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Assunto polêmico

publicado em 14 de setembro de 2019 - Por Marcus Valle

Discussão antiga que se torna cada vez mais constante é a questão do Aeroporto e Aeroclube (escola de pilotos), e de moradores e ocupantes dos bairros vizinhos, que reclamam de riscos e principalmente da poluição sonora. O Aeroporto e Aeroclube alegam o princípio da anterioridade (se instalaram antes), e os reclamantes alegam que não são obrigados a suportar a poluição sonora (e os riscos) já que tal princípio não é absoluto.

De um lado temos, além do Aeroporto, o Aeroclube que é uma escola de pilotos muito conceituada, e de outro, vários bairros residenciais, universidade e hospital.

2 – Conciliar interesses

Em que pesem discussões semelhantes em vários locais do país (Congonhas, por exemplo) e de ações judiciais existentes, entendemos que possam se tentar medidas para minimizar os problemas, até uma resolução definitiva que é difícil e demorada (transferência do aeroporto).

Haveria como alterar alguns horários ou altura de voos? Existem equipamentos (viáveis técnica e economicamente) para instalar nas aeronaves para reduzir o barulho?

Seria bom um diálogo e alternativas.

3 – Vegetação ciliar

Registramos nessa coluna nossas dúvidas sobre a limpeza que a Prefeitura faz nas margens do ribeirão Lavapés (após o Bosque dos Eucaliptos), onde foi retirada toda a vegetação ciliar. Nessa semana, segunda-feira, nos reunimos com vários Secretários Municipais (Jurídico, Obras, Meio Ambiente, Serviços e Gabinete) Dr. Tiago, André, Alex, Anizinho, Darwin e Lisa Sanchez, onde eles nos informaram que tinham autorização para a limpeza, retiraram muito lixo das aguas e vão replantar a vegetação nas margens para evitar erosão. Pretendem obter verbas e autorização para construir calha no rio.

4 – Na saúde

No que se refere à área de saúde do município, dois fatos repercutiram muito mal:

1 – A exoneração da Tânia Clemente;

2 – A rejeição do projeto que daria maior transparência aos atendimentos, divulgando a lista das pessoas, o que dificultaria eventuais casos de fura filas, ou insinuações sobre pretensas ocorrências.

Duas decisões políticas, e não técnicas… infelizes. Uma pena.

5 – Barcos no lago

Muita gente nos pergunta por que a Prefeitura não autoriza a locação de pedalinhos, caiaques, stand up e barcos a remo no Lago do Taboão. Aliás, já há empresários interessados em explorar esse tipo de serviço, com a contraprestação de conservar a vegetação do lago em todo seu entorno.

A lei 4.425/14, de minha autoria, permite que se usem embarcações sem motor, com colete salva vidas. Proíbe nadar. Vale para todos os lagos urbanos.

6 – Problemas crônicos e soluções

1 – Depois de mais de dois anos de reclamações sobre um tapume, que invadia mais da metade da calçada ao lado do Vitrine do Lago, parece que tomaram providências. Ufa… demorou.

2 – E o famoso cruzamento entre a XV de Dezembro com a Rua Rinzo Aoki, em frente ao campo de futebol do Tanque do Moinho, parece que vai virar rotatória. Será? Tomara!

3 – E os Ginásios de Esportes que vivem danificados, pois são usados indevidamente (comércio, exposições, reuniões religiosas etc.). Quando vão resolver isso? Quando será construído um Centro de Convenções?

4 – E a rotatória do Habib´s? Até quando vai ficar assim? Está muito sobrecarregada com as últimas mudanças realizadas no trânsito. Reflexos em vários locais. Algo precisa ser feito com urgência.

7 – Assustador

Impressionante e assustador. No Brasil, morrem mais policiais por suicídio, do que em enfrentamentos.
Motivos: estresse, baixos salários, pressão, falta de incentivos etc.

8 – Folclore: “seguiu para se desculpar”

Conta o Daphinis, que quando morava em Ribeirão Preto, tinha um vizinho fortíssimo, chamado Paulo. Ele tinha quase dois metros de altura, pesava uns 130 kg e era mestre em artes marciais, mas muito calmo.

Certa vez, o Paulo comprou um carro novo, e “meio barbeiro”, sem querer fechou um caminhão na estrada. O caminhoneiro xingou, esbravejou e ele levantou as mãos pedindo desculpas. O motorista do caminhão continuou seguindo o carro, buzinando freneticamente e fazendo sinal pra ele parar.

Daí, ele parou. O caminhão parou atrás e o motorista desceu andando rapidamente em direção ao carro. Nisso, o Paulo, também desceu. Quando o motorista do caminhão o viu, disse:

– Eu estava insistindo para o senhor parar, porque queria pedir desculpas. Eu não ia dormir direito se não fizesse isso.