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Esporte


Paulinho Massariol preferia reserva à improvisação
Por Ariovaldo Izac   Quinta-Feira,  30 NOV 2017
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 Se um treinador optar pela improvisação de um subordinado em outra posição, provavelmente a resposta será ‘sim senhor’. E para se resguardar, o dito cujo antecipará justificativa que está colaborando, que é jogador de grupo, etc., etc.

Que tal uma viagem no tempo? Em 1978, o então centroavante Paulinho Massariol, artilheiro do Campeonato Brasileiro com 19 gols pelo Vasco, acabou adaptado à ponta-esquerda com o retorno do intocável centroavante Roberto Dinamite, que havia participado da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Argentina.

Pois Paulinho usou de franqueza no diálogo com o saudoso treinador Carlos Froner, ao recusar improvisação. “Prefiro ficar no banco aguardando a minha vez. Jogando fora de minha posição sei que estou prejudicando a minha carreira, pois não rendo nem 50% de meu futebol. Um ponta-esquerda precisa ir à linha de fundo, e essa não é a minha especialidade”.

Antes da passagem por Palmeiras e Grêmio, Paulinho jogou na Ponte Preta no segundo semestre de 1980, quando inicialmente não conseguiu se firmar como titular sob o comando do saudoso treinador Zé Duarte, mas posteriormente acabou efetivado quando Jair Picerni saiu do comando dos juniores para ser efetivado no profissional. E ficou no lucro ao marcar dois gols na goleada por 3 a 0 sobre o Guarani.

Paulinho não era centroavante rápido, mas sabia proteger a bola de adversários. Girava e arriscava finalizações de média e longa distância. Explorava o chute forte e pontaria aceitável para marcar gols.

Natural de Piracicaba, interior de São Paulo, ele seguiu os passos de seu pai Idiarte Massariol, ao vestir a camisa do XV local. O diferencial de Paulinho é que na passagem de três anos, a partir de 1974, foi cobiçado por grandes clubes, enquanto Idiarte entrou para a história dos quinzistas como recordista em partidas: 539, com ênfase nas conquistas do bicampeonato do interior em 1947 e 1948, e do Torneio Início de 1949.

Paulo Luiz Massariol, que em abril próximo vai completar 60 anos de idade, radicado em Piracicaba, cuida de sua escolinha de futebol, após tentativa de ingresso na função de treinador. Consta no currículo dele volta ao XV no biênio 1986/87, após experiência no futebol mexicano no Estudiantes Tecos. O encerramento da carreira ocorreu no Vila Nova (GO) em 1989.