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Acabou a Festa

publicado em 11 de maio de 2019 - Por 3

Acabou a Festa do Peão. Como sempre, a parte de lazer foi um sucesso, boa fatia da população adora. Esse ano, a empresa organizadora foi melhor que a dos anos anteriores (incluindo a segurança). Mas, como sempre, a economia do município foi ‘sangrada’. Saiu mais dinheiro do que entrou em Bragança.

2 – Equipamentos adquiridos

Foi bom a Prefeitura adquirir novos equipamentos para pavimentação e conservação da cidade, mas essa antiquada prática de propaganda, de deixar os veículos e equipamentos expostos no Lago do Taboão, nas ruas e até no recinto da Festa do Peão gera críticas (as vezes até exageradas) de que os problemas continuam, mas não estão sendo enfrentados com a urgência devida.

3 – Cemitérios

Hoje se debate muito, como alternativa aos cemitérios horizontais (que poluem o solo e as águas subterrâneas), os crematórios e os cemitérios verticais.

A legislação a respeito dos cemitérios no Brasil, que coletamos, são: Resolução CONAMA 335/2003 e 368/2006 e Resolução CONSEMA 119/2017. A cremação tem algumas restrições de ordem cultural e religiosa. Há interessados em implantar esses serviços em Bragança. Vereadores Gabriel e dr. Claudio levaram o assunto ao legislativo local.

4 – Crematório de animais

Em relação a animais, já existe um crematório funcionando no município. Evidentemente, os animais atirados no lixo ou enterrados geram poluição do solo e das águas. O custo ainda é inacessível aos mais pobres, mas a tendência é reduzir conforme aumentarem as adesões.

5 – De novo

São constantes os furtos na ‘Casas Bahia’, localizada na Avenida Pires Pimentel. É impressionante. Isso gera total insegurança a investimentos no município.

6 – Direito Penal: roubo é mais grave

É comum às pessoas dizerem “fui roubada”. Na verdade usam esse termo popularmente para crimes contra o patrimônio (roubo, furto, estelionato, apropriação indébita, etc.).

Roubo é o assalto, a subtração de objetos móveis ou dinheiro sob ameaça ou violência (artigo 157 do Código Penal).
Esse crime (roubo) é mais grave que o furto (subtração sem violência ou ameaça) onde alguém, por exemplo, entra numa casa onde não há ninguém e leva uma bicicleta (artigo 155 do Código Penal). Já o estelionato (artigo 171 do Código Penal) é o golpe, quando a pessoa é tapeada e entrega dinheiro ou objeto (compra algo que não existe, por exemplo).

A apropriação indébita (artigo 168 do Código Penal) é quando a pessoa se apropria de algo que não é seu e lhe foi entregue (advogado que retira dinheiro de cliente no processo e não entrega, por exemplo).

7 – Represas

Com as últimas chuvas a nossa represa (Sistema Cantareira) está com bom nível para a época (63,47%). Por falar em represas, com os últimos acontecimentos de rompimentos de barragens, causando tragédias terríveis, procuramos oficiar as autoridades da região, sobre lagos e represas de nosso território. Recebemos respostas de que elas estão monitoradas e em segurança.

8 – Conservação no Lago do Taboão

Falta colocar recipientes de lixo nas margens do Lago do Taboão. Também sempre que possível, com um barco, retirar lixo (garrafas, copos, cocos, plásticos, etc.) das águas. Cortar o mato com frequência também é necessário. Um relógio com marcador de temperatura seria legal.

9 – Agrotóxicos

Uso indevido de agrotóxicos tem causado sérios problemas de poluição em nosso país. Isso também gera comprometimento a alimentos e saúde pública. Até mesmo em Bonito (MS), que vive do turismo ecológico, os rios foram comprometidos. Algo precisa ser feito nas esferas nacional, estaduais e municipais.

10 – Rápidas

1 – Projeto de lei 38/2018 (de autoria dos vereadores Beth Chedid e Marcus Valle), que proíbe a utilização de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos que causem poluição sonora, foi aprovado em primeiro turno por 14 x 4. A votação do segundo turno será na próxima terça feira, e seria bom a presença do público para acompanhar.

2 – Continuamos insistindo: o trânsito não pode ficar como está. Ninguém suporta os engarrafamentos constantes no Taboão, Imigrantes, Plínio Salgado, Pires Pimentel e outras vias onde se reflete o problema. Algo tem que ser feito urgente.

11 – Folclore: enxada especial

O Plantão dos Vereadores se destina a um atendimento direto ao público. Normalmente, pessoas aparecem para apresentar reclamações, orientações e sugestões, o que é o verdadeiro objetivo. Mas há muitos que comparecem para fazer pedidos pessoais (empregos, nomeações, pedido para pagamento de conta de água, luz, recarga de celular, ajuda financeira, etc.), enfim, coisas que estão fora do objetivo ou são ilegais. Alguns pedidos são inusitados, absurdos e até ‘criativos’. Certa vez, apareceu um rapaz com uma enxada na mão (sem o cabo), dizendo que queria trabalhar, mas não podia. Pediu 40 reais para comprar o cabo. Eu fingi que acreditei, e disse:
– que sorte a sua… eu tenho um cabo lá em casa… vou pedir para buscar pra você.

Daí, ele argumentou:
– mas o cabo pode não servir nessa enxada.

Novamente resolvi a questão:
– mas eu tenho uma enxada completa sobrando.

Ele respondeu:
– eu só trabalho com essa enxada.
E foi embora… bravo!