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A Evolução do Cinema e a Música

publicado em 14 de fevereiro de 2019 - Por Odila Baisi

O cinema surgiu no século XIX e já que naquela época não passava de registro de imagem em movimento, era então apenas de valor documental. Mas no século XX o cinema se converte em arte multidisciplinar, na qual se integram literatura, montagem, fotografia e som. Até 1929 a música era adicionada por meio de pianos ou até pequenas orquestras que acompanhavam as projeções, ao vivo. E naquele ano então, surgiu o filme falado, “O Cantor de Jazz”, e com ele a primeira trilha sonora.

O filme revolucionou a indústria do cinema e as grandes produtoras americanas se voltaram para este novo gênero cinematográfico: nascia a era dos musicais. A trilha sonora permitiu que os atores substituíssem as mímicas gestuais de então por suas próprias vozes, mas a grande estrela desta evolução foi a música. Incorporaram-se canções populares aos filmes e novas músicas passaram a ser criadas especialmente para cada um deles.

Foram dois tipos distintos de música cinematográfica: 1- as canções que formam parte do argumento (musicais). 2- musicais que incorporam aos elementos da ação. No universo das trilhas sonoras surgiram, então, compositores especializados como John Williams ( “Guerra nas Estrelas, Jurassic Park”), “ET, “Tubarão “, A Lista de Schindler”. Basil Poledouris (“Conan”, “O Bárbaro Conan”, “O Destruidor”) e Bernard Hermann (“Psicose”, “O Homem que sabia demais” e “Um Corpo que Cai”), cujas músicas acentuam poderosamente em momentos culminantes dos filmes a que pertencem.