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BragançaPaulista17 Out 2017


Esporte


Dadá Maravilha criou a palavra ‘solucionática’
Por Ariovaldo Izac   Quinta-Feira,  12 OUT 2017
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 Em recente programa de televisão, as primeiras palavras do ex-centroavante Dario, o Dadá Maravilha, foi um agradecimento a Deus no seu estilo folclórico. “Eu disse ao Senhor que ele está me dando até demais. Pedi pra que me dê um pouco menos”.

Essa espontaneidade de Dadá Maravilha é caracterizada desde os tempos em que despontou no futebol no Atlético Mineiro, em 1968, e lá repetiu mais três passagens. Hoje, radicado em Belo Horizonte e atuando como comentarista esportivo de televisão, confessa publicamente ser torcedor do Galo.

Como artista em referência ao personagem, Dadá tem o hábito de falar dele na terceira pessoa do singular, exagerando no autoelogio. “Garrincha, Pelé e Dadá têm que ser currículo escolar”. Também fez questão de se incluir entre os principais cabeceadores do futebol mundial de todos os tempos. “Só existem três coisas que param no ar: beija-flor, helicóptero e Dadá”.

Embora desengonçado, Dadá era artilheiro nato. Explorava a estatura de 1,85m de altura e boa impulsão para marcar gols de cabeça até 1986 no Comercial de Registro, porém com notabilidade em clubes como Flamengo, Inter (RS), Sport Recife, Náutico, Santa Cruz, Paysandu, Bahia, Goiás e Ponte Preta. Em 1976, na conquista do título brasileiro pelo Inter, foi dele um dos gols da vitória sobre o Corinthians por 2 a 0.

Quando os críticos o rotulavam de caneleiro, a resposta era curta e grossa: “Eu me preocupo tanto em fazer gols que não tive tempo de aprender a jogar futebol”. E os gols ‘brotavam’ de todo jeito, até de bico na bola: “Não existe gol feio; feio é não fazer gol”.

Como bom marqueteiro, Dadá promovia jogos com promessas de gols. Na passagem pela Ponte Preta prometeu e marcou o ‘gol Fepasa’ em homenagem aos torcedores ‘durangos’ que assistiam as partidas no morrinho da linha do trem, atrás do gol da cabeceira sul do Estádio Moisés Lucarelli, topograficamente em plano acima do gramado, que permite visão de metade do campo.

Evidente que alguns adversários nem sempre encaravam tais promessas como promoção do evento. Preferiam interpretá-las como ‘combustível na fogueira’, mas nem por isso Dadá mudou a postura. Fazia tudo por diversão. E quando questionado sobre o grau de dificuldade de determinado adversário, até criou palavra: “Não venham com a problemática porque eu tenho a solucionática”.