Colunistas

260 anos de morte de Georg Friedrich Haendel

publicado em 16 de maio de 2019 - Por 3

Haendel nasceu em 23 de fevereiro de 1865, na Alemanha, embora muitos acreditassem que o compositor fosse inglês. Seu pai não quis reconhecer suas precoces demonstrações de talento musical, mas o jovem estava decidido a aprender e começou estudar às escondidas.

Conseguiu levar um cravo de sua casa ao sótão, para poder praticar solitariamente. Ao completar 11 anos, o pai levou-o à Berlim, onde era cirurgião da corte e ao ouvirem Haendel tocar órgão ficaram impressionados. Então aconselharam o pai a deixá-lo estudar música. E assim tornou-se músico e logo encontrou trabalho como violinista e cravista na orquestra da Ópera de Hamburgo.

Haendel, ambicioso, estava interessado por ópera. A Itália era considerada um lugar ideal para um jovem compositor com esse tipo de aspirações. Em Hamburgo conhecera aristocratas italianos, e esses o apresentaram às pessoas que poderiam ser-lhe úteis.

Com 21 anos já era popular e partiu para a Itália. Apreciava a ópera pelo seu domínio de canto, guarda-roupa luxuoso e montagens cheias de imaginação. Com sua primeira apresentação no campo da composição operística obteve grande êxito e durante três anos apresentou várias óperas a um público sempre receptivo e entusiasmado.
Em 1709 o compositor decidiu voltar ao seu país, a Alemanha, depois de lhe ter sido oferecido o cargo de diretor musical do eleitor de Hannover que era também o herdeiro da velha rainha Ana da Inglaterra.

Haendel aproveitou essa conexão inglesa quando, em 1710, acabou por ficar em Montou, na companhia de ópera com sede no King’s Theatre, mais tarde chamado Queen’s Theatre e, atualmente, Her Majesty’s Theatre de Haymarket, de Londres.

Em 1717 compôs a Música Aquática para comemorar a procissão real de barco pelo Tâmisa. E aí, adquiriu nacionalidade inglesa. 11 anos depois sofre uma apoplexia, (derrame) e 5 anos mais tarde fez a primeira execução do “Messias”, em Dublin. Em 1749, compôs “Música para os Reais Fogos de Artifício “ para celebrar o término da guerra de sucessão austríaca.

Em 1752 uma operação nos olhos quase o deixou cego e, em 1759, a 20 de abril, em Londres, morreu e foi enterrado no Poet’s Corner, da Abadia de Westminster.