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Cabelos

publicado em 30 de junho de 2018 - Por Marilene Glaber

Cabelus, cabelorum, cabeli.

E a língua morta ressuscitou.

Meu marido herdou da irmã dele; só fala disso: que o meu cabelo está despenteado, que eu reparti do lado errado e por aí vai. Até ressuscitei o latim que estava enterrado.

Eu lá vou me preocupar com cabelo? Lavo, enxugo, sacudo e pronto; fico gira, que em Portugal quer dizer bonita.
Já virei poliglota. Dio mio, quantos idiomas por causa de cabelo.

Mon Dieu. Olhem aí mais um idioma. Já falei em português do Brasil, de Portugal, em francês. My God. Eis o inglês.
Fartava o caipirês, que já chegou também. Falá proceis meus fio; num tô creditano. Se oceis num ficá do meu lado, num sei não.

Voltando aos cabelos, vou deixá-los crescer pra ver se ficam parecidos com os da filha de uma amiga minha: louros, ondulados e lindos.

Meu marido disse que eu sempre o coloco no meio do que escrevo. Vou colocar quem?

Agora, pra variar, estou coçando a cabeça.

Vou coçar o que? Me digam.


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