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Ano Covid-19, ano para reafirmar que os menos favorecidos em bens sociais são os mais favorecidos no contágio com o vírus. Até ele é injusto!

publicado em 3 de outubro de 2020 - Por Dirce Guimarães

Quarto e último trimestre do ano Covid-19. Vivemos no mundo das siglas: Co: de corona, vi: de vírus,d:de de, 19: de 2019. Esse vírus completará um ano de permanência pandêmica em dezembro.

Que venha a vacina para estancar a sua caminhada. Será que não se descobre uma vacina para eliminar para sempre a ganância que é a mãe da corrupção, a mãe da injustiça social, a mãe das desavenças familiares, a mãe da concentração de bens sem se importar com a origem: roubo, apropriação indébita, falcatrua?

A ganância é o mal do mundo, ela blinda a sensibilidade, ela traz doenças, ela deprime, ela circunscreve, ela mata, ela fere, ela cega, ela tira a alegria de viver. Ah! Se ela tivesse um lugarzinho no caixão do ganancioso, ela pararia de se multiplicar, deixaria de ser vitalícia. E quem é a mãe da ganância? A mãe da ganância é o “deus dinheiro”. E quem é o “deus dinheiro”? É aquele que dá “o Poder terreno”, mas que sucumbe com a morte. Dá para refletir, não é?

CONSTRUÇÕES DE PRÉDIOS ESCOLARES PELA PREFEITURA MUNICIPAL.”PARECEM FEITOS DE PAPELÃO” OUVI E ATÉ CONCORDEI

Esta notícia do dia 01/10/2020 publicada neste jornal veio a calhar: “Prefeitura entrega duas escolas reformadas”. Costumamos dar conotações distintas para os vocábulos: “escola” refere-se a instituição educacional; e “prédio escolar” o espaço físico onde a escola será instalada. Então, reformar “escolas” municipais, enquanto instituição, de fato, elas estão precisando.

A pandemia está dando provas de sobra de que as escolas precisam se inovar. A Municipalização do Ensino deu abertura para que a Prefeitura, através da sua Secretaria Municipal de Educação, apresente seus Planos, seus Planejamentos, seus Projetos Educacionais Avançados que respondam às necessidades do mundo atual. Não é isso que estamos vendo.

Continuamos lá atrás. Onde estão as nossas Escolas Municipais com suas “salas ambientes” em prédios construídos para esse fim? Onde estão as nossas escolas que respeitam a vocação dos alunos e dão a oportunidade para que eles desenvolvam as suas potencialidades? O mundo está diversificado, está extremamente especializado.

O aluno precisa sair preparado, pronto para assumir os desafios e não ficar patinando. Essa educação inovadora começa no momento que a criança entra na escola. É a educação para a cidadania, para uma vida social inclusiva, coletiva, fraterna. Isso está sendo praticado? O mobiliário se inovou? Os eletrônicos estão nas escolas?

VOLTEMOS PARA A NOSSA CONVERSA PROPOSTA: CONSTRUÇÃO DE PRÉDIOS ESCOLARES MUNICIPAIS

Leiam a notícia do dia 01/10/2020, ela relata a reforma executada em dois prédios escolares municipais. Sem entrarmos em detalhes, essa descrição do que foi feito, nos dá um quadro real da fragilidade das construções dos Prédios Escolares feitos pela Prefeitura.

É quase certo que nenhum dos prédios tem colunas e vigas de concreto que lhe deem segurança estrutural. Será que pelo menos todos estão assentados em baldrames com ligas de aço? Um Prédio Escolar não pode ser feito com material descartável, que a cada dois, três anos, tem que ser feita a troca de pisos, portas, fechaduras, rede hidráulica, rede elétrica, telhado, calhas, rufos, louças sanitárias, armários e pias de cozinha etc. etc. etc. Se o Prefeito, o Vice, o Secretário Municipal de Educação estufam o peito para numerar o quanto, no dizer deles, de “escolas reformadas” na atual gestão, eles estão dando um testemunho vivo das suas incompetências, do mal uso do dinheiro público, estão provando que Educação para eles é assunto de 3ª categoria.

Mais uma prova desse desperdício de material de construção: já tivemos Prédios Escolares com telhados quase desabando na cabeça dos alunos, muros ruindo, rebocos esfarelando, vitrôs basculantes que não fecham etc. etc. Isso tudo é produto de material descartável usado nas construções. Será que o uso de material descartável consta no memorial descritivo da obra? Não houve fiscalização da construção, nem por parte do Executivo, nem do Legislativo e nem dos Conselheiros do Conselho Municipal de Educação?

Usar o dinheiro público é muito fácil. Pois é, quando é que se noticiou que aquelas escolas que nomeamos na Conversa anterior, que seus prédios precisam de manutenção geral? São feitas quando muito uma pintura e alguma manutenção. São prédios construídos para resistir ao tempo, para suportar milhares de pisadas diárias, o abre e fecha das maçanetas das portas, das torneiras, das descargas sanitárias etc. etc.

Para isso, seus contrapisos não podem ter economia de pedra e cimento e seus pisos precisam ser de 1ª linha para durar anos a fio assim como os demais materiais. Será que as atuais reformas obedeceram esses critérios de durabilidade? Ou refletem o velho ditado: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”? Quanta custa para nós, que somos os pagantes finais dessas construções? Vamos somar o custo inicial licitado, mais as reformas, reformas e reformas, teríamos um prédio marmorizado, quem sabe aos moldes do prédio antigo do Instituto de Educação “Caetano de Campos” na Praça da República em São Paulo. Conheçam e maravilhem-se com ele. Hoje está instalada nele a Secretaria de Estado da Educação.

Pois é, não sabemos se é bom ou ruim: O brasileiro é muito esperançoso. Quem sabe na próxima gestão municipal teremos a 1ª Escola com salas ambiente, instalada num prédio de construção sólida, onde os alunos entrarão felizes e sairão realizados, onde os professores serão reconhecidos e valorizados como os Mestres do Saber, onde a Direção aponta a luz do caminho a seguir, onde os funcionários dão o tão necessário respaldo para que a Educação aconteça. E os pais? Ah! Esses trarão seus filhos preparados para se tornarem cidadãs e cidadãos do mundo. E a comunidade? Sobeja a ela noção de pertencimento da sua Escola, por isso ela aplaude, respeita e zela por esse espaço físico/cultural.

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !