se cultivem as hortas domiciliares, para que não se impermeabilizem os quintais das casas? Cadê a realização de reuniões, de cursos que ensinem a lavra da terra, o plantio de alimentos? Cadê a distribuição de sementes e o acompanhamento da germinação? Cadê a agricultura familiar difundida na Zona Rural? Cadê a grade curricular das nossas Escolas, enriquecida com o assunto “produção de alimentos”?

PARECE QUE GOSTAMOS DO “CADÊ” E CONTINUAMOS COM ELE

Cadê as obras das Praças Centrais “José Bonifácio” e “Raul Leme” noticiadas em 12/01/2018 neste Jornal. Completou dois anos. “Obras nas praças centrais estão concentradas no pergolado. O projeto ainda comtempla: instalação de novos bancos, limpeza geral, colocação de grama e arbustos, troca de postes de iluminação, revitalização dos canteiros e do piso de mosaico português danificado”.

As nossas praças centrais estão asquerosas, o rejunte do piso está feito com sujeiras acumuladas. Não dá para reservar a água da chuva e já que não se faz a reforma licitada das praças, que pelo menos traga uns caminhões pipa e faça a sua lavagem. A população está desconhecendo o Prefeito Jesus. Será que passou o “tempo” ou a sua assessoria é muito ruim? Plagiar o Boris: “Isso é uma vergonha”.

Cadê a implantação das duas passarelas metálicas na via Bragança/Socorro para darem segurança aos pedestres que atravessam a pista? Isso foi prometido em 08/5/2019 com todo o aparato, nos locais em que seriam instaladas, com as presenças dos “prometedores” nobres Vereadores: Mário B. Silva, Rita Leme, Fabiana, Ditinho, Cláudio Moreno, Beth, Sidney, Gabriel. Todos com direito a foto, pose, sorriso, disputa de lugar. Pois é. Cadê? A caldeira esfriou? E este ano é ano de eleição, de reeleição. Como justificar o injustificável?

Cadê a construção do Mercado Municipal da Zona Norte? Com a resposta o Vereador Mário B. Silva: Já completou dois anos o seu anúncio? A sua verba de R$4 milhões está aplicada? Qual o rendimento? Vale a pena esperar pelo ano eleitoral? Ou ficaremos só na ameaça de construir? Bem, em ano eleitoral podem acontecer milagres. Que não sejam promessas de milagres. Podem acreditar: os eleitores bragantinos estão politizados, não aceitam mais enganação. Já deram mostras na última eleição.

Cadê “os finalmentes” ou no que deu? “Supremo Tribunal Federal julga inconstitucional aumento dos salários de vereadores em 2014”. Pois é, será que é só aqui no Brasil que existe um punhado de leis para não serem cumpridas e para depois serem contestadas sob a batuta da patinação por longos anos e com longos períodos de férias, até chegarem no topo, encontrando alguns dos entes já passados?
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