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Aprendendo a reconhecer e proteger sua comunidade dos riscos de desastres naturais

publicado em 28 de julho de 2020 - Por Ambiente em Pauta

Risco pode ser conceituado de diversas maneiras e atravessa nossa vida de diferentes formas. A percepção dos riscos a que estamos expostos variou ao longo da história, pode ser diferente com mudança de ambientes a que estamos expostos, varia também conforme a multiplicidade de culturas e sociedades.

Quando o tema é desastre, geralmente relacionamos a destruição, seja de qual origem for (desastres tecnológicos, naturais, biológicos, etc.). Um desastre traz perdas e danos às pessoas, ao meio ambiente (fontes de alimentação, água, saúde) e à infraestrutura (moradias, transportes, redes de comunicação), devido ao impacto de um perigo que ultrapassa a capacidade local de responder e atender às consequências (CEMADEN).

O CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) possui um setor voltado à Educação, que lançou neste ano de 2020 o Programa Aprender para Prevenir. O Programa conta com diversos parceiros e tem como foco uma campanha para dar visibilidade e incentivar uma cultura de percepção de riscos de desastres e vulnerabilidades nas localidades, pelas próprias comunidades. Os agentes sociais que podem participar são as escolas do ensino básico, defesas civis, Universidades, institutos e, devido ao desastre biológico do coronavírus, passa a contar com o Programa Saúde da Família e Vigilância Epidemiológica.

No último dia 23 de julho de 2020, ocorreu um dos webinários que estão associados a diversas frentes de ações do Programa Aprender para Prevenir do CEMADEN Educação. Neste encontro, Sergio Luiz Damiati (Secretaria de Estado da Educação – SEDUC/SP), Anderson Sato (IE-UFF Angra dos Reis/RJ) e Marcos Sorrentino (ESALQ/USP-Piracicaba/SP) demonstraram pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e referências da educação no Estado de São Paulo, a rica possibilidade de abordagem de projetos, disciplinas eletivas, atividades que usem a Redução de Riscos de Desastres (RDD) como tema transversal e articulador do conhecimento com a realidade das comunidades locais.

Os professores apresentaram estudos de caso de sucesso, demonstrando o cenário atual e a pertinência do uso da educação ambiental para desenvolvimento da percepção dos múltiplos riscos a que estão sujeitas as diferentes populações. Saber reconhecer os riscos de desastres naturais e compreender as melhores formas de agir em situações de desastre pode ser um diferencial imenso para tornar nossas cidades menos vulneráveis.

Se sua escola, a defesa civil de sua cidade ou instituição tiverem interesse em participar da campanha que será realizada a distância #AprenderParaPrevenir do CEMADEN, inscreva sua equipe, participe! Aqui tem o link com instruções: http://educacao.cemaden.gov.br/aprenderparaprevenir2020 aba inscrição .

Contribuição de Patrícia Martinelli, Geógrafa, integrante do Coletivo Socioambiental e Associação Bragança Mais